Mulheres sauditas já conduzem mas há cinco coisas básicas que ainda não podem fazer

Festejaram, recentemente, a liberdade de conduzir. Mas em tribunal, por exemplo, a sua palavra ainda vale metade da dos homens. Eis o dia a dia das mulheres sauditas.

Os sorrisos, os festejos e as selfies não deixam margem para dúvidas: o momento é histórico. As mulheres sauditas já podem sentar-se ao volante de um automóvel, à luz de um conjunto de reformas intitulado “Visão 2030”, decretado pelo rei Salman e pelo príncipe Mohammed bin Salman.

Modernizar a sociedade é um dos supostos objetivos do plano traçado. Mas se é certo que a Arábia Saudita deixou de ser o único país do mundo que não autoriza mulheres a conduzir, há uma mão cheia de proibições que continuam a marcar o dia-a-dia das suas cidadãs.

1. Viajar e abrir uma conta bancária
Na maior parte das vezes, as mulheres árabes são impedidas de sair de casa sozinhas. Além disso, para obterem qualquer tipo de documento, incluindo o passaporte, precisam da permissão de um tutor masculino, uma espécie de guardião chamado “wali”. O mesmo se aplica se quiserem abrir uma conta no banco.

2. Casar
Só o “wali” poderá dar-lhes autorização para casar. Além disso, o matrimónio com estrangeiros requer a aprovação do Ministério do Interior. Darem o nó com não-muçulmanos é praticamente impossível.

3. Vestir-se livremente
Em público, as sauditas têm de usar “abayas” (uma espécie de casaco longo que cobre todo o corpo), que complementam, mais até por força dos costumes, com um lenço sobre a cabeça.

4. Direito à custódia dos filhos
Numa situação de divórcio, a mulher só terá direito à custódia dos filhos até estes terem sete anos, no caso dos rapazes, ou nove, nas raparigas.

5. Um julgamento justo
Aos olhos da lei, um testemunho feminino vale metade de um masculino.

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