Inicio Opinião

Opinião

Derivações

Como placas tectónicas, assim andamos nós, plantados numa superfície líquida, movediça, aparentemente sólidos e unidos, até que nos começamos a separar. Os abalos são...

A tanga do crime passional

A tal capa iria ser só mais um degrau no regresso de um ídolo, em parênteses depois de um percalço. Mas houve um mero acaso. Tão acaso que era assinalado como simples notícia naquela edição de Les Inrocks: em Hollywood, um produtor de cinema, Harvey Weinstein, era acusado de violações e abusos a mulheres. Quando a revista saiu, era ainda notícia, dias depois era um tsunami.

Felizmente, #eunão

Parece que Weinstein é apenas a ponta, salvo seja, do icebergue. Um icebergue global e transversal, a avaliar pela dimensão que está a alcançar a hashtag #metoo, já viral nas redes sociais. É como se o assédio sexual fizesse parte da cultura empresarial mundial e fosse apenas mais um desafio que as mulheres têm de vencer no mercado de trabalho.

Histórias de família: entre a ficção e a realidade

Sexo. Relações. A aventura de ir viver com outra pessoa pela primeira vez. A aventura de outra pessoa vir viver connosco (para nossa casa)...

Uma palavra: desculpem

Às vítimas dos incêndios, pelo que não fizemos. E havia muito a fazer, por todos e por alguns com mais responsabilidades em particular. Agora não vai ser assim: não vos vamos abandonar outra vez.

A nossa família são os leitores

A Notícias Magazine em forma de carta que hoje chega até si, leitor, é uma das que mais dá orgulho à equipa que faz todos os dias esta revista

Dormir na altura errada pode ser crime

Governo, Proteção Civil e forças de segurança, todos falharam. Porque não souberam reagir, nem quando os loucos dos ecologistas avisaram, nem depois do aviso que recebemos há quatro meses em Pedrógão Grande, nem mesmo quando olharam para os termómetros.

O primeiro dia do resto do nosso abandono

Não há rede de telemóvel, nem televisão, nem internet. Em muitas aldeias afetadas pelos incêndios também não há água nem eletricidade. É como se a realidade toda quisesse dizer a este gente o quão tremendamente sozinhos se têm de ver neste mundo.

Vá, não te armes em esquisito. Vamos esquecer que já acabaste comigo 27 vezes

É assim: enquanto eu achar que gostas de mim, vou ficar por cá. Mesmo que tu digas o contrário, eu, que te conheço, sei que lá no fundo ainda sentes qualquer coisa. E enquanto isso existir, vale a pena continuar. Vou continuando, devagarinho, a fazer a minha vida. A preparar‑te o jantar, a mudar‑te os lençóis da cama, a abastecer a despensa e a garantir que há sempre cerveja fria no frigorífico. Para ti, que eu só bebo vinho.

E quem segura a natureza zangada?

Em 2014, Neil Young fez‑se acompanhar por uma orquestra de 92 músicos para, em Who’s Gonna Stand Up, abordar o tema e deixar uma pergunta que podia ter feito soado a alarme: «Quem vai perceber quando ela [a natureza] se fartar?» Provavelmente ninguém, mas cada vez mais parece inevitável que aconteça.

Mais Recentes