Ataques de pânico: já alguma vez sentiu um?

Nunca? Pois saiba que chegam a confundir-se com um enfarte (tal a intensidade do medo que nos controla) e são as mulheres quem apresenta maior predisposição para este distúrbio emocional. Se há sinónimo de ansiedade máxima é este: ataques de pânico.

Texto NM | Fotografias da Shutterstock

Os sons ficam encerrados na cabeça, atropelam os pensamentos, anulam toda a lógica. O espaço em redor aperta mais e mais até se tornar sufocante, insuportável. Força-nos à fuga, mas como fugir quando os movimentos já paralisaram, juntamente com as batidas do coração? E fugir para onde, se estamos presos à espiral daquele pânico desmedido de que parece que nunca vamos conseguir libertar-nos?

pânico É um período de medo intenso, repentino e sem causa aparente, responsável por um estado de ansiedade máxima que atinge um pico em dez minutos.

Para a psicóloga clínica Cristiana Pereira, da Oficina de Psicologia, o pânico pode ser descrito como um período de medo intenso, repentino e sem causa aparente, responsável por um estado de ansiedade máxima que atinge um pico em dez minutos e gera uma série de sintomas físicos idênticos aos de um enfarte, devido à forte descarga de adrenalina no organismo.

«Esses sintomas podem ser palpitações, dificuldade em respirar, sensação de sufoco ou desmaio. Dores no peito, náuseas, perturbações gastrointestinais, tonturas. Sensação de irrealidade ou de estar separado de si mesmo. Formigueiro, dormência, arrepios, calor súbito, suores frios. Medo de perder o controlo, de enlouquecer e até de morrer», enumera a especialista.

Por norma, quem sofre o primeiro ataque de pânico desenvolve um medo acentuado de voltar aos locais onde já se sentiu mal.

Por norma, quem sofre deste distúrbio emocional acaba com um medo acentuado de voltar aos locais onde já se sentiu mal anteriormente, por temer voltar a sentir os mesmos sintomas, explica o psicoterapeuta Pedro Brás, fundador da Clínica da Mente. É o chamado medo do medo.

«Se as pessoas têm um ataque de pânico a conduzir, desenvolvem um medo enorme de conduzir. Se o primeiro ataque for num centro comercial e sentirem dificuldade em respirar irão, no futuro, evitar espaços onde se sintam fechadas», concretiza o terapeuta.

A desordem pode mudar a vida da pessoa, pelo que não deve ficar sem tratamento.

Segundo ele, a desordem é progressiva, muito dura, pode mudar a vida da pessoa. E tende a agravar-se se não for tratada, razão por que lhe deixamos toda uma galeria de dicas úteis às quais pode recorrer sempre que precisar.

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