OPINIÃO

Escritor do dia: Manuel Jorge Marmelo

Nesta sexta-feira, o escritor do dia é Manuel Jorge Marmelo, um jornalista que começou a escrever e nunca mais parou. Há cerca de vinte anos que publica, em média, um livro por ano. Manuel responde ao Questionário Proust e confessa que «Voar como o Jardel sobre os centrais» é o talento que, um dia, gostaria de ter.

O que é que está a ler?
As perguntas deste questionário.

O que é que está a escrever?
As respetivas respostas.

Quem é o seu escritor preferido?
Gabriel García Márquez.

Quem é o seu herói da ficção?
D. Quixote.

Qual é o seu palavrão preferido?
Sou do Porto. Gosto de todos. E uso-os.

Que palavra nunca usa?
Anticonstitucionalissimamente.

Quem é a pessoa que mais admira?
A minha mãe.

Que talento gostaria de ter?
Voar como o Jardel sobre os centrais.

Qual é o seu maior feito?
Ter sobrevivido a Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Maria Luís Albuquerque, Miguel Relvas e Cavaco Silva.

Se pudesse escolher, em que país teria nascido?
Normalmente responderia o Brasil. Mas o Brasil, pensando bem, é um sítio muitíssimo mal frequentado.

Qual é a sua ideia de felicidade?
Uma cabana do sopé da montanha, uma cigarrilha, um livro, a sombra das árvores, o pio dos pássaros, o marulhar de um regato. Tempo.

Qual é o seu maior medo?
Ficar parecido com «a maioria».

Qual é o seu lugar preferido do mundo?
A Fonte da Vila de Castelo de Vide.

Que qualidade mais aprecia numa pessoa?
Pulcritude.

Se pudesse reencarnar, gostaria de voltar em que pele?
Astracã.

Que livro ofereceria a Marcelo Rebelo de Sousa (para ele ler mesmo)?
Bartleby, o Escrivão.

Se desse de caras com Donald Trump, o que faria?
Normalmente mudo de canal. Neste caso mudava de passeio.

Com quem é que gostaria de tirar uma selfie?
Não sou de selfies. Prefiro auto-retratos.

Qual é o seu lema de vida?
Aquele que aprendi com o Manuel António Pina: não fazer nada que envergonhe aquele que eu era com 16 anos.

Qual o final mais marcante que já leu?
«O Sr. José Fortunato viu e voltou as costas ao que vira. Desceu as escadas, despercebido de todos, sacudiu na soleira da porta o pó dos sapatos, e, resmoneando palavras ininteligíveis, saiu para não voltar».