OPINIÃO

Moda: aqui o género não interessa nada

Para ele ou para ela? Para ambos. Há mais marcas com propostas de vestuário, calçado e acessórios que podem ser usados por mulheres e homens. Vários designers nacionais seguem esta tendência com naturalidade, respondendo aos desejos de um consumidor que quer produtos diferenciadores, independentemente da idade. E do género.

Texto de Catarina Vasques Rito

Calças, túnicas, sapatos, botas, ténis, mochilas, lenços, bonés, camisas, blusões, sobretudos… A lista continua. Homens com roupa de mulher e mulheres com roupa de homem. Para muitos, a troca de guarda-roupa parece pouco verosímil, mas consoante o estilo, a atitude e a personalidade, o resultado pode ser surpreendente. Há abordagens mais arrojadas, outras mais neutras e a roupa sem género aumenta para agradar aos mais descomplexados, quebrando tabus ideológicos e estéticos.

Há uns anos, muitas mulheres vestiam modelos de calças de homem por não haver grandes opções para o público feminino ou por serem mais interessantes no corte. Mas as fronteiras esbatem-se e marcas como Levi’s, Ricardo Andrez, David Catalán, João Oliveira, Primark, CAT, Lion of Porches, Duarte, Inês Torcato, Merrell, Fila, UGG, Lidija Kolovrat, Repto ou Skunkfunk apresentam opções para mais do que um género. Aos mais distraídos ou mais conservadores, fica o aviso que a ideia da moda sem género não é masculinizar ou efeminar, mas criar produtos que ambos os géneros podem usar e sentirem-se bem, respeitando gostos e estilos.

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