OPINIÃO

À mesa com a crise

A pobreza e a baixa escolaridade refletem-se nas escolhas alimentares. Quanto mais pobres, mais obesos e doentes.

Pessoas mais pobres e menos escolarizadas comem alimentos mais baratos e calóricos. Com o arrastar da crise, o aumento do desemprego e a perda acentuada de rendimento das famílias, a pobreza aumenta e a obesidade também. Fomos às compras, confirmámos que fazer uma alimentação variada e saudável é um luxo a que cada vez menos pessoas se podem dar e procurámos saber como dar a volta a esta situação.

Ser pobre e não ter estudos é meio caminho andado para ser gordo e ficar doente. Tudo por causa da alimentação. As pessoas com menos recursos e menor escolaridade comem produtos de alto valor calórico, com muitos açúcares e gorduras saturadas e mais baratos e saciantes. Já as famílias com mais recursos e informação, privilegiam os alimentos com maior riqueza nutricional, de preferência da agricultura biológica, isentos de químicos e outros aditivos tóxicos, mas muito mais caros.

O resultado de tão grande desigualdade social já está à vista e traduz-se num enorme aumento das doenças não transmissíveis – cardíacas, cérebrovasculares, obesidade, diabetes, cancro, doenças inflamatórias e autoimunes –, que afectam sobretudo a população mais carenciada.
Com o arrastar da crise, o aumento do desemprego e a quebra generalizada nos rendimentos das famílias, incluindo as reformas e as prestações sociais, é previsível o crescimento da pobreza e o agravamento das desigualdades: «São muitos os trabalhos que associam a condição económica com a obesidade. Em Portugal não há estudos, mas em Espanha, França e nos EUA a prevalência de obesidade é muito superior nos grupos mais vulneráveis da população e está associada a outras doenças, ao desemprego, a faltas frequentes ao trabalho, criando um ciclo vicioso de pobreza e doença», afirma Pedro Graça, professor na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação (FCNA) da Universidade do Porto (UP).

A nutricionista Daniela Seabra confirma que os mais pobres e menos instruídos têm um padrão alimentar distante das recomendações para uma alimentação saudável: «O consumo de carnes com maior teor de gordura saturada, cereais refinados e açucarados e gorduras de adição está associado a grupos mais desfavorecidos; enquanto o consumo de cereais integrais, carnes magras, peixe, lacticínios magros e hortofrutícolas, de preferência da agricultura biológica, é opção dos grupos populacionais de nível socioeconómico mais elevado».

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Daniela Seabra, especialista do Hospital de Santa Maria da Feira e da clínica da médica Cristina Sales, no Porto, ajudou-nos a elaborar dois cabazes alimentares correntes. Num, incluímos os produtos consumidos sobretudo pelas famílias mais humildes; no outro os alimentos preferidos por quem privilegia o bem-estar e pode pagar mais caro. Pelo primeiro desembolsamos 50€. O segundo, com escolhas mais amigas da saúde e do ambiente, custou 140€: «A escolha dos alimentos e produtos que integram cada cabaz baseou-se no conhecimento que temos e no que observamos nas consultas. É um facto que há uma relação clara entre a pobreza e a baixa escolaridade, o que acaba por se reflectir nas opções alimentares.» Exemplos? «Verifico que as pessoas mais humildes ingerem com maior frequência fritos e açúcares enquanto os mais esclarecidos procuram informação abundante sobre os alimentos saudáveis. No hospital tenho acompanhado grávidas com diabetes que continuam a comer croissants ao pequeno-almoço mesmo depois de informadas sobre os riscos dos açúcares. No oposto, na clínica aparecem cada vez mais pessoas que querem fazer escolhas correctas mas que estão baralhadas com o excesso de informação. O maior erro que encontro nos dois grupos populacionais é a baixa ingestão de legumes», adianta a nutricionista.

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Fome de barriga cheia
Isabel do Carmo, endocrinologista e professora na Faculdade de Medicina de Lisboa, confirma que se observam diferenças significativas na prevalência da obesidade quer entre países, quer entre os grupos sociais de um mesmo país: «É a desnutrição. Pode haver carências – de ferro, de vitamina B12, de ácido fólico – sem haver carência de calorias. Até pode haver excesso de calorias de má qualidade. O lado mais visível desta situação são os muitos casos de obesidade que atingem as pessoas mais pobres, em todos os países desenvolvidos.»

Só na Europa, a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima que entre 20 a 25 por cento da obesidade dos homens e 40 a 45 por cento da obesidade das mulheres seja consequência das diferenças no estatuto socioeconómico: «Aumenta o fosso entre ricos e pobres, há uma baixa do poder de compra, a pobreza cresce e a obesidade também. Os pobres fazem refeições à base de farináceos e de gorduras. A gordura é muito saciante e no prato aparece sempre alguma coisa parecida com carne, como o toucinho ou o entrecosto. As famílias pobres comem muito arroz de frango ou massa com frango e aproveitam a pele porque tem muita gordura. Como os doces são relativamente baratos, dão-se bolos e bolachas às crianças. Um queque custa um euro e uma família pode ter muita dificuldade e pagar a renda da casa, a água e a luz, mas tem sempre um ou dois euros para comprar um doce a uma criança. É uma compensação. Não é saudável, mas entendo perfeitamente que as pessoas o façam.»

Para Pedro Graça, na actual situação, não é um dado garantido que as escolhas alimentares menos saudáveis sejam um exclusivo dos mais pobres e menos esclarecidos: «As pessoas mais expostas são as que estão afastados do sector produtivo e não têm a tradição de pedir ajuda – as populações urbanas com filhos, em que repentinamente um ou dois membros do agregado familiar ficam desempregados. Outro grupo vulnerável é o dos idosos com pensões baixas, situações de doença e com uma rede de suporte social e familiar frágil. Aqui a desnutrição pode associar-se facilmente à doença aguda o que aumenta o risco de infecção.»

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Olhemos então para os números da pobreza em Portugal. Está a aumentar e os dados do Inquérito ao Rendimento e Condições de Vida confirmam que, já em 2010, havia 18 por cento da população, mais de 1,9 milhões de pessoas, em risco. Um risco que era de facto maior para os idosos (20 por cento), para os menores de 18 anos (22,4 por cento) e para os desempregados (36 por cento). Mas não só. Há três anos, a pobreza atingia dez por cento da população empregada; 17,9 por cento dos reformados e 20 por cento das famílias com crianças dependentes. Três anos passados, com o agravamento das condições económicas e sociais, a mancha de pobreza será certamente maior e mais intensa, tal como o número de pessoas em carência alimentar.

Sem trabalho não há comida
Por exemplo, Manuela e António Silva, de Beja, ambos com o 9º ano feito no programa Novas Oportunidades, são uma das famílias apanhadas na teia da crise e do desemprego. Ele era vendedor de pequenos electrodomésticos, roupa e outros artigos para casa e ela acompanhava-o nas deslocações, de aldeia em aldeia, num negócio que era feito porta a porta e pago a prestações: «Somos casados há 17 anos, temos um filho com 14 e até há três anos vivíamos das vendas, sem luxos mas sem faltas. De repente, as mulheres começaram a atrasar-se nos pagamentos, depois deixaram de comprar e eu fiquei com a mercadoria e milhares de euros em divida aos fornecedores. Para pagar tive de contrair um empréstimo e agora estamos à rasca com as prestações da casa, da carrinha e mais esta. Falta-nos dinheiro para tudo, para a comida também», confirma António. O filho do casal, Tiago João, almoça todos os dias na cantina da escola e não paga as refeições. «Ao jantar também não falta, mas tenho de agradecer às minhas tias que todas as semanas me trazem mercearias, hortaliças, carne, ovos – têm horta e galinhas – e até comida já feita, sobretudo grãos, feijão e sopa. Eu também faço muitas açordas e é assim que nos vamos arranjando. Já não me lembro da última vez que fui às compras», diz Manuela. O marido, António, tem procurado trabalho em tudo quanto é sítio, sem sucesso, e agora sonha ser chamado para Angola. Até lá, o que lhe vai valendo são os 50€ euros que ganha nos dias em que lhe telefonam para ir cortar lenha numa herdade no concelho de Mértola. No Verão e no Outono passado também andou à jorna nas vindimas. Entretanto, Manuela, a mulher, começou a fazer serviço doméstico em casa de uma prima idosa e abastada que ficou viúva e que lhe paga o ordenado mínimo: «Com o que recebemos pagamos a àgua, a electricidade e o gás, o resto vai para o banco e não chega…», desabafa António.

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O desemprego e a pobreza foram sempre mais altos no Alentejo do que noutras regiões do país, mas nos últimos anos passaram a marcar os territórios à volta das grandes cidades, onde é crescente o número de pessoas que conta os tostões antes de entrar num supermercado. É o caso de Manuel Mestre e de Fátima, a sua mulher. Ele ficou desempregado das obras e agora passa o tempo entre a casa, em Linda-a-Velha, as idas ao café e as voltas pelo Estádio Nacional. Ela também procura «patroas», pois as duas «senhoras» onde trabalhava prescindiram da ajuda doméstica. No dia em que os encontrámos, vinham das compras num conhecido minimercado. Ele trazia uma caixa de vinho numa mão, um saco de batatas de dois quilos na outra. No saco, Fátima guardava comida para resto da semana: «Fui ao mais barato, comprei pão [quatro bolinhas, tipo chapata], chouriço para o meu marido, duas latas de salsichas, meia dúzia de ovos, duas latas de atum, duas pizas de fiambre – isto é para a mais nova, que ainda vive com a agente lá e casa –, um saco com 1,5Kg de maçã miúda. Arroz e massa, temos com fartura, isso nunca falta, e o meu marido planta umas couves e umas alfaces num canteiro que temos no quintal. É pouco, mas dá. No domingo, compro um franguinho e faço um estufado e às vezes pomos uma entremeada no fogareiro, com umas batatas fritas e já está, toda a gente gosta. Mesmo assim, só aqui estão mais de 15 euros.»

Come-se o que se pode. Manuel Mestre, que nunca pensou na relação entre a alimentação e a saúde, diz que o «o que importa é não passar fome. Desde que se tenha a barriguinha cheia já não estamos mal.» Mas Fátima, pensa diferente: «Então não te lembras do médico que foi à televisão dizer que quem come muitos bolos é que tem diabetes? Já te avisei, olha os teus. Agente agora não trabalha, não nos podemos dar a esses luxos, mas quando faço um bolo em casa já ponho menos açúcar. E gordura também, parece que a banha de porco faz mal ao coração.»

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Para a alimentação ainda chega
Também foi em Linda-a-Velha, mas noutro supermercado que encontrámos Maria da Conceição, com a mais nova dos três filhos. Ela é engenheira electrotécnica na Nave, em Lisboa, estava de volta a casa, em Caxias, mas antes foi às compras para o jantar: «Hoje não deixei nada preparado. Levo cinco filetes de salmão para grelhar [congelados]. Acompanham com arroz de legumes e tenho sopa de grão já feita. Vai ser assim o nosso jantar.» Na casa desta família de cinco pessoas – o marido é engenheiro mecânico numa empresa privada e os dois filhos mais velhos estão na universidade – houve uma grande quebra no rendimento disponível: «Pagamos mais impostos e eu recebia muito dinheiro em horas extraordinárias, mas isso acabou no final de 2011. Mas para a comida ainda chega, não foi preciso mudar os hábitos alimentares. Durante a semana comemos mais carne, aos fins-de-semana optamos por refeições de peixe fresco, e só a mais nova é que ainda resmunga com as hortaliças, saladas e leguminosas. Come na sopa. Tirando os cereais açucarados que os filhos comem todos os dias ao pequeno-almoço, penso que fazemos uma alimentação equilibrada. A única mudança é que deixámos de ir a restaurantes, ou melhor, raramente vamos. Nas compras do supermercado, felizmente ainda não foi preciso mudar nada», acrescenta Maria de Fátima.
Mas parece que os portugueses estão a ir menos vezes às compras e a gastar menos dinheiro: «Compram produtos mais baratos e optam mais pelas marcas próprias das grandes cadeias de distribuição. De acordo com dados da Nielsen, nos últimos três anos, as visitas a grandes superfícies e supermercados caíram 9,8 por cento. Até Junho de 2009, as famílias deslocavam-se a estas lojas, em média, 123 vezes por ano. Mas em 2011 este valor desceu para 111 – o que significa que os portugueses eliminaram uma ida às compras em cada mês. Mesmo indo menos vezes, a factura do supermercado também continua a descer: o valor médio passou de 27,32 euros para 26,97 euros (-1,3%)», afirma Pedro Graça citando um estudo publicado na revista Ter Opinião 2012, uma publicação da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Mas o professor da UP fala de outras mudanças nos gastos com a alimentação e socorre-se de um estudo sobre as lojas do grupo Jerónimo Martins «que evidencia uma redução no consumo de todas as carnes que custam mais de sete euros por quilo. A mudança é semelhante no peixe: os produtos com preços superiores a 15 euros caíram 45 por cento. Os consumidores não deixaram de consumir peixe, mas preferem os mais baratos, como o carapau e a dourada de aquicultura. E, mesmo no caso do camarão, é nos preços mais altos que a procura desce mais – perto de 50 por cento. Já o bacalhau parece mais resistente à crise: vendeu-se mais, mas foram também as vendas de bacalhau corrente, o mais barato, que mais subiram».

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Outras soluções à vista
Cristina Sales, médica e uma das maiores especialistas portuguesas em nutrição, diz «as pessoas têm de se perguntar como podem utilizar bem o pouco dinheiro que têm. Comprar por impulso, por influência do marketing e da publicidade, sem escolher e ler os rótulos das embalagens é uma má opção para a carteira e para a saúde. Pelo que oiço nas consultas e observo nos supermercados, penso que o pouco dinheiro disponível de muitas famílias poderia ser melhor gasto se se prescindisse de produtos desnecessários como bolachas, doces, refrigerantes, cremes e margarinas para barrar.» A médica do Porto diz que «vivemos numa situação de emergência e que as pessoas precisam de se organizar para ter tempo para cozinhar. Fazer as refeições em casa é mais económico e saudável do que ceder ao princípio da escolha automática, do prazer, do mais fácil, do abre a lata ou põe no microondas e já está.»

Para contrariar esta tendência, diz que, no campo e na cidade, as hortas devem ser uma prioridade: «Os legumes e os hortícolas são muito caros e quem tem recursos limitados deve ponderar produzi-los. Para que uma família de quatro pessoas tenha hortaliças frescas todo o ano, basta um talhão de terra de 12 por 12 metros. Claro que é preciso saber cultivar, mas isso aprende-se. Há cada vez mais juntas de freguesia, mesmo nas grandes cidades, a apostar nas hortas e muito bem. Produzir o que se come, é uma das melhores saídas para a crise da alimentação.»

Pedro Graça, também fala de um «desinvestimento familiar e educativo na capacidade de comprar, confeccionar e armazenar alimentos a baixo custo» e assinala «a demissão ou a incapacidade de muitos pais jovens na opção saudável à mesa de casa.» E isso preocupa-o. Para o professor, a saída para o problema passa pela informação e disponibilização de soluções alimentares equilibradas e económicas: «Portugal tem uma grande tradição alimentar de consumo equilibrado a baixo custo. Por exemplo, o consumo de sopas, pratos com leguminosas (feijão, grão, favas, lentilhas, ervilhas), pão de qualidade, lacticínios, frutos e diferentes espécies de peixes de mais baixo custo podem ajudar a reduzir o problema alimentar de forma equilibrada. Somos um país de tradição agrícola e piscatória onde não faz sentido ter à mesa comida de má qualidade proveniente de lugares que ficam a milhares de quilómetros de distância.»

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Isabel do Carmo concorda mas diz que a estratégia tem de ser outra: «E é política. A refeição escolar, o banco alimentar, as paróquias, as juntas de freguesia ajudam a não morrer de fome. Mas não chega. Dêem a volta que quiserem aos números, mas em Portugal há pelos menos dois milhões de pessoas pobres e que têm muita dificuldade em conseguir garantir alimentos para matar a fome. Não nos podemos conformar!»

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CAIXA
DESPESA DAS FAMÍLIAS
De acordo com dados do último Inquérito às Despesas da Famílias, do INE, em 2009 e em média, cada família portuguesa teve um rendimento líquido de 23811€ e despesas no valor de 20391€. Do total da despesa, 5958€ destinaram-se a custear a habitação (incluindo água, electricidade, gás e outros combustíveis) e 2957€ foram gastos em transportes. Em produtos alimentares e bebidas não alcoólicas cada família terá gasto 2703€, ou seja, 13,3 por cento da despesa total anual. Menos do que em 2000, ano em que a os custos da alimentação representavam 18,7 por cento do total das despesa das famílias. Os dados do INE reportam a 2009, mas hoje, com o agravamento das condições económicas e sociais, a realidade será certamente diferente e tende a piorar.

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CAIXA
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL É PRIORIDADE DA DGS
Em Portugal, o excesso de peso e a obesidade são um dos principais problemas de saúde e a sua prevenção é considerada tão urgente que entre oito programas de saúde prioritários da Direcção Geral da saúde (DGS) está o Programa Nacional de Promoção de Alimentação Saudável (PNPAS). Pedro Graça, o professor da FCNA da UP que também é o coordenador, diz que sua finalidade «é melhorar o estado nutricional da população, incentivando a disponibilidade física e económica dos alimentos constituintes de um padrão alimentar saudável e criar as condições para que a população os valorize, aprecie e consuma, integrando-os nas suas rotinas diárias. Um consumo alimentar adequado e a consequente melhoria do estado nutricional dos cidadãos tem um impacto directo na prevenção e controlo das doenças mais prevalentes a nível nacional – cardiovasculares, oncológicas, diabetes e obesidade». Para conhecer as actividades que estão a ser desenvolvidas pelo PNPAS ou simplesmente para saber como cozinhar saudável a baixo custo, consulte www.alimentacaosaudavel.dgs.pt.

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MILHÕES DE PORTUGUESES OBESOS
A obesidade é talvez o maior problema de saúde pública em Portugal. Segundo dados do último estudo epidemiológico realizado a nível nacional, nos adultos, a prevalência de pré-obesidade – valores de Índice de Massa Corporal (IMC) entre os 25,0 e 29,9 Kg/m2) – é de 53,3 por cento em homens e de 27,8 por cento em mulheres. Ainda segundo este estudo da Sociedade Portuguesa para as Ciências da Nutrição e Alimentação, a prevalência de obesidade para valores de IMC entre os 30,0 e 39,9 Kg/m2 é de 10,9 por cento em homens e de 9,5 por cento em mulheres. Com IMC superiores ou iguais a 40 Kg/m2 estão de 0,3 % dos homens e de 0,9 % das mulheres. «Há vários milhões de Portugueses atingidos por este problema», confirma Pedro Graça, o coordenador do programa do PNPAS.

Célia Rosa
Fotografia: Leonardo Negrão / Global Imagens