Uma questão de equilíbrio

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Em O Fator pH, Rita Boavida propõe um plano que promete mais saúde e equilíbrio.

Uma dieta para mudar de vida, sem radicalismos.

Cansaço, dores de cabeça, dores musculares, cabelo enfraquecido, pele seca, unhas quebradiças, dificuldade em perder peso… Se os sintomas lhe são familiares, talvez seja hora de verificar o seu pH.

«Para que o organismo funcione corretamente é necessário haver um delicado equilíbrio químico entre os ácidos e as bases que circulam no nosso corpo, mantendo o pH do sangue rigorosamente nos valores de pH entre 7,35 e 7,45, ou seja, ligeiramente alcalino. Infelizmente, uma alimentação e hábitos de vida pouco saudáveis acidificam o nosso organismo. Este excesso de ácidos vai provocar um desequilíbrio e os nossos órgãos e tecidos internos vão estar sujeitos a um esforço extra para manter o pH do sangue nos valores estáveis.

O corpo vai assim enfraquecer, inflamar, intoxicar e envelhecer, tornando-se mais vulnerável a muitas doenças como o cancro, a diabetes, litíase renal (pedras nos rins), gota, hipertensão arterial, problemas gastrointestinais e doenças autoimunes, entre outras», explica a nutricionista Rita Boavida.

A boa notícia é que restabelecer este equilíbrio pode ser bem mais simples do que parece. Em O Fator pH, a nutricionista traçou uma dieta fácil, económica e que recorre a alimentos comuns. Proteínas, gorduras e até os impopulares hidratos de carbono fazem parte do menu, no qual não existem alimentos «proibidos». O importante é privilegiar alimentos alcalinizantes em detrimento dos acidificantes.

Na prática, explica, diminui a ingestão de alimentos acidificantes, como os de origem animal, os processados e/ou refinados (bolos, bolachas, comidas pré-feitas, farinhas, cereais, açúcar, sal), o álcool, o café e os refrigerantes, entre outros, e aumenta a ingestão de alimentos alcalinizantes, que são os de origem vegetal, como os legumes e vegetais, fruta, amiláceos (batatas, batata-doce, castanhas inhame, mandioca), raízes, algas, especiarias, ervas aromáticas e alguns frutos secos e sementes.

Mas em que proporções se fazem estas substituições? Tudo depende da fase do plano. Para quem precisa de equilibrar rapidamente o pH, os alimentos alcalinizantes ocupam 90 a 80 por cento da refeição. Já na fase de manutenção, pensada para quem já tem um pH equilibrado, estes alimentos passam a ocupar 70 a 60 por cento do prato.

Obrigatório, também, é manter o organismo bem hidratado, com água em quantidade e qualidade suficientes: «a hidratação tem um papel fundamental no bom funcionamento do organismo e quem segue uma dieta alcalina deve escolher águas com pH acima de 7 ou água da torneira filtrada. Uma dica que recomendo a todas as pessoas é beber um copo de água alcalina com um pouco de sumo de limão misturado, de manhã ao acordar e ainda em jejum», diz Rita.

Para quem ainda não está familiarizado com a dieta, o livro é um excelente ponto de partida, com listas completas de alimentos que os classificam como alcalinizantes ou acidificantes, sugestões de refeições e muitas receitas alcalinas, organizadas pelas diferentes refeições e fases.

Fatores como o tabaco, o álcool, o stress, os distúrbios do sono e os medicamentos contribuem também para a acidificação do organismo e, por isso, se não lhe estiver associado um estilo de vida mais saudável, pode ser difícil mantê-lo equilibrado. A mudança, diz Rita, compensa.