Dias mais curtos e temperatura mais baixa? Fique em casa

Agora que acabou o verão – e começa em breve o frio e as primeiras chuvas a sério – chegou a altura ideal para pôr em prática o nesting: ficar em casa, no ninho, em vez de ir para a rua. Estar em casa e viver o espaço doméstico nos tempos livres é cada vez mais frequente entre os jovens. E, espante‑se, pode ser uma boa opção anti-stress.

Texto de Sofia Teixeira | Fotografia de Shutterstock

Não é que não seja bom acordar e ir tomar café a uma esplanada, seguir para um passeio no jardim, tomar um brunch tardio algures na cidade, ir ver uma exposição, passar em casa dos pais para um lanche e seguir para uma jantarada com amigos que se prolonga para uma noite de copos até tarde. Aliás, até há pouco tempo, não havia segunda‑feira na qual a resposta à típica pergunta «O que fizeste no fim de semana?» não envolvesse uma boa lista de atividades sociais e culturais.

hoje há quem o apelide de hiving (ficar na colmeia) ou, mais frequentemente, de nesting (ficar no ninho).

Hoje não é raro que a resposta a essa pergunta seja «Fiquei por casa». Cada vez mais jovens decidem passar pelo menos um dos dias do fim de semana sem sair, a aproveitar as maravilhas que o conforto do lar também proporciona: acordar tarde, ficar aninhado no sofá a ler ou a ver um filme, ir para a cozinha com calma e preparar um prato de confort food para saborear no terraço ou na varanda, ouvir um disco, dormir a sesta, tratar das plantas, ou dedicar‑se a um hobby, seja ele qual for (pintar, desenhar, fazer yoga, tocar piano, fazer tricô). E o melhor: fazer isto tudo sem despir o pijama.

Nos anos 1990, depois de uma década de excessos, chamaram‑lhe cocooning (ficar no casulo), hoje há quem o apelide de hiving (ficar na colmeia) ou, mais frequentemente, de nesting (ficar no ninho). Três estrangeirismos para designar nosso simples «ficar por casa» que, não por acaso, remetem para expressões ligadas ao mundo animal: em certa medida a casa está para nós, humanos, como a toca para os animais.

É o nosso refúgio e o espaço que associamos a noções tão básicas como o conforto, o descanso, a segurança, a proteção, além de ser quase sempre também o espaço dos afetos. Depois de cinco dias de horários, compromissos, correria e de estar em casa só para dormir, esta ausência de compromissos durante um dia ou dois acaba por marcar uma verdadeira pausa entre duas semanas de trabalho.

Entretenimento também não falta: internet, canais por cabo e videoclube na televisão revolucionaram as possibilidades.

Claro que, para isso, contribuiu a modernização das nossas casas e dos serviços: podemos receber em casa comida do restaurante preferido sem enfrentar filas e problemas de estacionamento, temos no frigorífico gin e água tónica e montes de gelo no congelador e temos acesso ao mais transformador pequeno eletrodoméstico dos últimos tempos: a máquina de café expresso.

As cozinhas estão cada vez mais equipadas, até porque preparar uma refeição é agora considerado um momento de diversão, partilha e relaxamento, sobretudo quando feito sem pressa nem horários a cumprir.

Entretenimento também não falta: internet, canais por cabo e videoclube na televisão revolucionaram as possibilidades. É possível acompanhar em tempo real a conferência que está a acontecer do outro lado do mundo, ver o último filme em exibição nos cinemas, ler o jornal ou a revista do dia.

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