OPINIÃO

Os perigos do verão

Que perigos esconde o verão? E como enfrentá-los?

O sol implica cuidados reforçados com a hidratação e proteção solar, mas há que ter atenção a outros fatores que podem pôr a saúde em risco durante este período do ano.

Quebras de tensão
Chama-se hipotensão e trata-se de uma diminuição da pressão arterial que tem como sintomas a sensação de desmaio, tonturas, palidez, náuseas e suores frios. Não pode fazer muito para as evitar além de se manter bem alimentado e hidratado, mas no caso de as sentir deve sentar-se de cabeça entre as pernas ou deitar de pernas elevadas. É importante não insistir em ficar de pé, sendo uma situação quase sempre benigna, pode trazer problemas mais graves se acaba por cair de forma descontrolada. Pode ainda comer ou beber alguma coisa doce ou salgada, tentar manter a respiração controlada e pedir ajuda, caso esteja sozinho.


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Picadas de insetos
Na rua, o ideal é ter a maior superfície corporal coberta, usando calças e camisolas de mangas compridas, e, caso necessário, com um reforço de repelente nas áreas descobertas. Para proteger a casa, além de manter janelas e portas fechadas – sobretudo com luzes acesas – pode colocar dispensadores de inseticida elétricos nas tomadas. Também pode dormir com uma rede mosquiteira sobre a cama – vendem-se nas grandes superfícies por pouco mais de dez euros. Pior que melgas e mosquitos são os himenópteros, ou seja, vespas e abelhas. As picadas resultam quase sempre em lesões maiores e mais incomodativas. E o risco de alergia está estimado em cerca de vinte por centro em relação à população europeia, com reações sistémicas e localizadas, mas exuberantes. Para evitar a picada deve evitar sítios perto de águas paradas. Se tiver uma abelha perto, não faça movimentos bruscos para a afastar. Em vez disso, fique imóvel. No caso de picada, primeira coisa a fazer é retirar o ferrão que fica na pele (bastando para isso passar com uma unha e evitando apertar) e depois lavar a zona com água e sabão e aplicar gelo para evitar o inchaço. Se o edema for muito grande ou incomodativo, passe num centro de saúde para lhe ser receitado um anti-histamínico. O choque anafiláctico é raro, para pode acontecer, sensação de falta de ar ou dificuldade em engolir após picada são uma emergência médica.

Intoxicações alimentares
Vómitos, diarreia, náuseas, dor de cabeça costumam vir antes da frase «comi alguma coisa estragada». É bem possível. As intoxicações alimentares – com sintomas mais ou menos graves – acontecem quando ingerimos alimentos que contém bactérias, parasitas ou vírus. O tempo quente ajuda estes organismos a multiplicarem-se mais depressa, pelo que o verão é a estação de excelência para este cenário. Carne, peixe, marisco e ovos são os produtos mais suscetíveis de se estragarem, por isso muito cuidado, sobretudo fora de casa. No restaurante evite tudo o que seja marisco, ovos e carne mal passada. Em casa, ponha as coisas a descongelar com tempo, para o poder fazer dentro do frigorífico e não à temperatura ambiente. No supermercado, garanta que os congelados não estão moles ou com uma película de gelo por fora (sinal de que descongelaram e voltaram a congelar) e transporte-os num saco térmico.