OPINIÃO

Alunos do Porto criam aplicação que ajuda pessoas com restrições alimentares

Alunos da Faculdade de Engenharia do Porto desenvolveram uma aplicação móvel que ajuda as pessoas com restrições alimentares a escolherem e a comprarem os alimentos de forma segura, alertando-as sobre os produtos que podem ser perigosos.

Texto de Lusa | Fotografia de Shutterstock

Esta aplicação, designada «NutriSafe», alerta os consumidores com restrições alimentares, fornecendo-lhes dados sobre a informação nutricional e os ingredientes do produto, bem como os «semáforos» nutricionais (conteúdo em açúcar, sal, gordura e gordura saturada), explicou à Lusa um dos criadores, Manuel Zamith.

Para além disso, informa sobre as informações nutricionais (como «baixo valor energético» ou «alto teor de fibra») e alerta os consumidores, de forma personalizada, caso o produto possa ser potencialmente inseguro, de acordo com as configurações do perfil de cada utilizador.

Este é um dos 20 projetos desenvolvidos por 111 estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), no âmbito da unidade curricular Laboratório de Gestão de Projetos (LGP), e que serão apresentados hoje, a partir das 14h00, durante o evento «LGP Challenge», naquela instituição de ensino superior.

A aplicação NutriSafe destina-se a «todas as pessoas que queiram conhecer melhor os alimentos que consomem»

De acordo com Manuel Zamith, as informações são obtidas com a leitura do código de barras do produto alimentar, realizada através das câmaras dos smartphones.

Apesar de a equipa responsável pela criação desta solução ter dado «especial atenção» aos consumidores com restrições, esta aplicação destina-se a «todas as pessoas que queiram conhecer melhor os alimentos que consomem», esclareceu.

O aluno acredita ser esse o fator diferenciador da «NutriSafe», que pode ser «muito apreciada» por quem sofre de alergias, intolerâncias ou que, simplesmente, não deseja ingerir um determinado ingrediente.

No futuro, pretende-se que a aplicação seja numa ferramenta de ajuda no trabalho dos nutricionistas, podendo estes acompanhar os pacientes e garantir o seu bem-estar.

Embora existam soluções no mercado que fazem igualmente leitura do código de barras de alimentos, o aluno explicou que as funções dessas mesmas aplicações passam apenas por contar calorias ou fornecer dados fitness, ajudando os utilizadores com a dieta e um estilo de vida saudável.

«Essa não é, de todo, a intenção da NutriSafe», indicou, acrescentando que o que se pretende é «atacar problemas de maior dimensão», relacionados com «a saúde pública».

No projeto que deu origem à «NutriSafe» estão envolvidos, para além de Manuel Zamith, elementos da FEUP provenientes das áreas de Engenharia de Software, Multimédia, Engenharia de Serviços, Gestão, Informática e Computação, bem como da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.