8 coisas sobre sexo que convém saber o quanto antes

É uma questão cultural: eles crescem a descobrir o corpo com naturalidade; elas fazem-no com receios, inibições e dúvidas que nunca chegam a ver esclarecidas. E isto quando uma boa conversa sobre sexo poderia evitar muitas angústias aos casais.

Texto NM | Fotografias da Shutterstock

PRELIMINARES

São a melhor forma de iniciar o sexo e a tal conversa franca a ter sobre o assunto. E isto porque os preliminares são essenciais, não um extra: uma vez que o processo de excitação é mais demorado nas mulheres, jogos prévios de sedução – que podem passar por uma massagem, beijos no pescoço, palavras sussurradas ao ouvido – farão com que a mulher fique mais pronta para o ato propriamente dito. Também nos homens o orgasmo tende a ser mais explosivo com preliminares, por isso nada de medos ou vergonhas a explorar o território corporal do outro.

DORES

Mulheres crescem a ouvir dizer que sentir dor nas relações é normal, a começar pela perda da virgindade, contudo essa não é uma lei escrita na pedra. Na verdade, muitas dessas dores resultam simplesmente de falta de lubrificação associada à ausência/deficiência de preliminares, menopausa ou problemas emocionais, relativamente simples de solucionar depois de se apurar a causa. Mesmo em casos de distúrbios mais graves como o vaginismo (espasmos involuntários dos músculos da vagina que impedem a penetração), existe tratamento que pode, além do mais, servir para melhorar a comunicação entre o casal.

LíBIDO

Neste caso a falta dela, que afeta cerca de dez por cento das mulheres e é conhecida como transtorno da excitação sexual feminina. Por mais que os homens se ressintam ou reclamem, trata-se de uma situação bastante comum que pode arrastar-se durante meses. Entre as causas contam-se fatores tão diversos como a toma de antidepressivos ou da pílula, dores no ato sexual, deceções amorosas no passado, sentir que o parceiro descura as necessidades dela ou até desconforto com o que ele lhe pede para fazer na cama. E sim, quando ter uma conversa franca com o outro não chega, há que procurar ajuda especializada.

LUBRIFICAÇÃO

Já fomos falando dela anteriormente, porém o tópico é tão importante que merece um capítulo inteiro. E tudo para dizer que independentemente dos motivos por que a mulher possa ter secura vaginal – cerca de 40 a 60 por cento sofrem disso devido a défice na produção de estrogénio, amamentação, infeções, certos medicamentos, menopausa, stress, falta de excitação –, usar um lubrificante torna o sexo muito mais confortável. Já para não falar dos toques preliminares e da masturbação, muito mais difíceis a seco.

ORGASMOS

Não, não são os únicos momentos em que a mulher sente prazer durante o sexo, então não vale a pena passar todo o ato a pensar se é desta que conseguirá atingi-lo (e como? E será que ele vai notar se não o fizer? E como raio se livra depois daquela sensação de fracasso que se instala no corpo?). Se é certo que um orgasmo é o auge do prazer para ambos e os homens o alcançam mais facilmente, fazer disso uma meta a perseguir dê lá por onde der não irá fazê-la atingi-lo mais facilmente. O segredo é descontrair, entregar-se ao que quer que o momento lhe reserve e aproveitar as sensações pelo que são, mais do que pelo que imagina que poderiam ser.

PENETRAÇÃO

O que nos traz de volta à questão da penetração e ao facto de eles se satisfazerem plenamente com ela, ao passo que as mulheres costumam necessitar de algo mais. Segundo um estudo publicado no periódico Archives of Sexual Behaviour, o trio que mais as faz atingir o orgasmo na cama inclui estimulação genital, beijos ardentes e sexo oral (nada de penetração). Tudo ótimas razões para o casal falar acerca do que traz prazer a ambos e apostar em posições que estimulem o clítoris e outras zonas erógenas femininas.

MASTURBAÇÃO

E isto inclui, claro, a masturbação, via direta para o orgasmo feminino. Longe vai o tempo em que a prática era socialmente reprimida por ser considerada suja, imoral e prejudicial para a saúde, a afastar ainda mais as mulheres do prazer. Porém, se hoje em dia são já muitos os especialistas que se levantam a favor da masturbação (nomeadamente sexólogos e médicos), certo é que muitas continuam a desconhecer o próprio corpo, as reações, os estímulos, e a serem incapazes de dizer ao parceiro como podem satisfazê-las também. Bons orgasmos consolidam a intimidade do casal.

HÍMEN

É visto como uma espécie de «rolha» membranosa no canal vaginal e apontado como a principal causa de dor no momento em que a mulher perde a virgindade; no entanto, muitas rasgam-no em contextos que nada têm a ver com sexo e nem sequer se dão conta disso. Daí os especialistas recomendarem especial atenção à falta de lubrificação (cá está de novo), uma vez que será ela a responsável pelas tormentas físicas da primeira relação sexual. Já para não falar dos nervos que fazem contrair os músculos vaginais e dificultam a penetração. O segredo é ser gentil e não dramatizar.

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