Visita ao bunker onde Churchill ganhou a guerra

Debaixo do solo de Londres há uma extraordinária viagem pela história do século XX. As War Rooms são o famoso bunker a partir de onde Winston Churchill comandou toda a operação militar britânica na Segunda Guerra Mundial. O local pode ser visitado.

Texto Rui Pedro Tendinha, em Londres

Fica em Clive Steps, King Charles, Westminster. São as Churchill War Rooms, o bunker a partir de onde Churchill e o seu gabinete de guerra, rodeados de mapas e telefones, decidiam toda a estratégia de guerra durante os ataques aéreos a Londres.

Quem vir A Hora mais Negra vai perceber o papel fundamental destas caves que agora são parte do Imperial War Museum. A equipa não filmou no local mas recriou com minúcia o cenário e até cometeu um erro histórico deliberado: uma das reuniões com o chefe do Estado-Maior do Exército foi ainda em Downing Street e não no Cabinet Room – em nome do suspense cinematográfico, o realizador Joe Wright decidiu colocar todas as reuniões nas Churchill War Rooms.

Quem visitar o local não terá direito a entrar mesmo nas salas em si (estão protegidas com portas de vidro), mas para a imprensa internacional que esteve na ação promocional do filme as portas abriram-se e a Notícias Magazine pôde ver de perto a famosa cadeira de Winston Churchill, onde o braço direito está com marcas dos arranhões que o primeiro-ministro fazia durante os momentos de tensão. Golpes que tiraram a tinta da madeira.

As salas de guerra têm segredos históricos, como o quarto de Churchill ou as salas das datilógrafas, onde continuam conservadas de forma perfeita as silenciosas máquinas de escrever Remington. Churchill não suportava o barulho das máquinas comuns.

Mas mesmo sem privilégios de visita guiada, as salas de guerra têm segredos históricos que todos podem desfrutar, como o quarto de Churchill – o único com direito a carpete completa, onde o estadista chegou a passar três noites e a dormir algumas sestas – ou as salas das datilógrafas, onde continuam conservadas de forma perfeita as silenciosas máquinas de escrever Remington, importadas dos EUA, pois Churchill não suportava o barulho das máquinas comuns.

Tal como se vê no filme, em todas as divisões destas salas não faltavam cinzeiros – além de Churchill, os militares e membros do governo, nunca abdicavam de fumar. As pequenas ventoinhas serviam de exaustores improvisados. E o charuto que está à vista é verdadeiro.

Outra das sensações de se entrar nesta cave com transporte para o passado é ficar à porta da sala de telefone Transatlantic, onde Churchill ligava diretamente para o presidente norte-americano, Franklin D. Roosevelt, tal como se vê no filme.

Diz-se que nenhum espião nazi conseguiu chegar perto. Porém, em caso de bombardeamentos, o bunker oferecia pouca segurança, tendo sido criado apenas como solução temporária.

As forças britânicas tinham grande cuidado no secretismo deste local e havia um sem-número de regras ao nível de códigos de segurança, sobretudo na sala de mapas e de comunicações. Diz-se que nenhum espião nazi conseguiu ficar perto desta localização. Porém, em caso de bombardeamentos, o bunker oferecia pouca segurança, tendo sido criado apenas como solução temporária.

Algumas bombas caíram bem perto desta morada, mesmo ao lado de Downing Street e do Parlemento, centro de poder britânico. O Imperial War Museum está ciente de que agora, com o filme em exibição, as Churchill War Rooms – cujo ingresso permite também o acesso ao Museu Churchill, onde se podem ouvir gravações do primeiro-ministro, ver retratos e vídeos dos seus discursos – serão cada vez mais visitadas. Informações aqui.

Leia aqui a reportagem sobre o filme A Hora Mais Negra, no qual o ator Gary Oldman interpreta o papel de Winston Churchill na Segunda Guerra Mundial.

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