Os 6 maiores medos que nos impedem de ser felizes (e como lidar com eles)

Todos carregamos bagagens mais ou menos pesadas de medos, que até certo ponto nos preservam de errar – e sofrer – demasiado. Mas e quando passa a ser o medo a conduzir a nossa vida? Pior: e se em vez de um houver logo seis a impedir-nos de alcançar a felicidade?

Texto NM | Fotografias da Shutterstock

MEDO DE CRÍTICAS

É um facto: críticas geram sentimentos de tristeza, raiva, mágoa e orgulho ferido, abalam-nos como poucas coisas na vida. Queremos todos ser aceites, amados, aprovados, pelo que quando uma crítica nos é dirigida (por muito construtiva que seja) dificilmente conseguimos vê-la como algo mais que uma reprovação pelo que somos ou pelo nosso trabalho. E então, como não esmorecer? Comece por não se exaltar nem bater em ninguém, reagindo a quente à bomba que lhe lançaram. Respire fundo. Acalme-se. E então perceba se ficou furioso por achar que o reparo era merecido e repita mil vezes que descobrir como podemos melhorar com os erros só nos faz evoluir. Acima de tudo, não seja dependente do que os outros pensam de si.

MEDO DE ADOECER

O médico garante que está tudo em ordem. Os exames atestam-no. De onde vem, então, aquela dor nas costas, na cabeça, na barriga? Aquele aperto na garganta e no peito? Do mesmo modo que o efeito placebo gera um alívio concreto dos sintomas, crenças negativas (como o medo de adoecer) alteram a comunicação do cérebro com o resto do corpo, mudando a bioquímica do organismo. Na prática, ao transferirmos para o físico dificuldades emocionais com que não sabemos lidar, não só conduzimos o corpo a doenças reais como somos incapazes de pensar para lá da doença que julgamos ter – uma preocupação verdadeiramente incapacitante no dia-a-dia. Se é este o caso, há que procurar ajuda especializada.

MEDO DA ESCASSEZ

Ponto um: a pobreza é um estado de espírito, tal como a riqueza. Ponto dois: não somos (nenhum de nós é) o dinheiro que temos. O que significa que não nos serve de nada trabalhar de manhã à noite, movidos só pelo status e um ordenado chorudo ao fim do mês, se depois regressarmos todos os dias a casa angustiados, stressados e deprimidos com a pessoa em que nos tornámos. Também não faz sentido achar que dinheiro é mau, porque não é – apenas não deixe que seja isso a dar sentido à sua vida. Na dúvida, faça como as pessoas emocionalmente inteligentes, que pensam com frequência em como são gratas por tudo o que têm de bom: além de serem mais animadas graças à redução de cortisol (a hormona do stress) no organismo, tendem a atrair ainda mais abundância para as suas vidas.

MEDO DO DESAMOR

Costuma começar com um medo obsessivo de perder o parceiro, de sermos rejeitados, de não sermos amados: é então que surge a necessidade de controlar absolutamente tudo o que o parceiro sente e faz e acabamos, de facto, a sabotar o relacionamento, cada vez mais distanciados da felicidade. Amor verdadeiro não é exigência, é confiança, até porque controlar a vida do outro não nos dá qualquer garantia de que a relação vá durar. E cuidado, porque pode ser um sinal de que a sua verdadeira personalidade pode ser menos importante para si do que aquela que tem construído para suster a vossa relação. Nunca, nunca mesmo, se distraia do seu próprio valor.

MEDO DE ENVELHECER

É ponto assente: ninguém quer ser velho. Não só voltaríamos todos atrás no tempo se pudéssemos, como poucos de nós saberão envelhecer sem que o pavor da solidão, das rugas e da deterioração física e mental nos impeça de sermos felizes à medida que os anos passam. E isto quando envelhecer faz parte da vida e se traduz em maior experiência, (auto)conhecimento e maturidade. Por isso mime-se. Cuide de si o mais que puder. Alimente-se bem. Pratique desporto. É verdade que ajuda a atrasar os efeitos do envelhecimento mas, ainda mais importante, fará com que goste de si e se aceite como é, sem pôr as cartas todas na aparência.

MEDO DA MORTE

E que dizer quando é o nosso medo de morrer que nos impede de viver? Chega a ser tão extremo e irracional que até tem nome e tudo (tanatofobia), podendo desencadear pensamentos obsessivos e uma ansiedade que paralisa. Segundo o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, tal deve-se ao facto de representar para nós a dimensão mais radical do desconhecido imaginável, «com o poder de fazer os nossos corpos vivos voltarem ao reino não humano de onde originalmente saímos». E uma vez que é essa a única coisa que não podemos controlar, mais vale concentrar-se no que acontece aqui e agora. Procurando sempre aquela mudança que fará a diferença na sua vida para esquecer o receio.

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