7 momentos que marcaram a carreira de Bob Dylan

Esta quinta-feira, 22, Bob Dlyan sobe ao palco do Altice Arena para um concerto há muito esperado. Com 76 anos, mais de 50 anos de carreira e para cima de 35 álbuns, esta lenda da música continua a colecionar fãs pelo mundo. - para além de ter ganho, em 2016, ganhou o Prémio Nobel da Literatura, por ter criado «por ter criado novas formas de expressão poéticas no quadro da grande tradição da música americana». Estes são alguns dos momentos que transformaram este músico do Minnesota num dos nomes incontestáveis da música moderna.

Texto de Ana Patrícia Cardoso | Fotografia DR

De Minnesota para Nova Iorque

Com apenas 20 anos, Dylan viajou de carro da sua cidade natal Hibbing, no Minnesota, até Nova Iorque para conhecer o seu ídolo do folk Woody Guthrie. Acabaria por ficar na «big apple» a tocar de bar em bar. Lançaria o seu álbum de estreia, Bob Dylan, em 1962, que se revelou um fracasso, vendendo apenas 5.000 cópias.

Mudar o nome

Robert Allen Zimmerman cedo começou a apresentar-se em público como Bob Dylan, uma homenagem ao poeta que admirava, Dylan Tomas. Em 1962, mudou-o legalmente. Em entrevista ao programa 60 minutes chegou a dizer «Nascemos com os nomes errados, os pais errados…Acontece. Podes chamar-te o que quiseres, afinal, esta é a terra da liberdade.»

Blowin’ In The Wind

Esta é uma das canções que marcaram a carreira de Dylan. Lançada em 1963, no seu segundo álbum, Freewheelin’ Bob Dylan, foi um ponto de viragem na escrita de música e estabeleceu o cantor como um dos mais inovadores da sua geração.

Like a Rolling Stone

Esta será sempre a «música de Dylan». Foi lançada em 1965, no primeiro álbum assumidamente rock, Highway 61’ Revisited, e considerada a melhor música de todos os tempos pela revista americana Rolling Stone, tornando-se praticamente um hino do cantor. Diz-se que a primeira versão da letra tinha 22 páginas.

Acidente de moto

No auge do seu sucesso, com uma agenda cheia de compromissos, o cantor teve um acidente de moto, a 29 de julho de 1966, quando regressava de Woodstock. Os contornos do acidente são ainda hoje desconhecidos mas Bob Dylan chegou a afirmar que o acidente lhe tinha salvo a vida. «Parti algumas vértebras e fui obrigado a parar. Foi o que me valeu a vida naquele momento, estava exausto.»

Never Ending Tour

Iniciou a Never Ending Tour em 1988 e, desde então, tem feito aproximadamente 100 espetáculos por ano. Dylan justifica a resposta pelo gosto de estar no palco. «Muita gente não gosta da estrada mas, para mim, é tão natural como respirar», chegou a dizer em 1997.

Prémio Nobel da Literatura

Em 2016, o prémio Nobel da Literatura foi-lhe atribuído e ficou marcado não só pela contestação em torno da elegibilidade do cantor como pela sua ausência na cerimónia oficial. Receberia o prémio (e os 839 mil euros) quatro meses depois numa cerimónia na Suécia sem a imprensa.