OPINIÃO

1948: E tudo o metro de Lisboa mudou

Primeiro, a Sociedade Metropolitana de Lisboa idealizou um transporte que levasse muita gente por baixo de terra, em 1948. Depois vieram as sondagens do terreno, logo nesse ano. Em 1959, o metro já rolava sob os pés dos lisboetas.

Texto de Ana Pago | Fotografia de Arquivo DN

Quem anda de metro todos os dias sabe como as coisas funcionam: carruagens apinhadas de gente e constantemente a avariar. A frustração pelo tempo de espera (quando não há perturbações numa linha, há noutra).

Um aumento de cinco euros no passe em fevereiro de 2012 – na altura justificado com a integração de metro, Carris e CP –, forçando milhares de utentes a pagarem transportes de que nunca se serviram. Ainda assim, é ponto assente: o Metropolitano de Lisboa foi um vendaval de renovação na vida da cidade desde a sua inauguração, a 29 de dezembro de 1959.

A construção arrancou a 7 de agosto de 1955. Em 1963, já se explorava a estação do Rossio e fazia-se por ampliá-la até Alvalade (boa parte da atual Linha Verde) em 1972.

O facto de só ter dois troços – um deles entre o Jardim Zoológico (então Sete Rios) e o Marquês de Pombal (a antiga Rotunda), o outro do Marquês até Entrecampos – apenas deixava antever o potencial da rede que viria a ser construída aos poucos.

«Os trabalhos de sondagem que estão a ser efetuados no Rossio servirão de base para o estudo das futuras obras do Metropolitano de Lisboa», noticiava em manchete o DN de 16 de setembro de 1948, entusiasmado com o progresso. «As sondagens deverão atingir cerca de 20 metros e, logo que os estudos estejam concluídos naquele local, será montada nova sonda no largo do Martim Moniz.»

A construção arrancou a 7 de agosto de 1955. Em 1963, já se explorava a estação do Rossio e fazia-se por ampliá-la até Alvalade (boa parte da atual Linha Verde) em 1972. Em 1988, a expansão resultou nos troços de Entrecampos à Cidade Universitária (Linha Amarela) e de Sete Rios ao Colégio Militar/Luz (Linha Azul). Dez anos mais tarde, a Linha Vermelha fazia-nos apanhar o comboio para a Expo’98. O futuro não para, nunca. Inclusive debaixo de terra.

PRAÇA DE D. PEDRO IV
A sonda de percussão encontrou «terreno macio», com uma grande camada de argila e sem lençóis de água problemáticos, ao contrário do esperado.

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