8 maus hábitos que deve abandonar (se quer melhor qualidade de vida)

Somos criaturas de hábitos, isso todos sabemos. Mas serão todos benéficos para a nossa vida? Há comportamentos que nos foram ensinados ou que adquirimos ao longo da vida que moldam a nossa personalidade que nos travam as ações ou nos fazem despender energia em pormenores sem importância. Neste começo de ano é importante parar, prestar atenção às suas ações e perceber, afinal, quais os maus hábitos que não precisam fazer parte da sua vida. Vai ver que os resultados vão começar a notar-se em pouco tempo.

Texto de Ana Patrícia Cardoso / Fotografia de Shutterstock

1. Acabar com as desculpas

«Estou muito cansado», «estou sem tempo», «não consigo fazer», «agora não é a altura certa». Já olhou para si e está a inventar desculpas para não fazer determinada coisa ou simplesmente para não admitir um erro? Quanto mais tempo ocupar a sua cabeça com racionalizações e desculpas vazias, menos tempo sobra para dedicar-se realmente a novos desafios. Elimine esse peso mental extra e vai sentir-se mais disponível e capaz.

2. Estar sempre contactável

Se está sempre disponível por Facebook, Instagram, Messenger, Twitter ou LinkedIn está demasiado disponível. O seu telemóvel pode estar a tirar-lhe toda a produtividade e concentração. A tentação para estar sempre online e atualizado é cada vez maior mas esse tempo poderia estar a ser direcionado para passar tempo com pessoas próximas ou a desenvolver as suas ideias. Experimente desconectar-se completamente por um tempo – até mesmo no seu local de trabalho – e vai perceber como isso se reflete na sua produtividade.

3. Ser tão multitasking

Assumir três ou mais tarefas ao mesmo tempo mantém o cérebro ocupado, sob pressão e em stress. A ciência diz que apenas dois por cento das pessoas conseguem ser multitasking de forma eficaz. Ou seja, o restante está a fazê-lo sem resultados positivos. O melhor é mesmo parar. Assumir tantas funções não o torna mais produtivo. Pelo contrário. Dispersa a atenção e a energia. Concentre-se nas atividades que lhe dão mais prazer e aprenda a organizar melhor o seu tempo de modo a conseguir fazer tudo sem se atropelar.

4. Dizer «sim» a tudo

Não somos ensinados a dizer «não» e temos a tendência a encarar essa resposta como uma fraqueza. No entanto, é exatamente o contrário. Saber quais são as suas prioridades é um benefício importante. Não aja como se não soubesse as suas limitações, sejam de tempo ou de energia. Não está a ser prestável, está apenas a responder a pedidos.

5. Ser tão autocrítico

Uma coisa é estar consciente das suas competências, outra bem diferente é estar constantemente a auto sabotar-se. «Não sei fazer», «não sou bom o suficiente», «há outras pessoas melhores que eu» são argumentos que deve evitar a todo o custo. As pesquisas mostram que o sucesso profissional e bem-estar emocional estão associados a uma autoestima saudável. Aprenda a valorizar-se e os resultados vão começar a notar-se.

6. Desejar a perfeição

O segredo da procrastinação é achar, à partida, que não se vai fazer um bom trabalho. Não vale a pena ficar obcecado com os pormenores de uma tarefa, de um trabalho. Raramente esses detalhes importam tanto como pensa. Se cumpriu aquilo a que se propôs e fez um bom trabalho, é o que deve reter. Essa procura incessante pela perfeição é desgastante e, mais uma vez, estará a direcionar mal a sua energia.

7. Adiar projetos pessoais

A maioria das pessoas gostaria de fazer outra coisa que não a função que exerce profissionalmente. O problema é dar o passo inicial. Enfrentar o desafio do desconhecido e saber que vão surgir contratempos no caminho. Mas falhar não significa o fim. O falhanço pode trazer aprendizagem e aperfeiçoamento. Não adie mais aquele projeto que tem na gaveta há anos. Não há melhor dia do que hoje para iniciar essa aventura.

8. Parar de se importar tanto

É da natureza humana querer ser aceite e apreciado. São poucas as pessoas que conseguem libertar-se dessa pressão de agir segundo parâmetros alheios. Mas a verdade é que esta é a única forma de se libertar desse peso que consome grande parte das suas preocupações e incita insegurança. Sem a necessidade de pertencer a um grupo de pessoas em particular, vai sentir-se mais livre e com mais força para escolher o próprio caminho.

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