OPINIÃO

Os livros resistem

Um balão de oxigénio para o mercado editorial português.

A partir de quinta-feira, e até 14 de junho, o Parque Eduardo VII recebe a 85.ª Feira do Livro de Lisboa.

Depois de no ano passado ter batido o recorde de visitantes (531 mil), as expetativas são altas para a edição de 2015 da Feira do Livro de Lisboa. Entre 28 de maio e 14 de junho, a maior montra de comércio livreiro do país regressa ao Parque Eduardo VII. Durante 18 dias, há na capital portuguesa uma outra cidade, toda dedicada aos livros. Os grandes grupos editoriais apresentam-se em condomínios quase fechados, os pequenos habitam o espaço entre eles, há conferências, apresentações, sessões de autógrafos, neste ano até há acampamentos literários na Estufa Fria para o público mais jovem. A feira é uma festa.

Para um mercado que tem sofrido perdas constantes nos últimos anos, é também uma oportunidade para dar a volta ao texto. Um estudo da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros estimava que o pico de vendas de livros em Portugal aconteceu em 2008, com 404 milhões de euros em vendas. Os últimos números são de 2013 e apontam para 310 milhões. Crise económica, ebooks, Kindle, downloads ilegais, são fatores importantes para explicar a queda do mercado. Mas, nesta semana, os livros resistem, heroicamente, contra a tempestade.

Ricardo J. Rodrigues