Loucos pela Eurovisão

Há quem tenha simpatia pelo festival e saiba trautear uma ou outra canção vencedora do seu país. E depois há os verdadeiros fãs, que decoram temas e pontuações, prendem coreografias, colecionam discos, dão fortunas por bilhetes e fazem tudo para correr a Europa e assistir ao vivo a cada final do maior evento musical do mundo ­– são duzentos milhões de espetadores em todo o mundo. Neste ano a viagem é mais curta, com o Festival Eurovisão da Canção a decorrer em Lisboa dentro de poucos dias.

Texto Rita Garcia

Havia uma multidão impressionante à porta da arena AFAS Live, em Amesterdão. Era a primeira vez que Daniel da Costa Oliveira e os amigos assistiam a uma das cinco grandes pré­‑festas que antecedem o Festival da Eurovisão. Os sete conheciam bem os meandros das finais internacionais.

Há alguns anos que, sempre que podiam, viajavam para a cidade anfitriã e passavam uma semana totalmente mergulhados no universo eurovisivo, de bandeira portuguesa às costas, a dançar até de madrugada ao som dos êxitos do festival e a viver intensamente o ambiente de alegria que culmina na apoteótica escolha do vencedor. Faltava­‑lhes juntar ao currículo de fãs o circuito das pré­‑festas. Com a vitória de Salvador Sobral e a vinda da final para Lisboa, chegou o dia de olharem com atenção para esse calendário.

«Estas festas são uma ótima oportunidade para os cantores tentarem subir nas bolsas de apostas», diz Daniel.

Tentaram a de Londres, mas já não havia bilhete. Excluíram as de Moscovo e Telavive e, com receio de ficar à porta em Madrid, optaram pela de Amesterdão. Marcaram tudo em outubro do ano passado para garantir lugares. Por fim, em abril, Daniel e os amigos – entre os quais se contam Pedro Penim e Pedro Granger, dois dos apresentadores da Blue Carpet deste ano, mas também o vice­‑presidente do CDS, Adolfo Mesquita Nunes – rumaram à Holanda para assistir ao Eurovision in Concert e ver atuar 32 dos 43 concorrentes da final de Lisboa.

«Estas festas são uma ótima oportunidade para os cantores tentarem subir nas bolsas de apostas», diz Daniel. As delegações de cada país já as encaram como eventos promocionais que podem fazer disparar a popularidade das canções. São também o momento ideal para experimentar vozes, coreografias e interpretações e auscultar a reação dos fãs – uma espécie de laboratório de testes para a final.

Daniel estava prestes a entrar na sala de espetáculos quando ouviu uma conversa que lhe pareceu familiar: um passo atrás, um holandês contava orgulhosamente que aprendera a falar português por causa de Dora e de Não Sejas Mau para Mim, a canção que representou o país em 1986. Ficara tão fascinado com o tema que não só decorara a letra toda como tomara a decisão de aprender a língua. Hoje é fluente.

Um verdadeiro fã da Eurovisão coleciona canções, autógrafos, selfies com cantores, sabe de cor onde se realizou cada uma das finais, quem ganhou e quem fez má figura, quantos pontos recebeu o vencedor, de que cor era o vestido da sua cantora preferida.

Quanto mais ele avançava no relato, mais Daniel tinha a certeza de ter escutado aquele episódio em Copenhaga, numa divertida noite no Euroclube, a enorme discoteca montada para os fãs com acreditação em cada cidade que recebe o festival. Bastou­‑lhe olhar para trás para confirmar a coincidência. Era realmente a mesma pessoa.

Episódios como este não são assim tão incomuns. «Nunca vi fãs tão envolvidos como os da Eurovisão. São realmente loucos por tudo o que envolva o festival», diz Nicola Caligiore, chefe da delegação de Itália e um dos elementos do Reference Group, o grupo de representantes de vários países que supervisiona a organização do evento para garantir que o espírito do festival se mantém de ano para ano.

Um verdadeiro fã da Eurovisão coleciona canções, autógrafos, selfies com cantores, sabe de cor onde se realizou cada uma das finais, quem ganhou e quem fez má figura, quantos pontos recebeu o vencedor, de que cor era o vestido da sua cantora preferida. Também decora as letras na língua original, vê os festivais até ao infinito e até pode ser capaz de fazer as coreografias mais exuberantes sem falhas. Por norma, tem uma diva de eleição – ou várias.

Pedro Sá, 43 anos, pode não achar graça ao universo das divas, mas é uma autêntica enciclopédia. Diz, no entanto, que comparando com alguns fãs de outros países, tem um conhecimento bastante limitado. «Sei de um suíço que decorou todas as canções desde o início do festival, em 1956.»

Mesmo assim, no ano passado, a RTP desafiou­‑o para participar no programa Extraordinários como especialista em Eurovisão. Preparou­‑se durante um mês e meio, treinou­‑se para reconhecer canções nos primeiros cinco segundos, decorou algumas pontuações obtidas pelos concorrentes e, com a ajuda da namorada, submeteu­‑se a questionários para perceber o que ainda devia aprofundar. Valeu a pena: em frente às câmaras acertou todas as respostas.

Os concursos de perguntas são muitíssimo populares entre os fãs. «Todos os Natais, a OGAE Portugal, de que eu faço parte, organiza um quiz e o grau de dificuldade depende de quem o faz. Nunca sou eu porque têm medo de que as perguntas fiquem muito complicadas.» Pedro tem um gosto especial pelas canções dos Balcãs. Foi, aliás, uma balada sérvia que levou ao programa Portugal Got Talent, em 2015. «Meteram­‑me no grupo dos cromos, mas eu estou­‑me borrifando. Sou tão freak como quem modela bonsais ou coleciona automóveis.»

Nina Pinto, 44 anos, sabe exatamente o que é crescer com esse rótulo. Em miúda, fazia grelhas de votação em família e, na faculdade, se houvesse digressões da tuna na altura da Eurovisão, era certo e sabido que se esgueirava para estar à frente da televisão no início do espetáculo. Viu todos os festivais, alguns dos quais ao vivo.

«Uma vez, cheguei de viagem e fui diretamente do aeroporto para casa de um familiar ver a transmissão. Durante muito tempo, eu era a única geek do festival, mais ninguém gostava. Até que descobri na internet a OGAE [Organização Geral de Apoio à Eurovisão] e o ESC Today, o maior site dedicado à Eurovisão.»

O tempo em que foi editora dessa página permitiu­‑lhe fazer muitos conhecimentos em Portugal e no estrangeiro. E partilhar com essas pessoas a sua paixão pela música. Uns dias antes do festival de Belgrado, em 2008, um compositor francês ofereceu­‑se para lhe escrever uma canção depois de a ouvir num karaoke.

Na altura, o Festival RTP da Canção ainda não admitia a concurso compositores estrangeiros. No ano seguinte, as regras mudaram e Nina pôde tentar a sua sorte com uma melodia escrita por um grego, com letra de Augusto Madureira. Em 2010, participou no festival. «Foi uma experiência agridoce. A canção era lindíssima, mas eu não tinha experiência como solista e tive uma laringite porque apanhei frio. Fiquei em 13º lugar. Passaram 12.»

Criado em 1956 pela União Europeia de Radiodifusão, o Festival Eurovisão da Canção teve desde a sua génese a intenção de unir países e amenizar tensões no rescaldo da Segunda Guerra Mundial.

Criado em 1956 pela União Europeia de Radiodifusão, o Festival Eurovisão da Canção teve desde a sua génese a intenção de unir países e amenizar tensões no rescaldo da Segunda Guerra Mundial.

«Até hoje, a parada das bandeiras antes de começar o espetáculo dá bem a ideia de que ali se juntam países às vezes muito desavindos. É bonito ouvir as diferentes línguas e ver celebrar a diversidade do espaço europeu», diz o ator e encenador Pedro Penim. Ao longo de mais de sessenta anos de história, o festival afirmou­‑se como um espaço de inclusão, com lugar para todos, independentemente da nacionalidade, da raça, do género ou da orientação sexual.

É, sem dúvida, um evento muito relevante para a comunidade LGBT. «Há razões da estética queer que sempre estiveram presentes na Eurovisão e que atraem esses fãs. Por outro lado, as vitórias de Dana International e de Conchita Wurst levaram a questão da liberdade sexual a duzentos milhões de espetadores e a países como a Rússia e o Azerbaijão, onde a comunidade homossexual enfrenta muitos problemas», diz Pedro Penim.

«Na Eurovisão há um espírito de fraternidade e de convívio que não é muito comum em competições entre países. As pessoas dão­‑se bem e até apoiam as músicas de outros», acrescenta José Carlos Garcia, secretário­‑geral da OGAE Portugal, a delegação nacional da Organização Geral de Apoio à Eurovisão, o maior grupo de seguidores do festival. Ao todo, a associação tem delegações em 44 países.

É à OGAE Internacional, em conjunto com a sua congénere do país anfitrião, que compete, entre outras coisas, dinamizar o Eurocafé, onde os aficionados podem dançar ao som da música da Eurovisão e assistir ao vivo a atuações de estrelas do festival. Em Lisboa, o sítio escolhido para acolher o Eurocafé foi o MoMe, na antiga Kapital, na Avenida 24 de Julho.

Ao lado do Eurovillage e do Euroclube, este é um dos espaços preferenciais para os fãs se encontrarem e partilharem experiências. Pessoas como Nicola Caligiore, por exemplo. O italiano de 39 anos teve um percurso diferente do daqueles que cresceram na época em que o concurso era o grande evento musical do ano e as famílias se juntavam para assistir à final.

«O espetáculo não era muito popular em Itália. Consideravam­‑no bafiento. Em 1997, o país deixou de participar. De tal maneira que eu só descobri a Eurovisão quando fiz o programa Erasmus em Barcelona e me convidaram para ir ver a transmissão a casa de amigos.»

A partir daí passou a seguir o concurso com entusiasmo. Quando, anos mais tarde, entrou para o departamento internacional da RAI, foi ele o responsável pela reentrada do país na competição, em 2011. Agora, a Itália é um dos big five, os cinco países que mais contribuem para o financiamento da Eurovisão. Por isso têm lugares assegurados na final (os outros quatro são a França, o Reino Unido, a Alemanha e a Espanha).

«Como a RAI esteve anos sem participar no concurso, não havia ninguém na empresa que pudesse aconselhar-me. Senti­‑me esmagado.» A inexperiência levou­‑o a algumas situações caricatas. Na primeira vez que chefiou a delegação italiana, por exemplo, só levou cem CD promocionais com o tema concorrente: não fazia ideia de que este tipo de artigos têm uma procura enorme.

«Uns tempos depois vimos aqueles discos à venda por uma fortuna no eBay. Sem querer, criámos um objeto raro de coleção. Agora já mandamos fazer quatrocentos ou quinhentos.» Carlos Portelo e Luís Pereira sabem bem o que é fazer essas coleções.

«Há vintes anos que é como se eu vivesse num reality show. Numa noite de maio, 200 milhões de pessoas decidem onde vou no ano seguinte», diz o israelita Roi Yechezkel, de 43 anos.

Há vários anos que juntam objetos relacionados com o Festival RTP da Canção e com o Eurofestival. Entre os milhares de peças que têm há gravações das finais em VHS e DVD, singles de vinil com canções históricas interpretadas em diferentes idiomas, programas, crachás, revistas e muitos outros artigos que contam a história da Eurovisão. A paixão dos dois pelo concurso é tão grande que criaram o site www.festivaisdacancao.pt, com tudo o que há para saber sobre o assunto.

Enquanto foi professor de Matemática, Luís nunca conseguiu ter férias em maio para ir à final da Eurovisão, mas desde que se reformou fez dessa viagem uma prioridade. «Fui pela primeira vez em 2013, no ano em que Portugal não concorreu. Tinha bilhetes para os nove espetáculos [incluindo ensaios do júri e para famílias, meias­‑finais e a final]. Estive duas semanas em Malmö, na Suécia.»

No ano seguinte, por causa do site, passou a ter acesso ao admirável mundo da sala de imprensa e às personagens que o povoam. «Há um jornalista e fã sueco que, em todas as edições, compra Barbies e, quando são conhecidos os vestidos que as concorrentes preferidas dele vão usar na final, faz miniaturas iguais para as bonecas. Depois, enquanto está a trabalhar, tem­‑nas sempre em cima da secretária», diz Luís. Foi assim com a sueca Sanna Nielsen e com Conchita Wurst, o transexual austría­co que venceu em 2014, em Copenhaga.

Fervoroso apoiante de Portugal, Luís esgota sempre o número de votos permitidos pela organização. «Como os telespetadores não podem votar nas canções dos seus próprios países, compro um cartão de telemóvel do país anfitrião e gasto o plafond todo com os quinze votos permitidos por cartão», explica. «Houve um ano em que a UER (União Europeia de Radiodifusão) distribuiu cartões locais à imprensa. Eu fingia que ainda não tinha e ia tirando mais. Gastei tudo a votar em Portugal.»

Cada chamada faz a diferença na contabilidade final e tem um papel imediato na vida de milhares de fãs que nunca falham uma final. «Há vintes anos que é como se eu vivesse num reality show. Numa noite de maio, 200 milhões de pessoas decidem onde vou no ano seguinte», diz o israelita Roi Yechezkel, de 43 anos. Estreou­‑se em 1999 e nunca mais falhou uma final da Eurovisão. A de Lisboa será a vigésima a que assiste ao vivo.

Roi é um daqueles fãs que gostam do festival desde o berço. «A minha mãe diz que antes de eu ter um ano já adorava o Save all Your Kisses for Me [tema com que a banda britânica Brotherhood of Man venceu, em 1976]. O primeiro disco que os meus pais me ofereceram foi o Euro ’76, uma compilação das canções concorrentes.» Roi passou a infância a gravar os festivais e a vê­‑los vezes sem conta até saber de cor todas as letras das canções e cada fala dos apresentadores.

A adolescência quase deitou tudo a perder: ser fã da Eurovisão não era tão fixe como gostar de futebol ou de basquetebol. Envergonhado, passou a viver aquela paixão em silêncio. Até que apareceu a internet e percebeu que havia milhões de pessoas como ele, em fóruns dedicados ao tema.

«Comecei a colecionar os vídeos, viajava pela Europa à procura de lojas da especialidade para comprar CD e DVD, comprei alguns singles raros quando a Eurovisão não tinha esta dimensão, recebi outros de graça.» A comunidade de colecionadores é tão numerosa que algumas lojas de discos, como La Metralleta, em Madrid, criaram seções exclusivamente dedicadas ao festival.

Roi escolhe sem dificuldade os três melhores momentos que passou na Eurovisão: a vitória da israelita Dana International em Birmingham, em 1998; o triunfo da Turquia, com o tema Everyway that I Can, cinco anos depois; e a consagração de Salvador Sobral em 2017. «Os meus melhores amigos da Eurovisão são portugueses. Ao longo da história vocês têm sido abençoados com tantas canções de merda que eu adoro… Até que chegaram ao Salvador, que era o meu preferido. Foi uma loucura quando ele ganhou.»

Nem é preciso insistir para o israelita cantar e fazer a coreografia de vários êxitos portugueses, como a do tema Bem Bom, das Doce. A sua canção preferida na Eurovisão é dinamarquesa, mas o segundo lugar do pódio pertence a Penso em Ti, Eu Sei, de Adelaide Ferreira (1985).

«Quando fiz 40 anos, os meus amigos portugueses fizeram­‑me um vídeo em que entraram 24 representantes portugueses, a cantar e a dar­‑me os parabéns. Estavam lá Adelaide Ferreira, Anabela, Lúcia Moniz… Fiquei de boca aberta durante vinte minutos.»

Neste ano, a festa faz­‑se à beira do Tejo. As bandeiras vão andar por becos e vielas lisboetas e a cidade irá dançar até de madrugada. No sábado, a euforia chega ao fim para renascer daqui a um ano.

Nenhum desses nomes é estranho para a norueguesa Ann­‑Kristin Vinje, 31 anos. Em 2014, depois de seis meses a estudar no ISCTE, num voo de Lisboa para Estocolmo, meteu conversa com um grupo de fãs portugueses da Eurovisão que iam a caminho da final do Melodifestivalen (o Festival da Canção sueco).

Ficou tão espantada com o entusiasmo deles que decidiu mergulhar a fundo naquele universo. «Tive um despertar tardio para a Eurovisão. Cresci a ouvir falar do concurso, mas surpreendeu­‑me o nível de conhecimento que eles tinham.»

Deu especial atenção às músicas que representaram Portugal: a primeira que ouviu foi Quero Ser Tua, de Suzie, que, apesar de ser uma figura discreta no mercado português ascendeu ao estatuto de diva entre os fãs da Eurovisão. Também Ann­‑Kristin aprendeu o idioma com as letras das canções.

A paixão pelo país aprofundou­‑se ao mesmo ritmo que o interesse pelo festival. De tal maneira que, em 2017, quando Salvador Sobral saiu vitorioso da final, Ann­‑Kristin ficou em êxtase. A reação foi captada em vídeo e, mais tarde, enviada pela própria para a RTP com uma declaração de amor a Portugal. As imagens viriam a ser utilizadas no segundo episódio do documentário Sem Fazer Planos do que Virá Depois, de Nuno Galopim e Miguel Pimenta.

Para todos os fãs portugueses, este foi um momento absolutamente inesquecível. «Até ao ano passado, Portugal era o país há mais tempo em competição sem nunca vencer. Isso só aconteceu ao fim de 48 participações. E, de repente, estávamos na final, toda a gente queria tirar fotografias com a nossa bandeira.

Umas polacas que estavam ao meu lado, em Kiev, disseram­‑me que não percebiam nada do que Salvador Sobral cantava, mas estavam lavadas em lágrimas», diz Pedro Granger, que vai à Eurovisão desde 2011. Nesse dia, o ator e apresentador ficou com os olhos «algo marejados, para usar um eufemismo».

Foi um momento épico, recorda. «Todas as estrelas se alinharam e isso deu­‑nos uma sensação de dever cumprido. Durante muito tempo achei que nunca iria assistir a tal coisa. Era como se fosse um adepto do Feirense e nunca fosse ganhar o campeonato», brinca Pedro Penim.

A verdade é que Portugal quebrou mesmo o ciclo de derrotas e, um ano depois, o impensável aconteceu: a Eurovisão tomou conta das ruas de Lisboa e, neste ano, a festa faz­‑se à beira do Tejo.

As bandeiras vão andar por becos e vielas e a cidade irá dançar até de madrugada. No sábado, a euforia chega ao fim, com a promessa de renascer daqui a um ano. Seja quem for o vencedor, a legião de fãs há­ de lá estar em 2019 para manter vivo o espírito da Eurovisão.

A Eurovisão em Lisboa

  • Arena

    O anúncio foi feito em julho de 2017: a Altice Arena será o palco do festival de 2018. Os vinte mil bilhetes disponíveis para cada ensaio, semi­final e final estão esgotados há meses. O espetáculo será transmitido para mais de duzentos milhões de pessoas em todo o mundo e apresentado por Catarina Furtado, Daniela Ruah, Filomena Cautela e Sílvia Alberto.
    Semi­finais: 8 e 10 de maio, 19h30
    Final: 12 de maio, 19h30

  • Blue Carpet

    Por norma, a passadeira é vermelha, mas a que neste ano está montada no Maat, em Lisboa, para a apresentação oficial das delegações à imprensa é azul, numa alusão ao tema dos oceanos. Cláudia Semedo, Inês Lopes Gonçalves, Pedro Granger e Pedro Penim são os anfitriões da emissão.
    6 de maio, 17h00

  • Eurocafé

    Abriu no MoMe (antiga Kapital) e só fecha depois do fim do concurso. De dia há livre acesso ao espaço dinamizado pela OGAE Internacional e pela delegação portuguesa da associação de fãs. À noite só entra quem tiver o passe semanal. Haverá concertos, pistas de dança pela noite fora e concursos de pergunta­‑resposta
    dedicados ao tema.
    5 a 12 de maio

  • Euroclube

    É, por norma, o sítio onde acontecem as melhores festas da semana da Eurovisão. Reservado a delegações, imprensa e a fãs acreditados, abre hoje e só fecha na madrugada a seguir à final. A escolha da discoteca Ministerium, no Terreiro do Paço, suscitou enormes críticas dos fãs, que se queixaram da capacidade limitada do espaço: só entram 700 pessoas.
    6 a 12 de maio

  • Eurovision village

    Durante a semana do festival, o Terreiro do Paço será o palco secundário onde os fãs que não conseguiram bilhete para a Altice Arena podem concentrar-se e assistir ao espetáculo num ecrã gigante. Haverá DJ e muitos concertos (Banda do Mar, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orelha Negra, Ana Bacalhau e Blaya estão entre os nomes confirmados). A entrada é livre.
    4 a 12 de Maio

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.