O tratamento de pele que virou moda mas que não é aconselhado por dermatologistas

Texto de Alexandra Pedro | Fotografias Shutterstock

Há cerca de um ano que surgiu a tendência do tratamento dermaroller, um tratamento de pele que pretende eliminar manchas, acne e cicatrizes com uma espécie de rolo de micro-agulhas que regeneram a pele através da produção de colagénio.

As imagens, que mostram o antes e depois, popularizaram-se nas redes sociais e a partilha de experiências deste tratamento tornou-o numa tendência entre youtubers e bloggers.

No entanto, esta técnica volta agora a dar que falar depois de uma blogger brasileira partilhar a sua experiência – que não correu como previsto – e de Sérgio Palma, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, avisar sobre os perigos desta técnica.

Lorena Rodrigues, de 25 anos, mostrou através de um vídeo partilhado no Youtube, onde tem mais de 26 mil seguidores, como ficou a sua pele depois de aplicar erradamente o dermaroller. Com a cara completamente queimada, a estudante brasileira foi obrigada a utilizar cremes e a tomar antibióticos.

«São necessárias mais pesquisas para consolidar o ‘microagulhamento’ como opção terapêutica baseada em evidências para o tratamento de cicatrizes, rugas e outras condições da pele», explica o especialista ao Folha de São Paulo.

«Nem todas as manchas podem ser tratadas como melasma (distúrbio que causa manchas escuras na pele)», acrescentou ainda o dermatologista. Renato Lima, outro dermatologista brasileiro, indica que se as pessoas não aplicarem corretamente o tratamento pode «perfurar a pele» e até criar infeções.

Lorice Isa Miguel, especialista em estética, lembra ainda que é importante ter as condições necessárias em seu redor para aplicar o tratamento. «Utilizamos sempre luvas, máscara e toucas. Todos os instrumentos são esterilizados e os cremes que aplicamos na pele têm agentes bactericidas», explicou.