Aurea: ai chega, chega a minha agulha

Texto de Jéssica Ferreira | Fotografia de Gonçalo Villaverde/Global Imagens

Desde miúda que costura as suas próprias roupas e «desenrasca-se» bem. Começou com simples peças em malha e tricô. Chegou também a fazer tapetes de Arraiolos com a mãe. Fitas, cachecóis, vestidos e camisolas. Fez de tudo. Para o menino e para a menina.

As recordações fazem parte do seu caderno de memórias. No meio delas, relembra o gosto pela costura, que herdou da avó. «Quando ia de férias para casa dos meus avós, no Alentejo, via a minha avó fazer muitos trabalhos. Para ela, para as amigas e para pessoas de fora. Eu cresci a vê-la costurar», conta.

«Quando estou a costurar não penso em nada e dedico-me, inteiramente, à peça. Gosto de a deixar muito perfeitinha e bonita.»

A primeira peça que costurou ainda está guardada na casa dos pais. Uma camisola. «Era branca e cor de laranja com um “A” no peito. Peguei numa T-shirt, procurei outros tecidos e fiz uma camisola de manga comprida», recorda.

Considera-se uma mulher exigente e perfecionista. Se por um lado a música é a sua paixão, por outro é o mundo dos dedais que a relaxa. «Quando estou a costurar não penso em nada e dedico-me, inteiramente, à peça. Gosto de a deixar muito perfeitinha e bonita.»

A cantora lançou este mês o álbum Confessions e admite que no meio da azáfama dos concertos «há sempre tempo para a costura. Se for preciso apertar uma saia ou fazer a bainha de umas calças para o concerto, eu faço».

DISCOGRAFIA
Aos 30 anos, a cantora que gosta de costurar lança o seu quarto álbum de estúdio: Confessions.