Uma casa que deixa a luz entrar

O espaço de convívio deste apartamento em Matosinhos vivia no passado, com a mobília dos antigos proprietários. Uma nova decoração trouxe o regresso ao presente e um maior aproveitamento das mais-valias da casa – a vista para o mar e a luz natural durante todo o dia.

Texto de Ana Patrícia Cardoso

Por vezes, uma casa já tem tudo o que se poderia esperar – espaço, luz e qualidade dos acabamentos. É o caso deste apartamento à beira-mar. No entanto, a mobília dos antigos donos ainda conferia às zonas comuns um ambiente ultrapassado.

Este foi o desafio de Sheila Moura Azevedo, a designer de interiores que remodelou o espaço. Sala de jantar e sala de estar foram pensadas individualmente para criar pequenos ambientes que convivem bem entre si. Logo na entrada, o que antes era um átrio frio e descuidado tornou-se um dos espaços favoritos da designer.

A nova cara desta casa está preparada para ser o palco das memórias que estão por vir.

«Uma das divisões mais bem conseguidas foi o átrio. Criámos mais arrumação num aparador desenhado e produzido à medida, e um espelho redondo com iluminação. O papel de parede de padrão geométrico vem ligar e encher suavemente duas das paredes.»

Na sala de jantar foi tida em atenção a ligação da família a África, daí o papel de parede da marca Élitis, que não só lembra os padrões africanos como também vem amenizar a quantidade de luz que entra pela janela grande.

Na sala de estar, a ligação para a varanda grande mereceu atenção especial. Um sofá no exterior convida à contemplação. «O mar fica a tão curta distância que parece formar um autêntico quadro vivo», diz Sheila.

A decoração é marcada por apontamentos escolhidos a dedo. «Elegemos texturas geométricas fortes, como a do tapete da sala de estar, e cores quentes para trazer força sem, no entanto, sobrecarregar o espaço de objetos.» A nova cara desta casa está preparada para ser o palco das memórias que estão por vir.

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