Carlos Andrade: «Não vim para o judo para aprender a andar à pancada»

A paixão era de criança e foi cumprida já graúdo. Tinha 30 anos quando o jornalista e antigo diretor da TSF deu o primeiro passo na «via da suavidade». É esta a etimologia da palavra japonesa ju‑do. O moderador da Quadratura do Círculo (e do antigo programa Flashback) é cinturão negro de judo e cinturão verde de karaté.
Lisboa, 06/10/2017 - Carlos Andrade fotografado esta manhã para a secção Hobby enquanto praticava Judo. (Diana Quintela/Global Imagens)

Texto de Marcelo Teixeira | Fotografia de Diana Quintela/Global Imagens

Foi, também, membro do conselho fiscal da Federação Portuguesa de Judo. Mantém o quimono branco impecável, para no Judo Clube de Portugal, em Campolide, poder lançar um seoi otoshi, o seu golpe preferido. Esta prática, diz, «oferece uma boa capacidade de resposta para os problemas inesperados. E firmeza para encontrar soluções».

Se antes «pisava o tapete três ou quatro vezes por semana», já só tem espaço na agenda «para uma vez», isto porque também é professor na Universidade Lusófona e os horários das aulas coincidem. Inspirado pelo lendário Bruce Lee e pela série de televisão dos anos 1970 Kung Fu, rebateu: «Não vim para o judo para aprender a andar à pancada. Atraiu‑me aquilo que as artes marciais representam. Os meus amigos dizem que vim para o judo para me tornar naquilo que sou. Outros dizem que vim por ser como era.»

Relaciona o jornalismo com o judo: «Não há dificuldades inultrapassáveis mas também não há invencibilidade eterna.»