OPINIÃO

Rouba bandeira olímpica e só confessa tudo aos 101 anos

Harry Prieste confessou que a bandeira original dos Jogos Olímpicos estava em sua casa e devolveu-a ao Comité Olímpico 80 anos depois do roubo.

Todos conhecemos a bandeira dos Jogos Olímpicos, com os cinco anéis em azul, preto, vermelho e verde num fundo branco. Mas poucos sabem que a bandeira original, desenhada em 1914 por Pierre de Coubertin, o pai dos Jogos Olímpicos modernos, esteve desaparecida durante 80 anos.

A bandeira foi hasteada pela primeira vez em 1920, durante os Jogos Olímpicos em Antuérpia, e desapareceu na noite da cerimónia de encerramento. Foi roubada por Harry Prieste, um atleta medalhado que contou tudo a uma jornalista várias décadas depois.

Harry Prieste tinha 21 anos, pertencia à comitiva norte-americana e era especialista em saltos de trampolim. Na noite da cerimónia de encerramento foi desafiado por um colega, Duke Kahanamoku. «Ele desafiou-me: ‘Não serás capaz de roubá-la’. Na escuridão da noite [de encerramento dos Jogos Olímpicos] no estádio, subi ao mastro de cinco metros e tirei a bandeira. Ouvimos assobios de um grupo de polícias que corria na nossa direção. Mas eles não eram atletas olímpicos. Nós sim», confessou o atleta durante a 111.ª Sessão Internacional do Comité Olímpico, em Sydney, em conversa com uma jornalista, recorda o site ABC.

A bandeira acabou por ser devolvida e agora está no Museu Olímpico de Lausanne, na Suíça. Harry Prieste viveu mais quatro anos depois de ter confessado o roubo.

Cátia Carmo
Fotografia Reuters