5 desculpas que todos damos para não ir treinar (e como vencê-las)

Ovos de chocolate. Amêndoas de chocolate. Mesas fartas de tudo e mais alguma coisa, incluindo folares e um pouco mais de chocolate. Se só de pensar em ir treinar para queimar os excessos da Páscoa já lhe está a dar preguiça, acabaram-se as desculpas.

Texto NM | Fotografias da Shutterstock

ESTÁ A CHOVER

Está mesmo, confirma-se, mas se não estivesse agarrávamo-nos ao facto de fazer demasiado calor, ou frio, ou de estarmos na primavera e andarem pólenes no ar (tudo pretextos que não teriam a mínima importância se estivessem a convidá-lo para uma festa). Atenção que a temporada do biquíni está à porta: só isso já devia ser motivação suficiente para levantar o rabo do sofá e ir treinar. Nem assim a vontade surge? Pois recorra ao truque positivo de imaginar o tempo como um aliado que o vai ajudar a ficar mais tonificado (com frio) ou mais atraente (caso possa vestir aqueles calções que lhe assentam na perfeição). Em última análise, se sol a mais nos deixa moles ou nos custa vestir um agasalho extra, podemos sempre treinar em casa e evitar as condições atmosféricas adversas.

NÃO TENHO TEMPO

É capaz de ser a desculpa mais comum, embora caia por terra em três tempos se pensarmos que existem treinos altamente eficazes que não nos levam mais de um quarto de hora (menos tempo do que tomar um banho de imersão ou arranjar as unhas, por exemplo). Mais, sublinha o personal trainer Nuno Neves, considerando que aos poucos a própria pessoa terá vontade de ir mais longe: é melhor treinar 20 minutos em cinco dias por semana – e quem não consegue disponibilizar 20 minutos diários? – do que treinar uma hora e meia em apenas um dia. O que nos leva já de seguida ao ponto seguinte.

DESPACHO TUDO NUM DIA

Nem pense nisso. Muita gente falha vários treinos, a achar que depois compensa num único dia, mas as coisas não funcionam assim: além de arriscar uma sobrecarga, continuando a desgastar os músculos quando deviam estar a recuperar, ainda compromete o emagrecimento, já que o metabolismo se mantém acelerado e a queimar gordura apenas por um breve período após o exercício. «Não queira tudo em pouco tempo: o seu corpo funciona de forma inteligente», diz o treinador Nuno Neves. Há que ouvi-lo, sentir as adaptações. «Lembre-se: resultados lentos são mais saudáveis e duradouros.» Já para não falar no facto de a maioria das lesões durante os treinos estarem normalmente associadas a movimentos que excedem os limites recomendados.

JÁ NÃO TENHO IDADE PARA ISSO

Quando toda a gente sabe que treinar é um dos ingredientes secretos do elixir da juventude, vê-se bem que esta desculpa esfarrapada não pega. Óbvio que não temos que ir todos para o ginásio malhar como se fôssemos atletas de alta competição, tenhamos nós 20 ou 80 anos. Porém, podemos fazer nem que seja tai chi, uma arte marcial chinesa que para I-Min Lee, professora de Medicina e Epidemiologia da Faculdade de Medicina de Harvard, nos EUA, é do melhor para equilibrar o corpo e a mente, diminuir a pressão sanguínea, fortalecer os músculos e o sistema imunológico, estimular a circulação, irrigar as articulações e promover a calma mental. Se até velhinhos chineses demonstram ser praticantes exímios, conclui-se que nunca é demasiado tarde para ter saúde e emagrecer. E, já agora, para ser feliz.

DÓI-ME O CORPO

É natural sentir algumas dores musculares depois de começar a treinar – significa que o corpo está a acusar os efeitos do exercício –, mas essa é mais uma razão por que deve insistir. Segundo Nuno Neves, a regularidade nos treinos ajuda os músculos a adaptarem-se à exigência e melhora a condição cardiorrespiratória. É uma questão de ir alternando os músculos trabalhados e a intensidade com que o faz, de modo a não custar tanto nos primeiros tempos. Aquecer bem antes de cada treino para aumentar gradualmente a circulação sanguínea e a temperatura corporal. E, claro, consultar ainda um profissional de saúde e exercício para saber o que pode, ou não, praticar.

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