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A Websummit está a acabar. Podem respirar de alívio, marretas

Por estes dias, em Lisboa, não houve deslumbramento. Houve ideias. E isso é bom. Houve também muita gente de cabeça enfiada no telemóvel, num mundo que, de tão digital, por vezes nos faz perder o sentido do que está à volta. Mas isso são outros duzentos.

São abusadores, mas alguém se importa?

Nos EUA não têm faltado notícias sobre comportamentos sexuais criminosos. São abusadores, doentes, mas será que alguém se importa?

O cura magnético

O cura magnético é um indivíduo com vasta cultura literária e científica. Não é, por isso, um vedor qualquer que vai com uma varinha pelos campos à espera de detectar água no subsolo por acção de um mistério inexplicável.

Alguém vos disse que o futuro é rápido e vocês também devem ser? Desconfiem...

Alguém nos disse – e nós acreditámos – que estar sempre disponível era uma coisa boa. Que manter sempre o telemóvel ligado é uma coisa boa. Que trabalhar 14 horas por dia é uma coisa boa. Não apenas hoje ou amanhã ou quando fosse preciso, mas sempre, porque assim somos mais ativos e mais modernos.

Mansinhos é que nos querem bem

A indignação das redes sociais, que é a que temos hoje, é furiosa e rápida, mas não é visível. Então passaram 25 anos e eu acho que está na hora de reparar uma injustiça histórica: a minha geração, ao contrário do que a história lhe chamou, foi tudo menos rasca. Rasca, verdadeiramente rasca, é não lutar.

Bem vindos, websummiters

Esta semana Portugal é a capital dos negócios que a tecnologia permite, e facilita. Temos de aproveitar o espírito e não ficarmos como meros estalajadeiros.

Carta a Donna Karan

Gostar de exibir um decote não é sinónimo de oferecer o corpo. E uma mulher escolher um vestido insinuante não dá a ninguém o direito de achar que se está a pôr a jeito. Não é disso que se alimenta a indústria da moda, de beleza e sensualidade? De criatividade, arrojo, direito a transgredir as convenções?

Onde estou?

Passei demasiado tempo longe daqui, em quartos que não vi realmente, que não senti: o meu corpo separado de mim. Eu a existir naquilo que imaginava ou que lembrava, eu a existir em telefonemas ao fim do dia, e o meu corpo a atravessar lugares, deitado em mil camas de hotel, lavado debaixo de chuveiros, diante das paisagens de muitas janelas.

O meu nó

Dos pés ao pescoço. Aí, outra ausência: nunca uso gravata. Enfim, tomem o nunca como primeira resposta dada a um polícia, houve casos em que prevariquei. Mas no dia-a-dia, todos os dias, uso uma «cravate» dos hussardos croatas na corte de Luís XIII, mas com um esmero que empresta ao meu caminhar uma perpétua passerelle vermelha: um nó Steinkerque.

Uma flor ou uma moca, os homens têm de escolher o seu lugar no...

É preciso perceber o que leva do assédio à violência física e porque é que houve, durante tanto tempo, tantas mulheres a ficarem caladas.

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