Manel Cruz: e pudesse ele riscar de outra forma

O cantor, vocalista e letrista sobe ao palco do festival Vodafone Mexefest no dia 24, sexta-feira, no teatro Tivoli BBVA.

Texto de Sara Dias Oliveira | Fotografia de Pedro Correia/Global Imagens

Desenha desde que se lembra. «Era o que eu mais gostava de fazer.» Cresceu e a paixão não passou. Do 7º ao 12º ano estudou na escola artística Soares dos Reis, no Porto. E a paixão intensificou-se. Liceu terminado, Belas-Artes, também no Porto.

Entrou em Design, mudou para Pintura, voltou ao Design. Andou por ali três anos, sem saber bem o que queria fazer, até que a música apareceu e falou mais alto. Não terminou o curso, mas a primeira paixão continuou a fazer parte da sua vida.

Em 1991, surgem os Ornatos Violeta, com Manel Cruz como vocalista, compositor e letrista da banda.

Fez banda desenhada, cartazes publicitários, capas de álbuns, ilustrações para revistas. Chegou a ter uma tira no Local do Público e a desenhar os réus do julgamento do incêndio na discoteca Mea Culpa. Desenho, pintura, ilustração, andam-lhe pela cabeça e pela ponta dos dedos. São formas de desligar da realidade. «A pintura é relaxante. É um escape. Na música, não consigo isso porque é um exercício de construção», conta.

E nem sempre está sozinho a desenhar. Risco aqui, risco ali, não é raro nascerem desenhos a dez mãos. As de Manel Cruz, da mulher, do filho de 10 anos e dos gémeos de 8. Com a música, o desenho tornou-se passatempo. Em 1991, surgem os Ornatos Violeta, com Manel Cruz como vocalista, compositor e letrista da banda.

Ao fim de 11 anos, com o prémio de melhor voz masculina atribuído pela Blitz em 2000, os Ornatos terminam e o músico segue outros projetos. Pluto, SuperNada, Foge Foge Bandido, Estação de Serviço e agora Extensão de Serviço que acaba de apresentar a música Ainda Não Acabei para abrir o apetite. No início do próximo ano, começam as gravações de mais um trabalho discográfico. E quem sabe se haverá desenhos do cantor a acompanhar.

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