E quais são eles? Mafalda Rodrigues de Almeida diz-lhe tudo no seu novo livro.
Brócolos. Usam-se cozidos, a vapor e salteados. Têm uma grande capacidade desintoxicante e anti-inflamatória (nomeadamente ao nível do sistema digestivo) e previnem o risco de desenvolvimento de cancro do cólon, próstata, bexiga, mama e ovários.
Mirtilos. Usam-se em sobremesas, muffins, barrinhas de cereais, panquecas, waffles ou papas. Ajudam a reduzir a pressão arterial, o risco de problemas cardiovasculares e a prevenir a diabetes tipo 2. Contribuem ainda para desacelerar o envelhecimento precoce e alguns processos cancerígenos.
Sementes de chia. Usam-se em pudins, granolas, papas de aveia, panquecas, bolachas ou topping. Regulam o trânsito intestinal e a sensação de saciedade, ajudam a prevenir algumas patologias decorrentes da diabetes tipo 2 e promove a redução do mau colesterol e o aumento do bom.
Abacate. Usa-se em saladas, purés, bolos e batidos. Pode reduzir o risco de doenças e inflamações cardiovasculares, o stress oxidativo e melhora o balanço do colesterol LDL (Low Density Lipoproteins ou mau colesterol). Também ajuda na sensação de saciedade e no controlo do peso.
Cacau. Pode consumir-se em chocolate, em pó ou em barra, sobretudo em batidos, bolos, bolachas, muffins ou panquecas. Melhora o funcionamento dos vasos sanguíneos, a saúde metabólica, as capacidades cognitivas, o sono e o humor, ao mesmo tempo que diminui o apetite e a ansiedade.
Nozes. Usam-se em bolos, muffins, panquecas, saladas, massas ou papas de aveia. Previnem os cancros da mama e próstata, a diabetes tipo 2 e a síndrome metabólica, além de melhorar as capacidades cognitivas, de memória e o humor. Os elevados teores de ómega-3 melhoram a tensão arterial e a regeneração óssea.
Couve-roxa. Usa-se em saladas, batidos, sopas e estufados. Ajuda a melhorar a concentração e a função cognitiva, a eliminar radicais livres e ácido úrico (causadores de artrite e doenças de pele) e inibe o crescimento de tumores cancerígenos.
Beterraba. Usa-se em batidos, saladas, bolos e sopas. A sua betaína desacelera o crescimento de alguns tumores, especialmente do estômago, cólon, mama, próstata, testículos e pulmões. Os fitonutrientes atuam ao nível anti-inflamatório, desintoxicante e antioxidante.
Romã. Usa-se em sobremesas, batidos, pratos de carne e peixe. Previne doenças cardiovasculares, inflamações e a oxidação do mau colesterol, reforça o sistema imunitário e regula a tensão arterial.
Espinafres. Usa-se em sopas, saladas, sumos verdes, batidos ou salteados. Ajudam a prevenir o aparecimento de úlceras, o cancro da próstata e a diminuir os níveis de tensão arterial.
Alguns são bastante pequenos, mas nem tudo o que é bom na vida se mede aos palmos. Também não vêm em embalagens coloridas, contudo são melhores do que quaisquer remédios a retardar o envelhecimento, prevenir doenças e reforçar o sistema imunitário. A ciência ainda não decretou uma definição científica oficial para os superalimentos, no entanto as suas propriedades são inegáveis: contêm elevados níveis de vitaminas, minerais, antioxidantes, aminoácidos, ácidos gordos, cálcio, e como são especialmente benéficos para a saúde. Só era preciso saber onde encontrá-los e como cozinhá-los, e aqui entra o livro Superalimentos.
«Mais de metade das mortes e um terço das doenças incapacitantes no mundo têm causas que podiam ser evitadas com a alimentação e um estilo de vida saudáveis», sublinha a autora Mafalda Rodrigues de Almeida, nutricionista clínica. Fazia falta reiterar a importância de uma dieta saudável e em como podemos torná-la ainda mais funcional. E assim escreveu este livro de receitas incontornável para quem quer ter uma saúde equilibrada e minimizar o risco de cancro, doenças inflamatórias e cardiovasculares.
«É fundamental seguirmos um regime alimentar que tenha a capacidade de fortalecer o nosso sistema imunitário e ajudar-nos a combater diversos fatores de risco, como o fumo do tabaco, a poluição, o stress oxidativo, os pesticidas ou o açúcar.»
Ainda assim, por mais benéfico que seja para o organismo, nenhum superalimento conseguirá compensar uma alimentação desregrada, avisa a especialista. Não há milagres.
«Se seguir uma alimentação disfuncional, rica em açúcares e gorduras saturadas, a ingestão de superalimentos poderá ajudar a atenuar alguns estragos na saúde, mas não será suficiente para eliminá-los.»
Conheça as propriedades de alguns superalimentos na nossa fotogaleria. Depois é só usá-los para fazer refeições saborosas e com muito mais vida.
SUPERALIMENTOS
Mafalda Rodrigues de Almeida
Edições Chá das Cinco
272 páginas
17,70 euros