OPINIÃO

Milagre japonês para eliminar o stress em 5 minutos

O jin shin jyutsu é uma arte milenar que os japoneses utilizam desde sempre para recarregar baterias e tem vindo a ganhar destaque também no ocidente. Se todos somos energia, por que razão não havemos de aprender a acalmá-la?

Texto NM | Fotos da Shutterstock

Sente-se zangado? Angustiado? Nervoso? Triste, deprimido, com a autoestima em baixo? A temer algum embate específico na sua vida? E se lhe dissermos que a solução está – literalmente – nas suas mãos e só requer cinco minutos para pôr em prática? Melhor ainda:pode usá-la naquela reunião difícil que lhe anda a tirar o sono sem que ninguém perceba como ficou de repente com tão bom ar.

Parece bom de mais para ser verdade, não é? O que é facto é que o jin shin jyutsu é conhecido no Japão há milénios e são muitos os estudos que lhe reconhecem eficácia a equilibrar a energia do corpo, proporcionando alívio instantâneo do stress.

A ideia é que cada um dos dedos da mão corresponde a um estado emocional específico, pelo que pressioná-los atuaria ao nível dos respetivos sentimentos.

Uma pesquisa conduzida no Markey Cancer Center (instituto oncológico associado à Universidade do Kentucky, nos EUA) concluiu ainda que os pacientes a quem esta terapia foi aplicada responderam com uma diminuição do stress, das náuseas e do sentimento de angústia associados à doença. Outra investigação realizada com enfermeiras apurou que aquelas que aplicaram o jin shin jyutsu a si mesmas diariamente, durante um mês, desenvolveram índices significativos de gratidão, calma e motivação, enquanto perdiam os anteriores sintomas de depressão, ressentimento e stress.

A ideia é que cada um dos dedos da mão corresponde a um estado emocional específico, pelo que pressioná-lo por um ou dois minutos, envolvendo-o bem com os dedos da outra mão, atuaria ao nível dos respetivos sentimentos de medo, preocupação, tristeza, raiva ou fraca autoconfiança, harmonizando o corpo e a mente.

Transmitido ao longo de gerações antes de começar a cair no esquecimento, o jin shin jyutsu foi recuperado no século xx por Jiro Murai (1886-1961), um mestre japonês que garantiu que esta prática chegaria também ao ocidente ao ensiná-la à aluna Mary Burmeister, que por sua vez a divulgou por cá na década de 60.

Quanto ao próprio Jiro, mergulhou de cabeça neste conhecimento milenar quando aos 26 anos lhe foi diagnosticada uma doença incurável. Sentenciado, sem nada a perder, lembrou-se dos sábios a meditar em silêncio mantendo os dedos das mãos em posições específicas (mudras). Durante sete dias copiou-lhes a postura, ao mesmo tempo que meditava e jejuava. Curou-se ao fim desse tempo, prometendo a si mesmo que levaria o jin shin jyutsu tão longe quanto possível para ajudar outros. Como nós, que agora precisamos tanto dele.

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