OPINIÃO

Como é que vai cortar o cabelo hoje?

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O passado está na moda. Os carismáticos cortes de cabelo dos movimentos punk, vanguarda ou grunge foram recuperados e estão a seduzir mulheres de diferentes idades e estilos. Mas encontrar o corte certo e de fácil manutenção requer muitas vezes a ajuda de quem sabe.

A atual conjuntura obriga a esco­lhas pensadas e pouco dispendio­sas. Os gastos com o cabelo são os primeiros a sofrer cortes, por­que nem sempre há carteira que suporte a ida regular ao cabeleireiro, seja para pente­ar, pintar ou cortar. A boa notícia é que «o in­vestimento regular necessário para manter um cabelo bonito, hidratado, brilhante, bem cortado e pintado pode ser minimizado ou contornado com opções bem tomadas que passam pela manutenção em casa», garan­te o cabeleireiro Patrick Depaus à Notícias Magazine. Mas atenção que a moda do low-cost, se não for bem ponderada, pode acabar por custar mais do que o previsto. Razão pa­ra ouvir o conselho deste prestigiado cabe­leireiro: «Os cortes menos técnicos, menos trabalhados, menos estruturados, acabam por durar mais tempo e são facilmente man­tidos em casa, quer através da secagem na­tural quer recorrendo a utensílios próprios para o efeito, como o secador ou a placa ali­sadora.» As tendências ditam que os cabelos de corte neo punk, new wave, neovanguarda e neoclássico, inspirados nas décadas de 1950, 1980 e 1990, são agora a palavra de ordem. A mistura destas influências revivalistas po­de ser o segredo do sucesso de um corte de cabelo. «Irreverência, ousadia e imaginação estão na base das propostas para este verão e inverno do próximo ano», revela Patrick. Uma imagem cuidada não depende só de um corte de cabelo. Cada pessoa tem um estilo que resulta da conjugação entre roupa, aces­sórios, maquilhagem e cabelo. «Se alguma destas componentes falhar, as outras aca­bam por não resultar.»

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CABELOS CURTOS
O mullet, corte de cabelo mais curto à frente e mais comprido atrás; o bob, corte estrutu­rado que pode ir do muito curto ao médio; o garçonne, corte à rapaz; ou o punk, rapado ou muito curto em redor da cabeça ficando uma parte mais comprida que deve ser pu­xada para cima são sugestões que estão a fazer furor junto de mulheres de todas as idades. «O corte curto é perfeito para mulhe­res dinâmicas com pouco tempo», diz Patrick Depaus. Com esta opção, o fator cor também é mais fácil de manter. «Pode ser feito primei­ro por um profissional e depois em casa.»

CABELOS LONGOS
Continua a ser o preferido das mulheres por­tuguesas, mas nem sempre é o mais apro­priado para as maiores de cinquenta, uma vez que obriga a um cuidado extra para man­ter o brilho e a beleza natural. «O longo exige uma atenção redobrada e o uso de produtos direcionados à deterioração da fibra capilar, que com os anos vai perdendo elasticidade e luminosidade.» Criar alternativas ao cabelo solto passa por aprender a fazer um bonito rabo-de-cavalo, «banana» ou apanhados desestruturados, para os quais pode contar com a ajuda de produtos como a laca, o gel ou um fixador suave.

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CABELOS MÉDIOS
Uma vez mais o bob médio simples ou es­cadeado; o corte a direito com ou sem fran­ja; ou o ondulado são perfeitos para criar alguma volumetria e simetria, podendo não exigir grande manutenção diária ou sema­nal. «As opções têm de ter em consideração o formato do rosto e a imagem que cada mulher gosta de ter.» Os cortes médios podem ser feitos com risco ao meio ou ao lado, assentando na perfeição os aponta­mentos de cor ou os tons flash, à semelhan­ça do que acontece no corte curto. «Na versão média, a base da nuca voltou a ser mais curta sem estar rapada», explica o cabeleireiro.

CORES
«Algumas cores, sobretudo as tipo gloss ou sem amoníaco, podem ser aplicadas em casa. Mas convém ter cuidado na escolha (algumas não correspondem à embalagem). «Em caso de dúvida, fale com o seu cabeleireiro para aconselhamento mais profissional», previne Patrick, que também aconselha a evitar su­gestões mais complicadas, como madeixas, porque podem correr mal. O loiro platinado, o dourado mesclado e os tons uniformes como o castanho-chocolate ou o ruivo exigem sempre manutenção, porque a tinta, com ou sem amoníaco, acaba por desgastar o cabelo e o couro cabeludo. A escolha da cor deve ter em linha de conta a tonalidade da pele, o uso ou não de maquilhagem e a capacidade de cuidados redobrados.

Catarina Vasques Rito