Paulo Farinha

Vá, não te armes em esquisito. Vamos esquecer que já acabaste comigo 27 vezes

É assim: enquanto eu achar que gostas de mim, vou ficar por cá. Mesmo que tu digas o contrário, eu, que te conheço, sei que lá no fundo ainda sentes qualquer coisa. E enquanto isso existir, vale a pena continuar. Vou continuando, devagarinho, a fazer a minha vida. A preparar‑te o jantar, a mudar‑te os lençóis da cama, a abastecer a despensa e a garantir que há sempre cerveja fria no frigorífico. Para ti, que eu só bebo vinho.
Ricardo J. Rodrigues

A morte do Bairro Alto

O Bairro Alto, no entanto, tem hoje um horário europeu, ruas cheias de viajantes e cada vez mais vazias de lisboetas. A diversão noturna foi empurrada para perto do rio, mas no translado perdeu-se uma coisa. Perdeu-se aquele espaço intermédio que existe entre o final do jantar e o início da dança, em que as ruas se tornam mesas redondas e os debates se tornam extraordinários.

MAIS RECENTES

«E eu aqui tão longe sem conseguir falar com a minha família»

Tudo soa a absurdo: 523 incêndios num só dia, num só país; o meu distrito, Viseu, a arder; os distritos em redor nas mãos do fogo; o meu concelho, Nelas, em pânico; a minha aldeia, Vale de Madeiros, rodeada de chamas; as projecções a atingirem o centro da minha localidade.
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Cronologia dos incêndios que estão a queimar o país

Três dias de luto nacional, vidas perdidas, famílias desfeitas, bombeiros exaustos, populações desesperadas, aldeias inacessíveis. Casas, empresas e viaturas consumidas pelas chamas, escolas fechadas, estradas cortadas, linhas ferroviárias interrompidas. É a calamidade nacional, 32 mortos, 56 feridos, 16 dos quais em estado grave (o balanço até agora). O que aconteceu e acontece neste momento?

O fim do mundo não foi hoje, mas poderá estar para breve

Talvez seja um pouco exagerado o anúncio de que amanhã o mundo vai acabar, mas, se a humanidade não mudar nada na forma como vive no planeta Terra, talvez o fim esteja mais próximo do que seria de esperar. São cientistas que o dizem.
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Bexiga hiperativa: saiba o que fazer para controlar

O principal sintoma é a necessidade urgente e imperiosa de urinar. Mais de oito idas à casa de banho por dia? Então é melhor ver o que se passa.
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Coisas que nunca (mas mesmo nunca) deve usar no trabalho

Sim, os tempos estão a mudar. E sim, claro que em empresas criativas, de cariz mais disruptivo, não faz tanto sentido reger-se pelas normas convencionais do fato escuro. Ainda assim, há uns quantos itens que continuam a não ser aceitáveis no local de trabalho.
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Animais nos restaurantes: o que pensam os donos… de restaurantes

Os animais vão poder entrar nos restaurantes. Fomos ouvir donos de espaços de restauração em Lisboa e no Porto.
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Marcos Piangers: «Seja o herói que o seu filho acha que você é»

Tornar os homens mais participativos no crescimento dos bebés. Passar tempo de qualidade com os filhos. Substituir as novas tecnologias pela vida real. Ser o herói que os filhos acham que você é. Eis alguns conselhos da intervenção de Marcos Piangers na Conferência «Retrato da Família», organizada pela Notícias Magazine.

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queques de iogurte

Queques de iogurte

Pensar em inventar lanches bons para as crianças se mal nos sobra tempo para confirmar que se pentearam? Prepare uma fornada destes nossos queques de iogurte, que juntam o saudável ao agradável. Ficam bem na lancheira dos pequenos e na sua.
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OPINIÃO

Filipe Garcia

E quem segura a natureza zangada?

Em 2014, Neil Young fez‑se acompanhar por uma orquestra de 92 músicos para, em Who’s Gonna Stand Up, abordar o tema e deixar uma pergunta que podia ter feito soado a alarme: «Quem vai perceber quando ela [a natureza] se fartar?» Provavelmente ninguém, mas cada vez mais parece inevitável que aconteça.
Catarina Carvalho

Lições de vida num bar americano

Uma mulher toca num bar. O que é que isso tem a ver com a atualidade do nosso mundo? Muito mais do que julga. Leia até ao fim.
Afonso Cruz

As nossas costas ficarão na história

Como é que se sai de uma crise se não há cultura para o fazermos, para inovar, para criar emprego, para inventar, para imaginar, para, em última análise, desobedecer e exigir a mais elementar dignidade? A Palestina, que vive há décadas numa situação verdadeiramente dramática, decidiu, em vez de acabar com a cultura, resistir, sobreviver e viver através dela.