OPINIÃO

7 modelos, 7 apostas

Os nossos jovens são fortes lá fora.

As passerelles são um mundo cada vez mais internacional, onde os jovens portugueses pisam cada vez mais forte. Estes são alguns dos nomes da nova geração nacional que está a conquistar o seu lugar na moda e na publicidade.

SIGRID
Com apenas 15 anos, frequenta o décimo ano de ballet e teatro no Porto, onde a jovem modelo está ainda a dar os primeiros passos da sua carreira. Sigrid desde cedo manifestou um natural gosto por moda, em particular pela profissão de modelo, e teve sempre o apoio da família. Frequentemente requisitada para editoriais e campanhas, consegue gerir o tempo «entre os estudos e o trabalho, porque não pretendo atrasar os estudos por causa deste trabalho, mas também não quero abandonar as oportunidades que surgem».
WE ARE MODELS

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Foto: António Medeiros

BERNARDO CASCAIS
Tudo começou por curiosidade, quando decidiu enviar algumas fotografias para a agência onde a irmã trabalhava. Ficou surpreendido quando lhe disseram que o queriam conhecer. E começou a ser selecionado em castings para desfilar. «Nunca imaginei que em tão pouco tempo já estivesse a desfilar na ModaLisboa e no PortugalFashion. Tenho 18 anos, adoro descobrir coisas novas, contactar com diferentes culturas e explorar novos lugares. Penso que são desejos comuns entre todos os que conseguem trabalhar nesta área.» Terminados os estudos obrigatórios, pretende aperfeiçoar os conhecimentos neste meio e «mostrar que não é mais uma cara bonita».
L’AGENCE

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DIANA CRUZ
Aos 16 anos, já protagonizou campanhas de marcas nacionais como a Fly London. Foi uma das dez finalistas do concurso Elite Model Look 2015, por quem é atualmente agenciada. «Uma experiência fantástica» a que quer dar seguimento, mesmo sabendo que tem de «conciliar o trabalho com os estudos, pois está fora de questão deixar de investir na formação académica». Aluna do 11.º ano na área de artes visuais, não pensava ser modelo, apesar de ter um fascínio pela profissão e, principalmente, por moda. Com «apenas» 1,72m, sabe que o acesso aos desfiles «está à partida limitado, sem que com isso seja impossível».
ELITE LISBON

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BRUNO DIAS
Acalenta a esperança de «vir a ter sucesso» na carreira com que sonha há anos. «Fui percebendo que a profissão de modelo tinha um lado atrativo, pelo menos era assim que eu a via. Mas nem sempre o que desejamos se concretiza e acabei por ser “descoberto” durante um evento organizado pela agência We Are Models.» O apoio facultado pela agência que o descobriu facilita a integração numa área que atrai cada vez mais jovens. A ainda pouca experiência não lhe permite perceber o lado menos positivo que pode vir a enfrentar como modelo, mas sabe que «nem tudo é maravilhoso».
WE ARE MODELS

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MARIA CLARA
O primeiro contacto com as câmaras foi logo aos 3 anos, quando começou a fazer anúncios e publicidade. Aos 16 decidiu participar na primeira edição do concurso L’Agence Go Top Model e acabou por ser agenciada «em todas as capitais importantes de moda, como Londres, Milão, Paris, Nova Iorque». Já desfilou para a Gucci, Just Cavalli, Valentino, Kenzo ou Rochas. Agora, aos 18 anos, frequenta o primeiro ano do curso de Publicidade e Marketing e tenta «conciliar os estudos com a profissão, sempre que possível». Consciente do lado fascinante da moda, sabe que existem temas sensíveis como a anorexia. Mas ela quer ficar longe. «Muitas modelos iniciam a carreira demasiado cedo e sem maturidade para lidar com as pressões desta profissão. Alimentam-se mal por desconhecimento e falta de acompanhamento. A anorexia é uma doença grave e não existe apenas no setor da moda, mas criou-se o estereótipo de que um modelo para ser bem-sucedido tem de ser magro e não come para o conseguir. É mentira.»
L’AGENCE

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PEDRO PINTO
Aos 20 anos, Pedro Pinto já captou a atenção da Missoni, Diesel ou Dolce&Gabbana, integrando os desfiles e protagonizando campanhas destas marcas internacionais. Pedro trabalha para um dia conquistar reconhecimento, mas preocupa-o o balanço que um dia fará sobre esta fase da vida. «Espero que seja positivo, quer na estratégia profissional quer na pessoal.» Até porque tem noção de que a vida de modelo é, na maioria das vezes, muito solitária. «Estamos muitas vezes longe das nossas referências, é importante o apoio da família e dos bookers
ELITE LISBON

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Foto: Sorin Opait

ISILDA
A beleza natural e fotogenia chamaram a atenção de um booker inglês, da agência IMG London, que abordou Isilda, 17 anos, no centro comercial Westfield, em Londres. «Nunca me tinha passado pela cabeça ser modelo ou que alguém me iria abordar na rua a perguntar se era modelo. Fiquei um pouco desconfiada.» Mas ela pensou sobre o assunto, ganhou coragem e no dia seguinte visitou a agência. Foi o princípio de um caminho ainda longo, mas com potencial. Confessa que acalenta «pisar as grandes passerelles de alta-costura e fazer parte de importantes campanhas internacionais… Quem sabe um destes dias tudo isto acontece?»
CENTRAL MODELS

Catarina Vasques Rito