Quer fazer menos lixo? Então terá de consumir menos

Não há volta a dar. Por muito que os países desenvolvidos invistam em reciclagem e por muito que nos esforcemos em reutilizar ao máximo todos os objetos que podem ter uma segunda vida, só com uma profunda mudança de mentalidades - sobretudo no consumo - é que poderemos desviar o planeta da rota de destruição que estamos a seguir.

PLÁSTICO A MAIS

O plástico está presente em quase tudo o que temos ou fazemos. Dos produtos de limpeza que usamos aos objetos que manuseamos diariamente, este material tornou-se omnipresente nas nossas vidas. O maior exagero está presente nas embalagens.

Experimente fazer o teste: quando for ao supermercado, veja quantos artigos coloca no carrinho de compras que vêm embalados, protegidos, acondicionados ou contidos em embalagens de plástico. Depois tente multiplicar isso por todo o mundo desenvolvido. Junte-lhe os países em vias de desenvolvimento, que consomem menos mas onde não há infraestruturas de reciclagem e facilmente poderá entender os números destes gráficos em baixo:

 

SABE QUANTO LIXO FAZ NUM ANO?
E se conseguisse colocar num pequeno frasco de vidro TODO o lixo que produz durante um ano e não consegue reutilizar ou reciclar? É esse o objetivo de Bea Johnson, a francesa que deu origem ao movimento Desperdício Zero, e que tem cada vez mais seguidores pelo mundo inteiro – nomeadamente em Portugal. Mas essa meta é capaz de ser muito ambiciosa, a julgar pela quantidade de lixo que produzimos num ano:

 

SEPARA O LIXO EM SUA CASA?
O hábito já está enraizado nas casas de muitos portugueses. Separar o papel, as embalagens e o vidro e levar estes materiais para contentores próprios, distinguidos por cores, foi uma conquista importante da última década. Os programas de educação ambiental nas escolas e as campanhas de sensibilização dos órgãos de comunicação social e na publicidade ajudaram a criar novos comportamentos.

 

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