São Jorge: viver com o coração nas mãos

(Foto Adelino Meireles/Global Imagens)

Há duas semanas que a ilha São Jorge, nos Açores, está mergulhada numa crise sismovulcânica sem precedentes, com o risco de erupção a pairar.

23 mil
O número aproximado de sismos registados na ilha de São Jorge entre o início da crise, a 19 de março, e a última quarta-feira, 30, mais do dobro do total registado na região dos Açores no ano passado. Destes 23 mil, 215 foram sentidos pela população.

Nível idêntico ao de La Palma
O Instituto Vulcanológico das Canárias (Involcan), que tem estudado a atual crise sismovulcânica, adiantou que o volume de magma registado atualmente em São Jorge é de 20 milhões de metros cúbicos, um valor comparável ao observado no Cumbre Vieja, La Palma, antes da erupção do ano passado.

“Não há razões para entrar na situação de alarmismo não justificado”
Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República, a 27 de março

O que esperar?
Essa é a grande questão. Neste momento, há três cenários em aberto. Ou a atividade sísmica abranda, ou há um sismo mais forte, ou a crise evolui mesmo para uma erupção vulcânica. E ninguém parece capaz de fazer previsões.

Habitantes retirados
Até ao momento, os únicos habitantes da ilha retirados por ordem do Governo Regional foram os moradores das fajãs (pequenas planícies junto ao mar que tiveram origem em desabamentos de terras ou lava) do concelho de Velas. No entanto, a 25 de março, cerca de 1500 dos 8300 habitantes de São Jorge já tinham deixado a ilha.