Luís Castro e o futebol jovem: «As pessoas não percebem o que é importante na vida»

Em entrevista à Notícias Magazine, o novo treinador do Vitória de Guimarães reflete sobre o futebol jovem, explica o papel dos treinadores e diz o que está mal na visão dos pais. O ruído à volta do futebol, diz, «está a contagiar» a maneira como a sociedade olha este desporto.

Texto de Hugo Tavares da Silva | Fotografia de Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

Tem saudades dos tempos de formação?
Não. Não é uma questão de ter saudades ou não. Cada momento da minha vida a servir o futebol é uma oportunidade que tenho para ele me satisfazer a mim. Há realmente coisas de que gostamos mais de fazer do que de outras, mas quando estamos envolvidos nelas nem damos conta se gostamos muito ou pouco. Gostamos.

Foram excelentes tempos [sete anos como diretor técnico da formação do FC Porto], vivíamos com a pressão forte de desenvolvimento de jogadores e conquista de títulos. Essa competitividade dentro das grandes formações é muito saudável. Não é uma competição adulterada, é sadia, em que cada um quer ser melhor do que outro. Queremos formar a ganhar. Foi interessante e entusiasmante. Mas agora também, uma área que gosto muito, o treino; do desenvolvimento diário, chegar a jogo e ir para treino. Gosto muito. Vou ter saudades do futebol quando o deixar. Enquanto estiver nele, não vou ter saudades de nada.

Eu percebi desde cedo que as expectativas estão diretamente proporcionais às frustrações. Quanto mais expectativas, mais frustrações.

Qualquer um pode estar na formação?
Eu acho que a expressão não é qualquer um… Mas muitos podem estar. Defendi sempre, enquanto líder de processos, recrutar pessoas com bons valores de vida, que respeite os outros e tenha muitos valores educacionais. Este é o principal pressuposto para recrutar alguém.

Depois, é necessário ter a formação para ocupar cargos. Mesmo que não consiga dominar a dinâmica por completo, é nossa obrigação ensinarmos e dizermos o que queremos. É muito mais fácil ter gente boa à nossa volta e que estejam disponíveis para aprender do que alguém que já aprendeu tudo e sabe tudo e que a nível de valores humanos não é uma pessoa respeitável e cria mau ambiente. Eu prefiro começar ao contrário: pelos valores humanos e educacionais e ir para o profissional. Há quem prefira o contrário.

Em entrevista à revista Tactical Room dizia que um bom treinador ensina a jogar o jogo e a jogar a vida.
É nessa sequência de pensamento. Tive a felicidade de ter o senhor Graça, que era assim que o tratávamos, no Vianense, e o senhor Orlando Rousseau, no União de Leiria. Ensinaram-me muitas coisas em paralelo com os meus pais, eram um complemento ideal. Ensinavam-me a respeitar alguém que queria ganhar como nós e isso de respeitar quem está do outro lado e quer ganhar tanto ou mais do que nós é muito difícil. Isso tem regras. Eles ensinaram-me a respeitar alguém que dirigia o jogo, que era o árbitro. Ensinaram-me a respeitar o treinador. Ensinaram-me um conjunto de caminhos muito importantes na minha vida.

Deve ser esse o papel fundamental do treinador da formação. Ensinaram-me a gerir expectativas. Eu percebi desde cedo que as expectativas estão diretamente proporcionais às frustrações. Quanto mais expectativas, mais frustrações. Há um conjunto de coisas que nos ensinam na formação que são fantásticas para a nossa vida no futuro.


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Como deve ser o futebol de formação? E digo nos clubes normais, sem pensar nas responsabilidades para formar e ganhar de um clube grande…

É um espaço fantástico para os miúdos, porque eles não têm consciência do que é muito bom, muito mau ou mais ou menos. Isso somos nós que o sentimos em função dos nossos olhos. Aos olhos da criança, é sempre um espaço de liberdade para eles, é sempre melhor do que estar fechado em casa ou estar dentro de uma sala de aula. É um sentimento de liberdade.

Nós, que olhamos o fenómeno por fora, sabemos o que é bom e mau, o que deveria e não deveria ser, acho que temos de dar um passo em frente rapidamente. Hoje o conhecimento difunde-se de uma forma muito rápida, através das redes sociais e não só, de livros e televisão, é um mundo de informação. O nosso know-how, que levou vantagem durante anos e anos sobre outros países, era formar com excelente perspetiva tática e técnica, como treinar para jogar de determinada forma. Hoje o mundo já o domina. Temos de ter algum cuidado, pois podemos hipotecar o que fizemos até hoje.

Todo o fenómeno do futebol, desde as suas bases, deve ser repensado e ter novas regras que o orientem.

Acha que em clubes mais modestos, sem grandes aspirações competitivas, o resultado está muitas vezes à frente do “como”?
Sim, por isso estou a dizer que temos de ter muito cuidado. Devemos olhar para os espaços de treino com mais cuidado; devemos olhar para a formação de treinadores com mais cuidado; devemos olhar para o desporto escolar com muitíssimo cuidado e atenção, pois é o desporto escolar que é o início de tudo. Se Espanha, Alemanha e Inglaterra avançaram, esteve tudo muito na base do desporto escolar, na forma como os professores e a dinâmica do ensino despertou os alunos para aquilo que são as necessidades da prática desportiva e despertou os pais para esse fenómeno.

Devemos olhar também para a política desportiva de cada clube e perceber que não é através de desporto pago pelos jogadores que criamos um desporto mais saudável. O princípio está logo errado, porque quem paga tem direito a, mas o futebol não é “quem paga tem direito a”. No futebol é assim: quem joga bem, deve jogar mais tempo; quem joga bem, deve ter espaços que tenha à volta jogadores que joguem bem; a meritocracia deve estar sempre presente dentro de todo e qualquer processo formativo.

As crianças, os jovens, não entendem porque é que alguém que não é tão competente como eles joga e eles não jogam. E jogam porque pagam? Não jogam porque não pagam? Têm direito a jogar porque pagam? Não têm direito porque não pagam? Tudo isso são pressupostos errados para uma modalidade que está com uma expansão fantástica. Todo o fenómeno do futebol, desde as suas bases, deve ser repensado e ter novas regras que o orientem.

Não é invulgar ver-se miúdos chegarem aos juniores com pouca qualidade técnica e até com medo de jogar. O que é que isso diz do trajeto do jogador?
Diz que foi um trajeto favorecido de forma permanente e insistentemente, em que os treinadores deles ou o processo formativo deles fez com que chegassem ali de uma forma menos cuidada. Vai provocar medo, grande frustração quando tiver capacidade para perceber que não joga nada e que não valeu a pena tudo o que andou a fazer e a dedicação. Isto numa perspetiva de prazer pessoal, porque ele, muitas vezes, chega a violentar-se. Chega a esse patamar, pois percebe que não tem qualidade para estar e vai estando, por isto ou por aquilo. Não devia acontecer. Há muitas modalidades que podem ser praticadas, há muitos espaços em que podemos ter prazer, para além do desporto. Temos de perceber é o quê. Temos de perceber onde somos felizes e que qualidades temos.

É justo dizer que os clubes descuram nos escalões mais jovens? Ou seja, funcionam muitas vezes como uma empresa: o treinador quer subir de escalão. Se tiver resultados, é promovido. Os piores ou os mais inexperientes costumam treinar os mais jovens. Mas esse é o primeiro contacto com o futebol…
Eu disse muitas vezes que o perigo está nos vencimentos que cada treinador tem por ocupar determinada posição. Se os sub-13 fossem pagos da mesma maneira que os sub-19, ou ainda melhor, se calhar não haveria essa tentação. O melhor treinador para os sub-13 deve ser muito bem pago. O treinador que tem melhores competências para treinar os sub-9 deve ser muito bem pago. Devia ser feito de forma uniforme, talvez, para acabar com essa tentação de subir para ganhar mais. Tem de estar onde tem mais competências. Quando um treinador tem bons resultados nos sub-11 quer ir logo para os sub-15. Se tem nos sub-15 quer ir logo para os sub-19. E depois eles com 27, 30 anos já querem ser treinadores da Primeira Liga.

Há uma avidez pela escalada que pode ser fatal para o futebol de formação. Tem de haver extremo cuidado na escolha de recursos humanos para cada escalão. Deve haver um cuidado tremendo no olhar sobre esses treinadores, dar-lhes condições para desenvolverem o seu trabalho, quietá-los. Eles são muito inquietos, os treinadores de hoje em dia, naquilo que é a sua escalada. Olham sempre para cima, nunca para baixo. É perigoso para o futebol de formação. Assim como a formação deficiente dos treinadores, em termos de oportunidades para adquirirem conhecimento. Não é só com o curso nível 1, 2, 3 ou 4… Há um mundo para além dos cursos que tem de ser tocado por todos nós.

Temos de ter a consciência de que hoje o futebol jamais será como foi há uns anos.

Que outras ferramentas ou que outro tipo de formações vê?
Devia haver polos formativos ao longo do país. Três, quatro, cinco, a abranger todas as regiões, para que os treinadores tocassem áreas que são muito necessárias ao desempenho da função. Acho que devíamos ter Marketing e Comunicação, de forma continuada, e ter conhecimento em Anatomia, Neurociência e em línguas estrangeiras. Para além das áreas mais primárias, devemos desenvolvermo-nos na área da Psicologia. Devíamos ter Sociologia. Devíamos ser obrigados a isso ao longo do ano, para sermos cada vez melhores na vida diária de treinador.

O nosso futebol está doente?
É um novo futebol. Temos de ter a consciência de que hoje o futebol jamais será como foi há uns anos. Mas daqui a três, quatro, cinco anos não será como é hoje. Temos de perspetivar as coisas assim. Acho que isto é como a teoria de Darwin: há uma seleção natural. Vai haver uma seleção natural do que é bom para o futebol e fica para trás o que é mau. Vai ser natural.

O futebol vai desenvolver-se. É um modelo de negócio que é impossível, em que os grandes sponsors e grandes marcas se associaram. Vamos ter um grande futebol. Agora estamos todos a adaptar-nos a esta forma de encarar o mesmo. As grandes marcas não vão estar dispostas a estar ligadas a maus futebóis. Outro dia, numa pequena entrevista do diretor-executivo da MEO, que passou despercebida a muita gente (ou não se quis ouvi-la), ele disse que o futebol como está hoje não é apelativo para a MEO. Mas são essas as empresas que estão a subsidiar o futebol. Se eles se chateiam de repente, o futebol acabou.
Temos de nos deixar de reger pelos interesses económicos do futebol, entre aspas. Temos de nos preparar a nível comunicacional e ao nível da riqueza do jogo, do dia-a-dia do futebol, para fazer face às novas exigências do futebol.

Este ruído à volta do futebol, que às vezes parece de guerrilha, está a contagiar a forma como vemos um jogo de miúdos?
Está a contagiar a forma como os jogadores jovens, os pais e a sociedade civil, que está mais distante, olham o futebol. Acho que está a contagiar de forma negativa. É algo que vai ser passageiro. Vamos chegar a bom porto. Quando se diz ruído é tudo aquilo que não é necessário à prática do futebol, tudo aquilo que não é essencial para desenvolvermos trabalho. Acho que são normais essas revoluções. Pontualmente, no mundo, há guerras para depois nascer um mundo novo. Espero que todos tenhamos consciência que estamos a passar um período menos bom.

Veja: um miúdo, quando termina um dia, sai do treino, o pai vai buscá-lo e a primeira coisa que o pai pergunta é como correu o treino. O pai não pergunta como é que correu a escola.

De que forma é que os pais podem ser um problema no futebol jovem?
Ah, pois (risos)… Isso dá para falar em coisas muito complexas, porque o jogador de futebol jovem é muito fácil de estar no dia-a-dia, é muito plástico. O mais difícil é, realmente, os seus progenitores. Os pais criam expetativas elevadíssimas, têm no grupo de amigos determinado estatuto se o filho joga neste ou naquele clube, se é titular ou capitão. Os pais projetam a vida dos filhos neles próprios, para andarem por cima desse circuito de amigos. Não tem sentido. No fundo, é estarem a usufruir de mais ou menos qualidade do filho para a sua vida pessoal.

Os pais acham sempre que o filho é o melhor, mesmo que ele seja o pior. E ser o pior não quer dizer que seja mau, porque nem todos podem ser jogadores. Ser o pior numa modalidade pode ser o click para ser o melhor noutra. Para sair daquela e entrar noutra. Têm todos muito a aprender. Há histórias de vida fantásticas de quem passou na formação, que os pais deveriam estar mais atentos e percebê-las para serem mais equilibrados.

Veja: um miúdo, quando termina um dia, sai do treino, o pai vai buscá-lo e a primeira coisa que o pai pergunta é como correu o treino. O pai não pergunta como é que correu a escola. «Portaste-te bem na escola? Portaste-te bem no treino? Como correu?» Ahh, eu não joguei. Eiii, filha da mãe do treinador! Mas se tiver negativa na escola, não diz «eiii, o prof!». Interessa é bater no que é mais importante, neste caso o mais importante para eles é o treino e não a escola. É incrível, mas acontece. Anda tudo ao contrário. O mundo anda ao contrário. Mas também há grandes exemplos nos pais, nos jogadores e fenómeno desportivo. Devemos valorizar. Há pais muito bons. O mundo habituou-se a falar do que é mau, tem de se educar a falar do que é bom, para esquecermos que existem os que falam mal e estão mal.

Claro que o Luís pensa sempre num contexto de FC Porto, porque foi essa a sua realidade, mas como é que um pai nas distritais…
Mas eu não estive no Porto sempre, eu fui treinador da distrital. Eu comecei pela equipa de sub-13 do Águeda. Foi a minha primeira experiência como treinador. Foi um ano fantástico, com aqueles miúdos. Ainda hoje tenho a foto dessa equipa, é uma coisa brilhante (risos). Até a nível de resultados foi muito bom, porque fomos à taça nacional de infantis, em que a nossa série foi Espinho, Sanjoanense e Porto. Ainda me lembro! Foi a primeira vez que senti um sabor diferente nos resultados, porque o resultado é muito diferente para um treinador e para um jogador.

Às vezes, nas distritais, há miúdos que nunca quiseram ser jogadores de futebol, mas em casa há quem lhes chame Maradona quase. Quando o futebol acaba, há ali um vazio difícil de gerir, não?
As pessoas não percebem o que é importante na vida. As pessoas acham que na vida o estatuto é o mais importante. Eu acho que o principal não é o estatuto que temos na sociedade, mas como nos sentimos connosco próprios. É a consciência que temos da nossa existência, do nosso eu. O que me interessa que pensem isto ou aquilo de mim, se sou um grande profissional, se eu me sinto mal comigo? Não me interessa nada. Tenho de me sentir bem, não me posso alimentar através do estatuto. Anda muita gente à procura de perceber o que é para cada um deles. Enquanto isso não acontecer, isto não vai ser fácil.

E pelo caminho esquecem-se de desfrutar…
Sim, sim. Mas para desfrutar já não é preciso ter qualidade ou não ter. Mesmo que não se esteja no futebol de formação, é jogar uma partida com os amigos ao fim de semana, ao fim da tarde. Já é bom. Essa é a grande riqueza do futebol. Com quatro pedras fazem-se duas balizas, com dois jogadores faz-se um jogo. Em miúdo jogava futebol sozinho, contra a parede, alimentava-me daquilo que sentia que era bom para mim. Sentia-me bem assim. Tinha um risco na parede e uma bolinha e chutava. Ela vinha sempre a acima do risco. Quando era abaixo do risco, perdia. Jogava contra um hipotético adversário, enquanto não chegava um amigo. É essa a riqueza, um futebol fantástico desafia-nos de forma permanente. É aí que nos formamos.

Lembra-se de episódios tristes por parte dos pais?
Eu tinha duas regras no futebol de formação no FC Porto. Os pais só assistiam aos treinos quando nós entendêssemos que deviam assistir. Nunca assistiam. E, nos jogos, o familiar não podia verbalizar contra o treinador e miúdos. Uma vez tive de suspender um jogador, porque os familiares se portaram mal, verbalizando contra o treinador. Pouca gente entendeu, mas eu acho que é a única forma. Estamos a penalizar quem não tem culpa, mas não temos outro meio de o fazer, não há outra forma de chegar aos pais sem ser através dos miúdos. Eles só se deixam chegar através dos miúdos. É uma pena não terem essa consciência. Era uma regra para eu dizer que o mau comportamento dos pais afeta os miúdos. Era a forma mais primária e tive de adotar esse princípio. Para mim foi muito duro, enquanto diretor técnico, mas foi para todos entenderem que os miúdos sofrem com as atitudes dos pais.

Como reagem os miúdos ouvindo uma coisa do treinador e outra do pai? Como é que um miúdo de 12 anos fica aí no meio?
Confuso. Não tem capacidade para resolver. Por um lado, é o pai, o amor paternal, que lhe deu mimos, que o levou a passear, brincar, que lhe dá coisas. E o treinador, que é sempre uma referência para qualquer jogador de formação, sobrepõe-se muitas vezes ao pai. Há uma confusão. Duas referências em choque. É como se fosse pai e mãe.

E em relação a treinadores, chegou a ver alguns comportamentos menos próprios?
Os bons e maus exemplos acontecem todos os dias, o futebol de formação não foge à regra. O que interessa é prevenirmos e consciencializarmos os outros que essa não é a melhor forma de estar. Não podemos fazer mais do que isso.

O que leva um jovem jogador a deixar o futebol?
Hoje [entrevista teve lugar no início de abril] vou fazer uma apresentação do um livro A finta de uma vida do Diogo Melo, um jogador que foi da formação do Sporting. É um grande empreendedor porque abandonou o futebol com 19, 20 anos, depois de largas experiências. A idade não tem correspondência direta com as experiências vividas. Abandonou o futebol, deu lugar à vida académica e, agora, ao empreendedorismo. O que leva [do futebol] é a frustração, percebem que não vale a pena, que é um mundo que não estavam à espera. Esse livro é um manual para pais e jogadores. Retrata muito do que falámos.

Não é raro ouvir jogadores dizerem que há um click na carreira em que o prazer parece que desaparece e há uma angústia. Quando é que a coisa fica muito séria?
Quando o jogador toma consciência de que é um fracasso o que faz no dia-a-dia no futebol. Ou quando ele percebe que é uma injustiça o que estão a fazer com ele no futebol.

Ainda há pouco tivemos aquela entrevista de André Gomes à revista Panenka. Às vezes olha-se para os futebolistas como máquinas, que têm de estar sempre bem e acertar o passe. Há muita coisa que acontece e as pessoas nem sonham, certo?
Claro, claro. O treinador tem esse papel de psicólogo. É obrigado a ter. É obrigatório. Por isso falei da formação de treinadores.

Para terminar, Luís. Para os pais que têm comportamentos menos próprios em jogos de benjamins, infantis e outros, o que lhes diria?
Tenham juízo.