OPINIÃO

Alimentação: o que faz bem e o que faz mal

Como se faz a gestão da glicemia? Com a alimentação. Como se faz a gestão do colesterol? Com a alimentação. Como podemos controlar a tensão arterial? Com a alimentação. A nutricionista Magda Roma escreveu um livro sobre vantagens e desvantagens do que metemos à boca. Há coisas que convém saber.

O que entra no nosso estômago é muito importante para a saúde. O que devemos ou não ingerir? Quais os benefícios e desvantagens dos alimentos que consumimos? As carnes brancas são realmente as mais saudáveis? Devemos ou não beber leite? E comer quantos ovos?

Magda Roma, nutricionista, pós-graduada em Saúde e Envelhecimento, licenciada em Ciências da Nutrição, escreveu mais um livro sobre alimentação. O que Faz Bem e o que Faz Mal, editado pela Esfera dos Livros, passa a pente fino vários alimentos, da carne ao peixe e, segundo a autora, todas as opiniões constantes nesta obra apoiam-se em quatro pilares: entidades idóneas nacionais e internacionais, estudos científicos, experiência pessoal, conhecimento das ciências. E, no final do livro, estão 55 receitas.

Antes de escrutinar vários alimentos, Magda Roma fala dos regimes alimentares, suas características, vantagens e desvantagens. Começa com a dieta mediterrânica que incide no aumento do consumo de produtos vegetais, frescos, pouco processados, menos produtos lácteos, consumo frequente de peixe e pouco de carnes vermelhas, muita água, e aconselha refeições em família e com amigos.

«Os nossos comportamentos alimentares estão longe da dieta mediterrânica. Se a respeitássemos, teríamos menores prevalências de doenças degenerativas, cardiovasculares e cancro.»

Azeite, frutas e legumes, frutos secos, peixe e cereais integrais são alimentos a privilegiar. Esta dieta rica em vitaminas e minerais ajuda a prevenir o risco de doenças crónicas não transmissíveis como o cancro e a diabetes, além de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas.

Nas desvantagens está o consumo de vinho que pode ser um problema. «Os nossos comportamentos alimentares estão muito longe da dieta mediterrânica tal como ela é descrita. Tenho a certeza de que, se a respeitássemos, teríamos menores prevalências de doenças degenerativas, cardiovasculares e cancro», diz a autora.

E quanto à dieta vegetariana? «O vegetarianismo tem várias vantagens ao nível de saúde; no entanto, e necessário educar a comunidade e explicar que ser vegetariano requer equilíbrio (como qualquer outro regime alimentar) e haverá necessidade de reduzir produtos processados e de ter atenção às quantidades e às qualidades nutricionais».

«A eliminação da proteína de origem animal de produtos processados e carnes vermelhas é essencial para a prevenção e tratamento do cancro».

«O vegetarianismo está associado a desnutrições e alguns estudos referem isso, mas conheço vários vegetarianos que praticam este regime há dez, vinte, trinta anos e são saudáveis, enérgicos e, felizmente, não tem qualquer problema de saúde», sublinha.

Magda Roma aborda também a macrobiótica que aconselha a eliminar ou reduzir carne, ovos, produtos lácteos, todos os alimentos com corantes ou conservantes. «A eliminação da proteína de origem animal proveniente de produtos processados e carnes vermelhas é um ponto positivo para a prevenção e tratamento do cancro».

E o que pensa a nutricionista da dieta paleo, que inclui carne magra, peixe, marisco, frutos, legumes, raízes, ovos e nozes e exclui sal, gorduras refinadas, e açúcar? «Para mim, e peço desculpa a quem segue e crê neste regime alimentar, esta dieta baseia-se na ideologia de um homem que acreditava numa hipótese remota sem provas escritas, pois os nossos antepassados não tinham como deixar registo do que faziam. As pinturas das cavernas podem evidenciar hábitos pontuais e eventualmente circunstanciais».

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