OPINIÃO

Ricardo Pereira: como um ator português conquistou o Brasil

Nunca um ator português tinha sido estrela da Globo – pelo menos não tanto como Ricardo Pereira. Enquanto começa as gravações de mais uma novela que irá passar em «prime time», e a poucos dias de chegar aos cinemas portugueses como galã na nova comédia romântica de Leonel Vieira, «Alguém como Eu», uma conversa sobre trabalho, política e a vida «espetacular» no Brasil.

Entrevista Rui Pedro Tendinha Fotografia Paulo Múmia

Reza a lenda que se for preciso Ricardo Pereira apanha um avião do Rio para Lisboa, fica umas horas para gravar um anúncio e, no mesmo dia, volta para o Brasil. A fonte da lenda são amigos do ator e apresentador. Essa é talvez uma boa definição para caraterizar o espírito prático deste homem de 38 anos, alguém que acreditou poder estar com um pé em Portugal e outro no Brasil.

Mas, na verdade, Ricardo tem também pés em todo o lado. Na televisão, onde apresenta semanalmente o E­‑Especial, na SIC, na apresentação de galas de eventos privados, em campanhas publicitárias e à frente de negócios de restauração. Ele não para, nem mesmo como homem de família – está no terceiro filho e vai querer mais.

Entre a sua casa do Rio e a das Laranjeiras, em Lisboa, é frequente vê­‑lo nos festivais de cinema a fazer contactos, a dar entrevistas e a cara pelos filmes portugueses e brasileiros que faz. Um mouro de trabalho que é elogiado por todos: o encenador Jorge Silva Melo ficou «doido» pela sua interpretação em Cartas da Guerra, o produtor Paulo Branco escolhe­‑o sempre para os seus filmes, na Globo está tudo apaixonado por ele, na SIC é talvez a maior estrela e os seus amigos organizam festas-surpresa de aniversário que atraem centenas de colegas e amigos.

A partir de quinta-feira vai estar nas telas portuguesas em Alguém como Eu, de Leonel Vieira, o primeiro blockbuster luso­‑brasileiro, em que interpreta um português que seduz a bela Paolla Oliveira. Trata­‑se de uma comédia romântica sobre homens e mulheres, e sobre as diferenças entre portugueses e brasileiros.

No Rio de Janeiro, o ator Ricardo Pereira deu um salto na carreira. Novelas, filmes, desfiles, peças ­ – chegou, viu e venceu.

As pessoas começaram a ouvir falar de si cedo, quando começou a aparecer no meio da moda, como modelo. Aí já estava a nascer o desejo de se tornar ator?
Nunca houve aquela coisa premeditada de querer ser ator. Na infância nunca tive aquela vontade de ser ator. Quando trabalhei na minha juventude todos aqueles anos em moda acabei por viajar por muitos países. Isso é que me abriu a cabeça, isso é que me deu mundo. Ganhei uma dimensão das coisas muito diferente, permitiu­‑me também ter contacto com coisas com as quais nunca iria ter contacto. Conheci gente do mundo inteiro e com experiências de vida muito interessantes. Tudo isso fez­‑me acreditar que as coisas são maiores do que aquilo que cremos. Percebi que existia muito mais mundo para fazer, para trabalhar e ver. A moda deu­‑me vontade de construir algo maior, percebes? Entre tantas fotografias e desfiles, percebi que havia um interesse e uma aptidão pela forma como poderíamos atuar.

Durante muitos anos, fiz muitas peças de teatro para crianças. Até que me estreei no Teatro Nacional, com o Carlos Avillez, tendo aparecido logo de seguida a televisão. Vieram séries, telenovelas e até o cinema

Por isso, decidi preparar­‑me. Fiz vários cursos com professores variados e conheci muitos atores do teatro, da televisão e do cinema, gente que me apresentou a professores de representação, alguns nomeadamente do conservatório e outros estrangeiros que vinham a Portugal fazer workshops. Foi um caminho, uma jornada na minha vida. Mesmo ainda não estando nessa área, fiquei logo muito interessado. Tudo isso foi despertando uma vontade de representar, já para não falar que sempre gostei muito de ir ao teatro e de ser um cinéfilo desde sempre. Para ganhar certos trabalhos de publicidade e de moda, percebi que tinha de investir por aí. Com tanto curso de acting acabei por ficar com um certo background. Aos poucos, fiquei com vontade de fazer mais nesse campo.

E como é que foi parar ao palco?
Comecei por fazer teatro infantil. Durante muitos anos, fiz muitas peças de teatro para crianças. Até que me estreei no Teatro Nacional, com o Carlos Avillez, tendo aparecido logo de seguida a televisão. Vieram séries, telenovelas e até o cinema, neste caso pela mão dos grandes senhores do cinema, pessoas que acreditaram na minha vontade de fazer e no meu compromisso. Hoje, não me vejo a fazer outra coisa. Estou completamente realizado com a minha profissão.

Nesse começo nunca sofreu mesmo na pele algum preconceito por ser o menino bonito da moda a armar­‑se em ator? Sentiu o estigma da carinha laroca?
Nunca senti um pé atrás. Mas isso de a beleza física poder condicionar alguma coisa não é só nesta área. Temos sempre de provar o nosso valor, sobretudo quando se vem de uma outra profissão. Uma pessoa, durante uns tempos, até poderia equivocar os outros, mas depois, ao longo dos anos, tem de continuar a provar. No meu caso, já estou quase a fazer vinte anos como ator. Devo dizer que as pessoas sempre me acolheram, nunca me senti estereotipado ou discriminado.

Uma coisa que adoro fazer na composição das personagens é mudar fisicamente. Enfim, gosto de viver as personagens intensamente, por mais sacrifício que convoquem.

Nunca se sentiu objetificado como homem, como acontece com alguns corpos femininos nesta área?
Não, não creio. Mas as pessoas quando me escolhem também imaginam ou pretendem algo. Os realizadores ou produtores sabem o que pretendem para cada papel. O que me deixa feliz é que a minha carreira varia para linhas completamente opostas. Tanto faço um Raul Ruiz como faço um Mamet! E uma coisa que adoro fazer na composição das personagens é mudar fisicamente. Enfim, gosto de viver as personagens intensamente, por mais sacrifício que convoquem. Torna­‑se muito importante quando apanho um realizador que diz que conhece o que eu faço mas que quer que vá por outro caminho. Eu gosto de ser dirigido por esses realizadores.

Para ser galã é preciso ser bom ator?
Ser galã dá imenso trabalho. Quando faço de «mocinho», como dizem no Brasil, sinto que é um trabalho dificílimo e delicado. No Alguém como Eu [o filme que se estreia na quinta-feira] faço o galã. Mas a verdade é que estou sempre a mudar de registo. Na novela brasileira Novo Mundo faço de botânico que fica sem um olho e passo meses inteiros de pala no rosto. Na peça Speed the Plow, do David Mamet, faço um daqueles tipos que vivem num ambiente de Wall Street, um bocadinho à O Lobo de Wall Street. Mas, nas novelas, os galãs são aqueles que mais sofrem. Costumo brincar que é sempre o último a saber das coisas, perde muito e ganha poucas vezes. Ora, o ator tem de saber medir tudo isto, é­‑lhe sempre exigido um equilíbrio difícil nas personagens.

Nunca tive problemas com o público. Tive é algumas situações hilariantes, como ter ficado sem camisa no meio da multidão ou uma fã jogar­‑se para cima do meu carro e depois ficar com o peito à mostra.

De qualquer maneira, um galã tem de saber seduzir. O Ricardo é bom sedutor?
Nos meus tempos de solteiro, dizem que sim, acredito que sim. Mas a verdade é que ainda hoje continuo a seduzir a minha mulher. Tenho as minhas armas. Sim, mas sou um bom sedutor. Tem que ver com muitas coisas, como por exemplo a forma de tocar, a voz, o olhar, a inteligência, a capacidade de envolver. A sedução não se resume só a…

Engatar?
Sim, mas é muito mais do que isso. Como sedutor sou muito direto na abordagem que faço.

E com as fãs, como é? Gosta de ter fãs, mesmo no Brasil, em que o seu impacto mediático é muito forte?
Eu estou na maior com o meu público. Nunca tive problemas. Tive é algumas situações hilariantes, como ter ficado sem camisa no meio da multidão ou uma fã jogar­‑se para cima do meu carro e depois ficar com o peito à mostra, pedindo­‑me para abrir o vidro e, posteriormente, atirar­‑me uma poesia. Também já tive beijos, beijos na boca, abraços.

As minhas vidas, profissional e pessoal, são paralelas, não se cruzam, apesar de uma influenciar a outra. De certa forma, é importante separá­‑las.

Sim, mas gosta mesmo disso?
Faz parte, fui educado na minha carreira para isso e estou já no Brasil há muito. Também em Portugal fiz parte daquela era de novelas que tiveram sucesso nacional.

Isso de ser conhecido como um ator com capacidade de organização, capaz de fazer muita coisa ao mesmo tempo e nunca estar parado, já alguma vez interferiu com as obrigações de pai e marido? Sobretudo agora, que acabou de ser pai pela terceira vez.
As coisas são completamente distintas. As minhas vidas, profissional e pessoal, são paralelas, não se cruzam, apesar de uma influenciar a outra. De certa forma, é importante separá­‑las. Naturalmente, não existem dois Ricardos, sou sempre o mesmo, alguém que pensa da mesma maneira. Na minha vida pessoal, tento esquecer um bocadinho a minha profissão. Vivo a minha vida de homem de família intensamente. Tento estar ao máximo com os meus filhos e tento também acompanhar a educação, o crescimento e as peripécias da vida deles. Mas é claro que tenho um grande sentido de perseverança e de responsabilidade na minha vida profissional.

Uma das coisas que Ricardo Pereira diz adorar fazer na composição das suas personagens é mudar fisicamente.

Qual é a técnica?
Quando estou a trabalhar acabo por me concentrar e focar­‑me para que nada mais me preencha a cabeça. Mas quando referem que sou um homem de família concordo. Tem que ver com a minha educação, a minha forma de ser e com aquilo que sempre quis. Eu e a minha mulher, a Xica, que amo bastante, sempre quisemos ter uma família. Graças a Deus, uma família com bastantes filhos.

A família é o mais importante, o meu pilar, aquilo que me dá estabilidade. Uma estabilidade que me acompanha quando estou na televisão, no teatro ou no cinema.

A família é o mais importante, o meu pilar, aquilo que me dá estabilidade. Uma estabilidade que me acompanha quando estou na televisão, no teatro ou no cinema. Aliás, esse lado profissional multifacetado tem que ver comigo. Enfim, é algo que me completa – em cada uma dessas disciplinas tento sempre dar o máximo. Acima de tudo, quero sempre aprender para que na próxima vez seja sempre melhor do que na anterior. Isso consegue­‑se também com estabilidade emocional, que é algo profícuo e bom para os atores.

Alguém como Eu, a comédia de Leonel Vieira que chega nesta semana ao cinema, pede do Ricardo o seu lado mais divertido. Sente­‑se um tipo com piada?
É muito estranho quando me confrontam com essa questão. Se sou um gajo que faz rir os outros? É relativo. Eu no meu dia­‑a­‑dia passo sessenta por cento do tempo a rir. A comédia faz parte de mim. O meu sistema normal é fazer rir os outros e estar a rir, mas trazer isso para um papel é sempre mais difícil porque temos der ter as noções dos tempos humorísticos. Por exemplo, o humor de Alguém como Eu é o de uma comédia romântica um bocadinho mais sofisticada que permite alguns sorrisos em situações que podem nem ter assim tanta piada. Às vezes, fazer comédia assim é mais difícil do que fazer a comédia mais óbvia.

Alguém como Eu acima de tudo, é uma comédia que espelha as relações humanas. O espetador vai rever­‑se nas situações mais ridículas. A vida é mesmo assim.

Aqui, através do texto, tenho momentos em que dei a minha alfinetada através do meu jeito, das minhas expressões. Muitas vezes isso resulta pela maneira como se filma. Alguém como Eu tem uma particularidade: faz­‑nos pensar muito na vida em casal e nas relações homem­‑mulher, sobretudo quando caem para lugares particularmente tão engraçados como preocupantes ou conflituosos. Acima de tudo, é uma comédia que espelha as relações humanas. O espetador vai rever­‑se nas situações mais ridículas. A vida é mesmo assim. E o público irá rir-se e emocionar­‑se bastante. O certo é que tenho um grande prazer em fazer comédia.

Diz que está sessenta por cento do seu tempo a rir. A vida corre­‑lhe bem profissionalmente. Mantém contrato com a Globo, com a SIC, faz cinema e teatro, tem três filhos.
O sorrir é como o bocejar, as pessoas são contagiadas. Quando os momentos são bons, ficamos contagiados. Mas este meu sorriso sempre existiu, quem me conhece sabe que é verdade. Tem que ver com a forma como fui educado: leve e tranquilamente. Vivo a vida sem stresses, mesmo quando admito que tenho problemas, como todos nós. Tenho sempre 360 mil coisas e preocupações que me fazem pensar, mas acho sempre que existe uma luz ao fundo do túnel. Acredito sempre em soluções. Mas sim, estou a viver uma fase espetacular ao ser pai pela terceira vez e com tudo o que está a acontecer à minha carreira.

É dos acreditam que as boas energias trazem coisas boas?
Em absoluto. A minha boa energia é que faz as coisas correrem bem.

Aí não posso ser modesto. Eu e outras pessoas que foram para o Brasil antes de mim tiveram um papel preponderante em aproximar os dois países. Esforço­‑me muito por isso, não só na televisão e no cinema brasileiro, como também como promotor desta troca cultural

Voltando ao filme, este Alguém como Eu está a ser lançado com o primeiro blockbuster luso­‑brasileiro. Crê que o filme pode ajudar a desmistificar que o humor brasileiro e o português não têm muitos pontos em comum?
O filme tem precisamente esse papel. Lembro­‑me de que, quando cheguei ao Brasil há 14 anos para trabalhar pela primeira vez, poucas coisas portuguesas chegavam lá. Agora tudo está a mudar, ainda há bem pouco tempo o Cartas da Guerra se estreou nos cinemas e teve boas críticas e boa reação do público. Temos na literatura uma contemporaneidade nos lançamentos dos livros. Já para não falar na gastronomia e na música, em que assistimos a parcerias incríveis.

O Ricardo terá sido o pioneiro dos atores portugueses a conseguir fazer de protagonista numa novela brasileira e ainda para mais com sotaque brasileiro perfeito.
Aí não posso ser modesto. Eu e outras pessoas que foram para o Brasil antes de mim tiveram um papel preponderante em aproximar os dois países. Esforço­‑me muito por isso, não só na televisão e no cinema brasileiro, como também como promotor desta troca cultural através de produções de teatro minhas – já levei atores brasileiros a Portugal e vice­‑versa. O facto de ter feito personagens brasileiras e portuguesas fez que se desmistifique muita coisa. Muitos pensavam que não era possível. É possível! Fico feliz por ser apenas mais um a contribuir para que estes dois países se unam na cultura. Fui o primeiro estrangeiro a protagonizar uma telenovela da Globo [Uma Boa Onda], em 2004, tendo depois protagonizado mais duas.

E foi bem recebido?
Quando vais para uma cultura distante é muito importante respeitares o meio onde estás e é isso que me valoriza. Eu no Brasil fui para aprender, fui de braços abertos e acabei por ser recebido também de braços abertos. Na verdade, gosto de pessoas, sempre fui assim, e deixo­‑me levar. Agora sinto­‑me completamente integrado no Rio, acolheram­‑me por completo. Isso é de uma generosidade e de uma ternura que me toca até hoje, sobretudo agora que tenho três filhos que nasceram no Brasil. Eles são o culminar de uma vida espetacular que encontrei no Rio.

Para mim é muito importante poder mostrar aos meus filhos uma outra cultura, eles estão a ganhar mundo. Eles serão futuros adultos com uma noção de que o mundo é grande.

Para mim é muito importante poder mostrar aos meus filhos uma outra cultura, eles estão a ganhar mundo. Eles serão futuros adultos com uma noção de que o mundo é grande. A minha vontade de ter uma carreira internacional também tem sido importante para o meu desenvolvimento conjugal e familiar. Quem sabe se no futuro, para além do Brasil, não terei oportunidade de trabalhar e viver noutras culturas.

A propósito de pioneirismo, foi também pioneiro com o Caio Blatt na primeira cena de sexo gay na Globo, em horário nobre, na série Liberdade, Liberdade.
Ao longo da minha carreira tenho sido um privilegiado. Essa cena é completamente poética, é uma cena de amor, muito mais do que uma cena de sexo. Teve uma aprovação imensa no Brasil inteiro. Toda a gente elogiou. As coisas comigo vão acontecendo e aparecem­‑me quando estou preparado para as realizar.

Como foi viver aqueles tempos mais tensos do contragolpe e de toda a situação política? Sentiu o Brasil mudar?
Bem, estas oscilações e mudanças no Brasil têm sido constantes e ainda não estabilizaram. Não é só na política, mas também na sociedade em si, na segurança, na cultura… Assisto a tudo, tento interiorizar, perceber, e tenho os meus pontos de vista. Não sou alarmista e gosto de me inteirar sobre determinado tema sem ser contaminado com algumas opiniões que às vezes não são tão isentas de alguma pré­‑ideia. Por precisamente não se perceber por onde tudo isto vai tenho andado muito calmo e expetante. Creio que muita coisa ainda vai mudar. Seja como for, tenho sempre a convicção de que melhores dias virão. Sou um otimista.

Alguém como Eu, o novo filme de Leonel Vieira, chega aos cinemas nesta quinta-feira.

As aventuras de Ricardo Pereira no cinema

Foi e continua a ser um dos atores mais requisitados do cinema português. No ano passado vimo­‑lo num papel secundário em Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira, mas o seu rosto tem sido constante, mesmo com uma agenda cheia nas telenovelas da Globo. António­‑Pedro Vasconcelos deu­‑lhe um papel forte em Amor Impossível, ao lado de Soraia Chaves, e esteve em Amália­ – O Filme. O seu melhor desempenho continua a ser em Mistérios de Lisboa, o épico de Raul Ruiz. O seu primeiro papel em cinema com impacto foi em O Milagre segundo Salomé, de Mário Barroso. Fez também cinema no Brasil, com destaque para a comédia Meu Passado Me Condena 2, ao lado de Fábio Porchat, dos Porta dos Fundos. Outra das suas coroas de glória é o seu papel de destaque em Cadências Obstinadas, de Fanny Ardant, em que contracenou com a diva Asia Argento, e em 100 Metros, grande produção espanhola com o conceituado Karra Elejalde.

E na restauração

Ricardo Pereira é também empresário. Envolve­‑se em projetos normalmente de amigos. Já teve bares em festivais de música e na noite, mas o seu nome dá nas vistas como sócio de três restaurantes que abalam o Cais do Sodré, zona farrista de Lisboa. São eles a Marisqueira Azul, o restaurante Duplex e a pizaria La Puttana. Nada disso seria possível se o ator não fosse um amante do convívio à mesa e também um cozinheiro amador convicto: «Este projeto partiu de um desafio de um grupo de amigos da vida inteira. Tendo em conta este crescendo do turismo em Lisboa, decidi investir. Estou muito orgulhoso destes três espaços, cada qual com um conceito diferente. O Duplex é completamente cool com pessoas ligadas às artes, enquanto a Marisqueira Azul já foi considerada uma das melhores marisqueiras de Portugal, tal como a La Puttana, que é já uma das dez melhores pizarias de Lisboa.»

 

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