A “barriga de cerveja” que afinal era um tumor

Não havia erro. Quem olhasse para ele supunha logo que o americano Hector Hernandez, de 47 anos, gostava de cerveja. Segundo contou o próprio ao jornal New York Times, sempre foi um homem de grande porte. Por isso, quando começou a notar que a sua barriga estava a crescer achou que era normal. “Eu só pensei que estava gordo”.

Só que além de não beber, a verdade é que também não era pessoa de exagerar nas refeições. Em todo o caso, até chegou a experimentar uma dieta rica em vegetais, a ver se a gordura abdominal desaparecia. Nada resultava. Começou, então, a usar roupas mais largas para encobrir a barriga. Com o tempo, apercebeu-se que ao passo que a barriga estava cada vez maior, o resto do corpo estava cada vez mais magro. Foi aí que, preocupado com a aparência e cada vez mais desconfortável com o volume, resolveu consultar um médico, em 2016.

O especialista desvalorizou. Disse-lhe apenas que as pessoas “ganham peso de forma diferente”. Hector não ficou convencido, mas só no ano seguinte procurou uma segunda opinião. Acabou por ser encaminhado para William Tseng, um oncologista cirúrgico.

Os exames revelaram que o americano tinha lipossarcoma, um cancro raro que se forma nas células adiposas. Embora nunca tivesse sentido dores, Hector tinha a pressão arterial sempre muito alta, estava quase sempre constipado e sofria com a azia constante. Agora sabe-se que esses sintomas eram derivados do tumor.

Durante uma operação de seis horas, em julho deste ano, o tumor foi removido. Pesava 34 quilos. “É o maior que já vi”, disse Tseng, um dos poucos médicos dos Estados Unidos que se especializou em remover grandes lipossarcomas. Felizmente, a “fera gigante de crescimento lento” não se espalhou para outras partes do corpo de Hernandez”, referiu o médico. Ainda assim a equipa médica necessitou de remover um dos rins de Hector, que tinha parado de funcionar depois de ter sido praticamente engolido pelo tumor.

Os médicos não sabem o que leva à formação dos lipossarcomas, nem tampouco sabem como fazê-los desaparecer com tratamentos pós operatórios. Por isso, o americano já foi informado do pior: há grandes probabilidades do tumor voltar. E se isso acontecer o cancro vai ser ainda mais agressivo. Para prevenir, Hector será submetido a exames de tomografia a cada quatro meses.

Felizmente, a nível físico, ele sente-se quase a 100%. Mas, por causa da cirurgia, tem uma conta gigante para pagar e está a pedir ajuda para a pagar através do site gofundme.