Nunca ninguém se atreveu a fazer uma exposição assim

Culturespaces / E. Spiller
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Texto de Filomena Abreu

Imagine que entra numa galeria onde o mundo real deixa de existir. Tudo passa a ser uma dimensão de sonho. Nos tetos e nas paredes correm imagens coloridas, quase vivas, algo hipnotizantes. Sim, esse cenário existe e pode ser visitado. Trata-se do Atelier des Lumières, em Paris, França. O espaço é um centro de arte digital que até ao início de novembro vai exibir uma exposição imersiva do pintor austríaco Gustav Klimt.

Inaugurado em abril, o Atelier des Lumières é o único centro de arte digital em Paris. Está situado num prédio de 2.000 metros quadrados onde funcionava uma antiga fundição, criada em 1835. E é nesse espaço que se prevê que a partir de agora haja grandes exposições imersivas.

No total, o espaço tem duas salas com 3.300 metros quadrados de área de projeção, incluindo paredes e teto. Acompanhando as projeções, haverá sempre banda sonora criada especialmente para cada evento. A primeira sala, batizada de Halles, receberá exclusivamente trabalhos de grandes nomes da história da arte. A segunda apresentará o trabalho de novos artistas.

O primeiro grande artista homenageado pelo atelier é Gustav Klimt. A exposição é sobre a arte vienense do final do século XIX, da qual Klimt foi a principal figura. Além dos seus trabalhos, sendo o mais famoso “O Beijo”, serão também projetadas obras dos artistas austríacos Egon Schiele e Friedesreich Hundertwasser.

A exposição Gustav Klimt conta com a ajuda de 140 projetores de vídeo e um sistema de som especializado. O projeto, inovador, combina a tecnologia de projeção com partituras originais, para que o público possa aproveitar os mais pequenos detalhes das obras. A ideia é criar uma experiência única. A instalação é, provavelmente, uma das mais impactantes dos últimos tempos. Além de ser a maior alguma vez feita, neste género, no Mundo.

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