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Opinião

O primeiro dia do resto do nosso abandono

Não há rede de telemóvel, nem televisão, nem internet. Em muitas aldeias afetadas pelos incêndios também não há água nem eletricidade. É como se a realidade toda quisesse dizer a este gente o quão tremendamente sozinhos se têm de ver neste mundo.

Vá, não te armes em esquisito. Vamos esquecer que já acabaste comigo 27 vezes

É assim: enquanto eu achar que gostas de mim, vou ficar por cá. Mesmo que tu digas o contrário, eu, que te conheço, sei que lá no fundo ainda sentes qualquer coisa. E enquanto isso existir, vale a pena continuar. Vou continuando, devagarinho, a fazer a minha vida. A preparar‑te o jantar, a mudar‑te os lençóis da cama, a abastecer a despensa e a garantir que há sempre cerveja fria no frigorífico. Para ti, que eu só bebo vinho.

E quem segura a natureza zangada?

Em 2014, Neil Young fez‑se acompanhar por uma orquestra de 92 músicos para, em Who’s Gonna Stand Up, abordar o tema e deixar uma pergunta que podia ter feito soado a alarme: «Quem vai perceber quando ela [a natureza] se fartar?» Provavelmente ninguém, mas cada vez mais parece inevitável que aconteça.

Lições de vida num bar americano

Uma mulher toca num bar. O que é que isso tem a ver com a atualidade do nosso mundo? Muito mais do que julga. Leia até ao fim.

As nossas costas ficarão na história

Como é que se sai de uma crise se não há cultura para o fazermos, para inovar, para criar emprego, para inventar, para imaginar, para, em última análise, desobedecer e exigir a mais elementar dignidade? A Palestina, que vive há décadas numa situação verdadeiramente dramática, decidiu, em vez de acabar com a cultura, resistir, sobreviver e viver através dela.

A morte do Bairro Alto

O Bairro Alto, no entanto, tem hoje um horário europeu, ruas cheias de viajantes e cada vez mais vazias de lisboetas. A diversão noturna foi empurrada para perto do rio, mas no translado perdeu-se uma coisa. Perdeu-se aquele espaço intermédio que existe entre o final do jantar e o início da dança, em que as ruas se tornam mesas redondas e os debates se tornam extraordinários.

Dar vida ou morte

Temos o poder fabuloso de espalhar centelhas de vida ou, pelo contrário, de distribuir palavras e gestos que moem e matam por dentro. A escolha não deveria merecer dúvidas, pois não?

A América das armas, a idiota

Os Estados Unidos já estiveram bem mais perto de apertar a fiscalização ao uso de armas, agora o presidente nem refere o assunto. Na primeira declaração ao país após o massacre, Donald Trump considerou o ato «maldade pura», mas nunca usou a palavra «arma».

Não vai dar, a sério. Nem que te pintes de ouro. E não sou...

Escrevi de todas as formas possíveis, das mais subtis às mais óbvias, com longas explicações ou em modo telegráfico. Em MAIÚSCULAS ou em letra pequena, eu não podia ser mais claro: acabou. Acabou, mesmo. É o fim.

O maluco do 32.º andar

Quando acudia a Porto Rico, atingido por um ciclone, Trump fez outro diagnóstico sobre o homem do andar 32: «Estamos a lidar com um homem muito, muito doente.» Muito, muito... Confirmou‑se que Trump é um dissidente de Sigmund Freud e adepto de uma psicanálise de tipo «very, very».

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