As sete razões que tornam ‘A Guerra Dos Tronos’ tão especial

E que ajudam a explicar um dos maiores fenómenos televisivos dos últimos anos.

Textos de João Tomé

7. O mundo de fantasia

Se A Guerra dos Tronos fosse um filme, seria a trilogia de O Senhor dos Anéis. Ambos partilham o mundo incrível de fantasia de inspiração medieval, o gosto por várias histórias encadeadas e muito tempo para cada filme ou episódio: e, claro, o sucesso. Esse imaginário sempre distinguiu os livros de J.R.R. Tolkien, os filmes de Peter Jackson e a esta série criada por David Benioff e D. B. Weiss. George R. R. Martin inspirou-se, entre outros, na obra de Tolkien para criar a coleção As Crónicas de Gelo e Fogo, que deu origem ao sucesso televisivo.

6. A produção épica

Uma das coisas que mais cativa o público e os próprios atores é o nível de detalhe (e realidade) dos figurinos, dos cenários e, claro, dos locais de gravações. Para dar o ar épico à série e a cada uma das partes dos Sete Reinos, as gravações são centradas em locais tão diferentes como Irlanda do Norte, Islândia, Espanha, Croácia e Malta. Não faltam castelos deslumbrantes e locais que parecem fantasia (mas são reais).

5. Os heróis em risco

À primeira temporada, o público ficou logo a saber que esta não era uma série normal. Um dos principais protagonistas, Ned Stark (o rei do Norte), é decapitado de forma brutal. Em todas as temporadas, o normal é morrer um dos protagonistas, muitas vezes a personagem que mais se estava a destacar. Os fãs sofrem com isso: exemplo do episódio do Casamento Vermelho: mas a série consegue sempre reavivar o interesse de forma notável.

4. Os mil e um enredos

Um dos motivos pelos quais o autor dos livros (George R. R. Martin) e os criadores da série conseguem manter o interesse, mesmo eliminando os protagonistas, é a incrível riqueza de personagens e histórias na série. Uma personagem que não aparece há vários episódios após uma derrota humilhante, reaparece em grande estilo: caso do gigante The Hound. Depois há o segredo sobre o guião: não há fugas de informação.

3. O Sangue, o sexo, o suor e as lágrimas

Uma série da HBO, por norma, tem mais liberdade do que outra em qualquer canal generalistas americano. Em A Guerra dos Tronos, os autores levaram isso ao limite. Se as primeiras temporadas tinham nudez integral em quase todos os episódios e, claro, muito sangue e violência, nas mais recentes diminui a nudez mas a brutalidade de algumas cenas pode, mesmo, chocar a maioria.

2. As mulheres no poder

No início os homens dominavam os Sete Reinos da série, numa estrutura tipicamente medieval onde as mulheres eram mais submissas. Nesmo nessa altura já havia mulheres com poder, nos bastidores, mas nunca tanto como agora. Além da incrível mãe dos dragões, Daenerys Targaryen, temos Yara Greyjoy, comandante de uma frota de navios, Sansa Stark, a comandar o Norte ao lado de Jon Snow e, claro, Cersei, que ocupa agora o desejado Trono de Ferro.

1. Os atores com sotaque

A série é da HBO (dos Estados Unidos), os livros são do norte-americano George R. R. Martin, mas a maioria dos atores é britânica e as gravações são feitas na Europa. O facto de ser uma série inspirada em tempos medievais, torna os sotaques das ilhas britânicas mais apelativo para os autores da série e, como a maioria tem experiência de teatro, o resultado é uma química entre elenco cativante e um lado verosímil a cada cena. Aposta ganha.

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