Sabia que o amor é um remédio?

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O amor faz bem à saúde, não só psicológica como física.

Um amor correspondido e feliz faz bem à cabeça. Mas não só. O corpo também reage à paixão, ao enamoramento e ao vínculo. E confirma-se aquilo que todos sabemos intuitivamente: amar é bom para a saúde.

Namore. Ame. Apaixone-se. Tenha sexo.» Não fossem estes apelos uma potencial forma de intromissão na vida privada alheia e podiam bem fazer parte da checklist de conselhos de rotina de qualquer médico, assim como fazem as recomendações relacionadas com a alimentação saudável e com o exercício físico. Porque a verdade é que amar e ser amado pode fazer pela nossa saúde tanto ou mais do que uma boa dieta. Não é por acaso que existe a expressão «houve uma química entre nós». Por muito pouco romântico que soe, a verdade é que aquilo que sentimos quando nos apaixonamos e amamos, a sensação de bem-estar que nos invade, tem origem no enorme cocktail de substâncias químicas que o corpo produz a mais ou a menos: oxitocina, vasopressina, serotonina, adrenalina, noradrenalina, dopamina, endorfinas. E estes químicos todos, como já se calcula, não servem apenas para nos deixar a sorrir e com borboletas no estômago, eles mexem com todo o nosso corpo, alteram muitos parâmetros fisiológicos e mudam o nosso estado de saúde. E na fase que se segue à paixão, o amor, embora os sintomas não sejam tão expressivos os resultados não são menos poderosos.

Chega para lá, cortisol
As pessoas com companheiros, mesmo quando sujeitas a experiências traumáticas ou stressantes, produzem níveis mais baixos de cortisol. E menos cortisol quer dizer menos medo, menos stress, menos ansiedade e menos tudo aquilo de mau a que estão associados os níveis altos: depressão, obesidade, diabetes, retenção hídrica, diminuição das capacidades cognitivas e de memória e menos problemas de pele como o acne.

Vida longa aos casados
Ser ou não casado (ou ter um companheiro) parece ter um impacte direto na taxa de mortalidade. A conclusão é de um estudo de 2013, da Universidade Duke, nos EUA, após a análise da relação entre esta taxa e o estado civil de cerca de cinco mil americanos. Os adultos de meia-idade sem companheiro têm mais do dobro de probabilidade de morrer precocemente do que aqueles que vivem com alguém. A conclusão dos autores defende que é o apoio emocional que a relação conjugal proporciona que causa este impacte. Este estudo não é caso isolado nem no objeto de estudo nem nas conclusões a que chega: na Europa, a Universidade Cardiff, no País de Gales, fez uma investigação que envolveu um milhão de indivíduos de sete países europeus e chegou a conclusões semelhantes.

Menos doenças e melhoras rápidas
Diabetes, doenças cardíacas, Alzheimer e doenças pulmonares têm taxas mais baixas entre os casados do que entre os solteiros. Mas não é só: ao reduzir o stress e a ansiedade, o impulso que daí resulta para o sistema imunitário faz que quem tem um companheiro fique menos doente, mesmo quando exposto a vírus como aqueles que provocam a gripe e as constipações. Além disso, no caso de doença, tendencialmente as recuperações são mais rápidas (duas vezes mais rápidas, para ser preciso) quando as interações entre o casal são positivas.

O poder do toque
Não é à toa que nos sentimos melhores depois de um abraço. Por um lado, há produção extra de oxitocina – também chamada «hormona do amor» e que tem como principal impacte o estreitamento da relação e o aumento do vínculo entre duas pessoas –, por outro, percebeu-se recentemente que existem terminações nervosas na pele que são apenas estimuladas através do contacto físico e cujos estímulos viajam direitinhos até um dos grandes responsáveis pelas emoções no cérebro: o córtex insular, associado à empatia e à felicidade. O toque prolongado, nomeadamente a massagem, parece aumentar também o número de células NK (do inglês natural killers), responsáveis pelo combate às infeções virais e às células cancerígenas. A conclusão é de um estudo de 2005, com mulheres com cancro da mama, no qual se percebeu que aquelas que faziam terapias com massagens tinham os números de células NK e de linfócitos (células de defesa do organismo) mais elevadas.

Mais sexo é mais saúde
Quem tem uma relação tem maior probabilidade de ter mais sexo – ou, pelo menos, de tê-lo de forma mais regular – e o sexo é uma mina de ouro para a saúde: queima calorias (cerca de oitenta por cada meia hora), melhora a imunidade (aumenta a produção de imunoglobulina A), melhora a pressão arterial (reduzindo a pressão arterial máxima, a diastólica), alivia a dor (através da produção de endorfinas, libertadas com o prazer). Além disso, induz o sono, regula o ciclo menstrual e é protetor da próstata.

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