OPINIÃO

Escritor do dia: Gonçalo Cadilhe

Gonçalo Cadilhe, que escreve sobre viagens há mais de 20 anos, é o autor deste domingo. Este Questionário de Proust foi respondido nos Alpes.

O que é que está a ler?
Francesco d’Assisi, La Storia Negata, de Chiara Mercure. Uma biografia incómoda do santo.

O que é que está a escrever?
Segredo profissional, lamento.

Quem é o seu escritor preferido?
Uns dez ou mais, talvez a começar por Italo Calvino.

Quem é o seu herói da ficção?
Dylan Dog, investigador privado de pesadelos. É uma banda desenhada mensal italiana.

Qual é o seu palavrão preferido?
Agora que tenho un filho de cinco anos que absorve tudo, fico-me por um: «Óquecaraças!»

Que palavra nunca usa?
Todas as que passam para lá de «Óquecaraças».

Quem é a pessoa que mais admira?
A minha mulher, pela coragem na escolha de um marido que está tanto tempo em viagem!

Que talento gostaria de ter?
Desenhar.

Qual é o seu maior feito?
Ter feito as opções certas no momento certo da minha vida.

Se pudesse escolher, em que país teria nascido?
Neste.

Qual é a sua ideia de felicidade?
Ter nascido neste país no final dos anos 60 e levar a vida que tenho levado desde então.

Qual é o seu maior medo?
A classe política portuguesa.

Qual é o seu lugar preferido do mundo?
O regresso a casa.

Que qualidade mais aprecia numa pessoa?
A capacidade de relativizar.

Se pudesse reencarnar, gostaria de voltar em que pele?
A minha pele, quando tinha 18 anos.

Que livro ofereceria a Marcelo Rebelo de Sousa (para ele ler mesmo)?
Não o distraía com mais livros e deixava-o trabalhar duro neste momento tão difícil e preocupante que atravessamos.

Se desse de caras com Donald Trump, o que faria?
Afastava-me para o deixar passar, e não levar uma traulitada dos seus 1.98 metros e 110 quilos.

Com quem é que gostaria de tirar uma selfie?
Nunca com o Donald Trump, 1,98 metros e 110 quilos.

Qual é o seu lema de vida?
O que a gente leva desta vida é a vida que a gente leva

Qual o final mais marcante que já leu?
Mortalidade, de Cristopher Hitchens.