OPINIÃO

«Se ganhou uma miúda com barba, por que não ganhar um gajo com uma canção meio jazz meio bossa?»

Hoje, Salvador Sobral fez história no Festival Eurovisão da Canção, com a canção Amar pelos Dois. Nós, que o entrevistámos há um mês, estivemos a torcer por ele. Destaques de uma grande entrevista de Alexandra Tavares-Teles.

[Sobre o convite para participar no festival]
«Quando a Luísa telefonou, a minha primeira reação foi dizer não, nem pensar. Mais programas de televisão, não. Fiquei traumatizado com o Ídolos. Mas quando me disse que também participavam músicos como o Samuel Úria ou o Pedro Silva Martins deixou-me a ponderar. Por fim, mandou-me a música. Bem, achei-a lindíssima, não dava para dizer não.»

[Sobre a atuação no Coliseu]
«Estava com dores mas já estou habituado. Tenho vários tipos de dores ao longo do dia, imensas dores de velhos. Estou habituado a cantar em condições extremas. No palco, nada disso conta.»

[Sobre a vida]
«Lançar discos e ser feliz, é o que quero. E ter saúde. E, mais tarde, andar pela América do Sul com a minha música. Agora, gostava de poder viver em Paris. Paris é uma cidade cheia de cultura e conhecimento. Quero mergulhar nesse universo e aprender essa língua tão bonita. Depois de Barcelona, faz sentido que vá para lá.»

[Sobre a grande noite]
«Só quero cantar bem e passar emoção às pessoas. Não me esquecer da letra. Acho muito improvável que isso aconteça porque a sei muito bem.»

«O resultado é-me indiferente. Se se ganhar dinheiro não me importo de ganhar [risos]. Se ganhou uma miúda com barba, por que não ganhar agora um gajo que leva uma canção meio jazz meio bossa?»

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