Exercícios para quem não gosta de confusão

Detesta correr, não pode fazer desportos de impacto e, nem que lhe pagassem, ia para aulas de grupo com música alta, um instrutor aos gritos e uma série de gente aos pulos num ginásio? Talvez a solução passe por outro tipo de exercícios.

Texto Sofia Teixeira | Fotografias de Shutterstock

6. YOGA

Associado a práticas meditativas e à filosofia hindu, é conhecido pelo seu lado mais mental e espiritual, mas é uma disciplina que pode ser muito exigente do ponto de vista físico, implicando técnicas de alinhamento corporal, sequenciação de posturas, respiração e contração e alongamento e fortalecimento muscular.

Numa aula de sessenta minutos é possível queimar 200 a 600 calorias, dependendo do tipo de exercícios e do nível do praticante. É uma disciplina que pode ser praticada desde cedo, já que nos últimos anos, no Ocidente, nasceram versões adaptadas a bebés e crianças.

5. TAI-CHI CHUAN

É definido como arte marcial porque é essa a sua origem, mas, tal como é praticado hoje, consiste num conjunto de movimentos sequenciais, de defesa e ataque, como uma coreografia, executados a um ritmo lento. Estimula a circulação sanguínea, aumenta a resistência física, fortifica as articulações, promove a flexibilidade e descontrai as tensões musculares, além de promover o autoconhecimento.

Outro benefício é a melhoria da memória: cada sequência pode ter centenas de movimentos, o que significa que a execução implica a sua memorização, pela ordem correta.

4. PILATES

O método Pilates (deve o nome ao alemão que o desenvolveu na década de 1920) é um ciclo contínuo de movimentos lentos e precisos, que leva o praticante a focar-se no corpo, na respiração e no momento. Trabalha todos os músculos, mas dá especial atenção ao grupo muscular que integra abdominais e lombares, que suportam o tronco.

Contraria posturas sedentárias e pouco amigas dos músculos e baseia-se na perceção e domínio do corpo, na aplicação de força, na noção de equilíbrio e na gravidade. E emagrece: entre 160 e 300 calorias por cada uma hora, dependendo da exigência dos exercícios.

3. GINÁSTICA ABDOMINAL HIPOPRESSIVA

Trabalha a musculatura pélvica e a zona abdominal e ganhou fama nas recuperações pós-parto, no âmbito da fisioterapia obstétrica, apesar de os seus benefícios não se limitarem a essa fase. Fortalece a musculatura do pavimento pélvico que, com a
idade e no pós-parto, pode ficar debilitada e levar a perdas involuntárias de urina, prolapso do útero ou bexiga e dificuldades na sexualidade.

Também é usada para tonificar os músculos da zona da barriga e perder cintura – e, ao contrário dos exercícios abdominais tradicionais, não envolve um esforço da coluna.

2. HIDROGINÁSTICA

Água, movimento orientado e música podem ser a receita certa para perder peso, melhorar a flexibilidade e combater dores. A hidroginástica é uma das atividades ideais para quem tem problemas cervicais ou lombares (como hérnias discais). O ambiente aquático permite movimentos suaves, controlados e amortecidos, com um nível de impacto mínimo, já que há uma redução da ação da gravidade dentro de água.

Ao mesmo tempo, a água à temperatura adequada promove a elasticidade dos músculos e o relaxamento, o que aumenta a amplitude de movimentos. Embora seja tradicionalmente associada a seniores, é hoje em dia cada vez mais praticada por jovens, não só porque os problemas de coluna começam cada vez mais cedo mas também porque é um treino suave que permite perder até 400 calorias por aula.

1. TREINO EM SUSPENSÃO (TRX)

O treino em suspensão, TRX, que usa o peso do próprio corpo, dá nome à modalidade e ao aparelho: uma ancoragem com duas faixas, que se fixa ao teto ou numa árvore, usado para uma grande variedade de exercícios. Foi concebido por um fuzileiro norte-americano como forma de ultrapassar as limitações de espaço nos navios.

Nas versões mais exigentes pode queimar 700 calorias por hora, mas também está indicado como treino de reabilitação, para recuperar de lesões e melhoria postural. Explora os movimentos do dia-a-dia, pelo que essa aproximação à nossa realidade melhora a postura quando não se está a praticar.

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