Escritores sempre em viagem

Escriotres em viagem

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Escrever é apenas parte do trabalho dos autores, que passam muito do seu tempo em apresentações e feiras literárias no mundo inteiro.

Na Feira do Livro de Lisboa, a decorrer, muitos escritores cruzar-se-ão no Parque Eduardo VII. Alguns chegaram há pouco de outros países, outros seguem dali para novas paragens. É assim a vida de muitos autores: em viagem. As suas carreiras internacionais passam por andar pelo mundo em apresentações, a dar palestras em universidades onde as suas obras são estudadas, a receber prémios e a participar em feiras e festivais. Nos intervalos, ainda conseguem escrever.

Estava a mais de 7500 quilómetros de casa quando, numa escola secundária, se deparou com um aluno de 8 anos igual a ele próprio: cabelo rapado, barba (postiça) e argola prateada na orelha esquerda. Debaixo do braço, o estudante de Medellín, na Colômbia, tinha o livro Contradição Humana. O autor, o português Afonso Cruz, estava ali para falar sobre a sua obra, e não podia ter tido melhor receção. «Ainda fomos os dois entrevistados para uma rádio local», diz o escritor. «Parecia o meu clone», lembra. «Tinham estado a estudar o meu livro nas aulas.» Na palestra que deu, ao ar livre, estavam 500 estudantes.

Foi em setembro do ano passado, a terceira vez que Afonso Cruz viajou à Colômbia, onde estão traduzidos cinco dos seus livros e as vendas são consideráveis. Os Livros Que Devoram o Meu Pai faz parte do plano de leitura nacional e o governo colombiano comprou 1500 exemplares de O Pintor Debaixo do Lava-Loiças para as escolas e as bibliotecas do país. Afonso já participou na Festa do Livro e da Cultura de Medellín, onde foi um dos convidados e, em Bogotá, durante um festival literário, encontrou-se com outro escritor português, Valter Hugo Mãe. A sala do Centro Cultural Gabriel García Marquez encheu-se rapidamente em setembro de 2015 para a entrevista aos dois, conduzida por Jerónimo Pizarro, professor da Universidade dos Andes e titular da Cátedra de Estudos Portugueses do Instituto Camões, na Colômbia.

Passar semanas e até meses em viagem, por várias zonas do mundo, tornou-se o dia-a-dia de muitos escritores portugueses.

Andam por Europa, América, África e Ásia. Apresentam edições ou promovem traduções de livros, dão entrevistas e palestras em universidades onde as suas obras estão a ser estudadas, recebem prémios e participam em feiras, festivais e outros acontecimentos literários. Muitos são pagos. Uma ida a uma palestra no estrangeiro pode valer entre cem e mil euros (além das viagens pagas, claro), consoante o autor e o local. Mas a média situa-se entre trezentos e quinhentos euros. Pelo meio, os autores deslocam-se a vários eventos de norte a sul de Portugal.

Afonso Cruz, 44 anos, é um dos mais requisitados: além da Colômbia, esteve, no ano passado, em países como Polónia, República Checa, Alemanha, Brasil, Croácia, Hungria, Porto Rico, Guiné-Bissau, Indonésia e Espanha. Neste ano já foi à Feira do Livro de Taiwan, ao Festival de Autores magrebinos na Tunísia e à Feira de Ilustração de Bolonha, em Itália (onde esteve em destaque o seu livro Capital, que venceu o Prémio Nacional de Ilustração em 2014). E ainda se deslocou a várias universidades espanholas para falar das suas histórias. Nesta última semana, Afonso Cruz esteve num festival de contos na Croácia. «Ando sempre de um lado para o outro, mas trabalho em viagem. Escrevo no meu iPad», conta o também ilustrador, músico e cineasta, que vê nestes eventos literários modernos uma forma de «substituir as tertúlias» entre escritores.

No final de janeiro, com os escritores Gonçalo M. Tavares, Nuno Júdice e Filipa Leal, Afonso foi novamente à Colômbia, onde os livros portugueses estão a ter um boom de vendas, para o Hay Festival, em Cartagena das Índias. Na altura, Filipa ficou impressionada com a curiosidade do público e a adesão a eventos do género. Apesar de a entrada na feira ser paga, ao contrário do que acontece em Portugal, a afluência é tal que os ingressos esgotam. «Quando lá cheguei, até me tentaram vender um bilhete na candonga para uma sessão que eu ia fazer com o Nuno Júdice.» A primeira antologia poética em espanhol da autora está à venda na Colômbia. Chama-se Nos Dias Tristes não Se Fala de Aves e é coordenada por Jerónimo Pizarro e Pedro Rapoula, o português que é agora responsável pela Feira do Livro de Bogotá e que tem testemunhado o sucesso dos autores nacionais no país.

Quando Afonso Cruz, chegou, em janeiro deste ano, a Bogotá, um jornalista que o tinha entrevistado em 2013, na sua primeira visita à Colômbia, telefonou-lhe para lhe pedir um favor. Encontraram-se num café da cidade. «Contou-me que ele e a namorada se tinham aproximado por causa do meu livro O Pintor Debaixo do Lava-Loiças e perguntou-me se podia assinar-lhe um exemplar para oferecer à noiva», recorda.

Por aqueles dias, Gonçalo M. Tavares – que estava na Colômbia pela primeira vez e promovia o seu livro Enciclopédia – andava às voltas pela Calle 7 de Bogotá a ver «pessoas estranhas», como é costume nas viagens que faz. «Gosto de ir para as ruas e praças onde há gente diferente. Não gosto de cidades bonitinhas, gosto delas desarrumadas.» Gonçalo tem andado pelo mundo nos últimos anos. Os seus livros estão em 51 países, com 370 traduções em 36 línguas. E às vezes aproveita para se inspirar. Na mala, leva sempre um caderno A4 quadriculado, para anotar tudo o que vê. Os apontamentos que tirou numa viagem ao México, em 2007, por altura da tradução de algumas das suas obras, acabaram por resultar no livro Canções Mexicanas, lançado em 2011.

«A Cidade do México é surrealista», define o escritor. Gonçalo recorda o dia em que queria comprar um gelado de baunilha e entrou numa geladaria. «Num espaço com seis metros quadrados vendiam-se gelados e ao mesmo tempo, noutro canto, estavam duas mulheres idosas, ajoelhadas num altar. Está tudo misturado.» Neste ano já foi a Barcelona para apresentar a tradução de Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai e em abril foi a Cuba para o lançamento da edição local de O Senhor Brecht.

«Antes de viajar, estudo os locais», diz o escritor de 45 anos. Gonçalo garante ser esse o segredo para depois ter experiências únicas – como a que sucedeu em Itália, onde foi receber o Prémio Internacional de Trieste pelo seu livro I, em 2008. Antes de chegar descobriu que na Segunda Guerra Mundial tinha funcionado em Trieste um campo de concentração sob domínio do regime nazi, o único de Itália, e que poucas pessoas sabem disso. Foi conhecer o local. «É incrível.» Quando aquele campo de morte do Terceiro Reich estava a funcionar, a menos de um quilómetro de distância existia um campo de futebol onde jogavam na altura as melhores equipas italianas. Gonçalo não esquece o trajeto que fez a pé e que nos anos 1940 separava o local onde se festejavam golos do outro, onde existia um forno crematório. «Hoje, o futebol mudou de sítio e o campo de concentração tornou-se um monumento para se visitar.» Emotiva foi também a viagem a Buenos Aires, Argentina, em 2008, na primeira tradução do livro Jerusalém. Antes da palestra com um autor argentino ouviram-se os hinos dois dos países. «Foi uma sensação forte.»

Quando viaja para países como Colômbia, México ou Argentina, Gonçalo sente que o livro ainda é visto como uma coisa mítica e os escritores olhados com admiração. «Na Europa, o livro já é um produto», mas em França o autor tem recebido críticas muito boas: esteve lá no ano passado e deverá voltar a Paris neste ano, em setembro, para o Festival Conversas Fictícias. O mesmo evento que em 2015 contou com Valter Hugo Mãe e Lídia Jorge. «Tenho ido muitas vezes a França», diz a autora portuguesa, lembrando que neste ano já esteve em Poitiers a apresentar o livro Os Memoráveis e também em Hamburgo, na Alemanha. Nas suas viagens tem percebido que pelo mundo fora os leitores têm curiosidade em saber o que se escreve em Portugal, um país «periférico da Europa» e com relações próximas com África: «Vou a várias mesas-redondas debater o papel da literatura europeia.»

Um dos locais que mais visita é Israel, onde tem quatro livros traduzidos. Numa dessas viagens, participava num encontro com David Grossman, escritor e pacifista israelita, Lídia Jorge ficou incrédula quando um homem, nas primeiras filas, saiu irritado da sala quando ela falava sobre o seu livro O Vento Assobiava nas Gruas. «Depois foi dizer às pessoas que eu afinal era comunista», diz a autora. O homem teria ido ali de propósito para a ouvir. «Acho que não gostava do David Grossman e quando percebeu que a minha perspetiva não era muito diferente ficou chateado.» Lídia Jorge viaja bastante, mas neste ano recusou convites por estar «concentrada» no trabalho. Para setembro tem prevista uma ida ao Festival de Montreal, no Canadá.

O mesmo se passa com Filipa Leal. «É complicado para um poeta acompanhar estes eventos todos. Só posso ser poeta nos tempos livres», lamenta. Além disso, devido ao trabalho como argumentista, não pode sair do país sempre que quer. Mas apesar de não ter conseguido ir em maio a Londres, por exemplo, enviou um poema para ser disponibilizado na British Library, onde no mês passado foi colocada uma instalação sonora pública (Poetry Periscope) com textos de trinta autores. Um deles era dela. Já esteve, por motivos literários, em Espanha, Berlim, Itália e Croácia… «Quando volto a Portugal a mala vem sempre cheia de livros, de traduções.» Neste ano, quando regressou da longa viagem à Colômbia, teve de arranjar uma segunda mala para trazer tudo.

A primeira experiência num evento literário foi o encontro Ibero-Americano de Pedra e de Palabra, do Pen Club da Galiza, quando tinha 24 anos. Hoje tem 38. «Lembro-me de ter ficado um bocado zangada por ter sido colocada numa mesa a falar de mulheres, com mulheres. Numa entrevista a um jornal espanhol até disse que isso não fazia sentido e que não concordava com essa setorização.»

«Aceitar o convite para ir a um evento literário deve ser sempre uma decisão do autor», diz Paulo Gonçalves, responsável pela comunicação e imagem do grupo Porto Editora. «É uma forma de divulgarem o trabalho e chegarem a outros locais. Até porque o mercado português é pequeno.» Segundo dados da GfK Entertainment, a empresa que monitoriza grande parte da indústria literária, no ano passado venderam-se 12,5 milhões de livros em Portugal, com receitas de 147 milhões de euros. Números que mostram uma queda de três por cento em relação a 2014. Aliás, nos últimos anos têm sido divulgados estudos que indicam que de norte a sul o negócio dos livros está a piorar, o que é visível pelo número de livrarias no país: em 2004 existiam 694 e em 2012 já só estavam registadas 562. O mercado internacional é, assim, essencial. «Mas, acima de tudo, os escritores e as suas obras merecem ser conhecidos», diz Gonçalves.

«A presença de tantos portugueses em eventos pelo mundo mostra que a nossa literatura é rica.»

E mesmo deixando de receber os direitos dos livros dos seus autores – que ao serem traduzidos são adquiridos por empresas que operaram no mercado onde o escritor vai lançar a obra –, há sempre vantagens para as editoras nacionais, acredita. «Eles estão a divulgar a cultura nacional por todo o lado.» Apesar de alguns escritores receberem muitos convites para o estrangeiro, a maioria é contactada para eventos no país. O Clube do Autor, por exemplo, recebe todas as semanas convites para os seus escritores participarem em eventos, garante Berta Silva Lopes, diretora de comunicação da editora. São desafios para festivais literários, palestras em escolas e universidades ou até iniciativas em museus. «Depende do autor em causa», diz Berta. «Mas faz todo o sentido os escritores aceitarem estas oportunidades para “estreitarem as relações com o público”.»

Em alguns festivais e eventos, a relação entre quem escreve e quem lê é de bastante proximidade. Dentro de dias, o escritor João Tordo parte para Paris para mais um, o festival literário Conversas Fictícias, onde Lídia Jorge esteve em 2015. Em França, já tem quatro livros traduzidos. Neste ano já esteve em Estocolmo, na Suécia, onde participou numa sessão do Frames Festival sobre o filme José e Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes. «Em março andei por várias cidades alemãs e fiz sessões de leitura em várias universidades.» No fim juntou-se a mais três portugueses – David Machado, Alexandra Lucas Coelho, Hélia Correia – e foram para a Feira do Livro de Leipzig. «As pessoas vinham ter connosco com as nossas fotografias plastificadas, para pedir autógrafos. Muitas eram tiradas da internet.»

João Tordo fora apresentar a tradução do seu livro Ano Sabático (Stockmans Melodie, em alemão). A obra foi escrita quando esteve no Canadá há uns anos numa residência literária. «Passei lá dois meses e durante esse tempo escrevi o livro.» Para estas suas viagens, como acontece com muitos dos outros escritores, João Tordo tem contado com a ajuda do Instituto Camões. Foi assim em várias viagens que fez nos últimos tempos: Luxemburgo, Espanha, França. Alemanha e Croácia, pelo menos. «À Croácia, por exemplo, fui na atura em que saiu Três Vidas.» Pelo meio, o escritor de 40 anos voltou ao Canadá, foi a Porto Rico, passou por Budapeste e viajou várias vezes até ao Brasil, onde tem cinco livros editados e foi finalista do Prémio Portugal Telecom.

É exatamente no Brasil que estão neste momento Gonçalo M. Tavares e José Eduardo Agualusa, finalista do prémio internacional Man Booker 2016. Foram para a VI Bienal Rubem Braga, na Cachoeira, estado do Espírito Santo. A popularidade de Agualusa, 55 anos, levou-o a ser apresentado como a principal atração internacional do evento. Antes esteve no Rio de Janeiro. «Já perdi a conta às vezes que fui ao Brasil», diz.

A viragem na sua carreira brasileira, acredita, foi na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), quando, em 2004, partilhou uma sessão com o cantor Caetano Veloso. «A mesa correu muito bem.» E a partir daí, as vendas dispararam daquele lado do Atlântico. Quando lançou As Mulheres do Meu Pai no Brasil, em 2007, a primeira edição de dez mil exemplares esgotou. «Paraty cria tendências», garante. E recorda que foi nesta feira que Valter Hugo Mãe se tornou um fenómeno, em 2011, ao emocionar os presentes com um texto que leu. Os dois escritores foram depois convidados para um dos eventos literários mais originais: um festival num barco, em pleno rio Amazonas.

Agualusa anda constantemente pelo mundo, em ações literárias. Neste ano já esteve nos EUA, na Alemanha e na Holanda. E às vezes ainda é surpreendido. Quando esteve em Haia, em janeiro deste ano, participou numa sessão bem diferente do habitual. «Eu e mais seis escritores tivemos de subir ao palco e ler um texto sobre um dos pecados capitais.» Antes de cada apresentação, a orquestra tocava. «Eu escolhi a tristeza, que entretanto deixou de ser pecado capital.»

Nas suas viagens por várias cidades brasileiras encontra-se muitas vezes com outros escritores africanos como ele, que é angolano. Em setembro passado protagonizou em São Paulo uma conversa com Mia Couto. Vai tantas vezes ao Brasil que tem uma agente local para lhe tratar de todos os assuntos. Em novembro foi um dos convidados do Encontro Mundial de Invenção Literária (EMIL), na mesma cidade onde esteve também a escritora portuguesa Teolinda Gersão.

«No Brasil sinto-me em casa», diz Teolinda. Tem 76 anos, viveu dois naquela cidade brasileira, e tem várias obras a serem estudadas nas universidades locais. Mas a última viagem que fez, há três meses, foi a Marrocos. Participou no Salão do Livro em Casablanca e foi a Rabat falar em faculdades. «Os árabes identificam-se com os meus contos, que tratam de assuntos que podiam acontecer em qualquer lugar do mundo.» Já tinha estado neste país numa viagem particular com a família, mas agora foi diferente: «Convivi com as pessoas e senti a sua vida quotidiana.» Foi almoçar a um restaurante que em tempos era um harém e andou a ver as oficinas de artesanato locais. Um dos seus livros, A Mulher Que Prendeu a Chuva, está traduzido em árabe. Por isso, também já foi ao Egito e a Omã. Ao mesmo tempo, tem passado por muitas cidades europeias, da República Checa à Itália, onde, no ano passado, esteve em Turim, com Lídia Jorge e outros autores, a lançar uma antologia com textos de cada um.

Francisco José Viegas, 54 anos, é um dos iniciadores desta tendência e continua a não poder acorrer a todos os convites que lhe fazem. Não consegue lembrar-se de todos os sítios que já visitou por motivos literários. Fez dezenas de apresentações, falou em inúmeras universidades e participou em variados tipos de feiras e festivais. Neste ano esteve na Feira de Bogotá e uns meses antes tinha ido a Macau, Itália e Canadá.

Nos últimos anos viveu de tudo um pouco. Numa viagem que fez a Munique, conheceu Petros Markaris, criador dos mais populares detetives de policiais gregos. Chegou à cidade de comboio vindo de Frankfurt, entusiasmado com a ideia de partilhar um evento com o conhecido escritor. E quando entrou no hotel viu que tinha um bilhete do grego a dizer para se juntar a ele numa cervejaria. Quando chegou a hora de irem para o local do evento, apareceu uma limusina, motorista vestido de negro, enviada por emigrantes gregos fãs de Markaris. «Parecia um daqueles filmes de mafiosos!»

Também na Alemanha, quando fazia um périplo por várias cidades, em 2000, foi convidado para falar numa universidade sobre literatura portuguesa nos séculos xix e xx. «Falei de Eça, Saramago… mas no fim houve quem me viesse perguntar porque não tinha falado de Margarida Rebelo Pinto. Não fazia ideia de que era lida fora do país.» Hoje, como trabalha também como editor, não se pode ausentar tanto. «Viajo muito menos.»

Todas estas viagens e presenças dos escritores em festivais são às vezes, alerta Lídia Jorge, mal interpretadas. «Há quem diga que é vaidade, mas trata-se é de generosidade», garante a escritora, dizendo que o faz para explicar o seu trabalho e estar perto dos leitores. «Há dois tipos de editores: os que dizem aos seus autores para ficarem em casa, criando um aura de mistério, e outros que os aconselham a sair de casa, para estar perto das pessoa.» Ela está neste segundo grupo.

Nesse duplo papel de editor e autor, Francisco José Viegas garante não haver hoje qualquer preconceito em relação aos autores que são presença assídua em eventos. «Muitos escritores vivem em viagem permanente.» Como Afonso Cruz. Chegou ontem a Portugal, hoje e amanhã está na Feira do Livro de Lisboa em sessões de autógrafos. Em agosto partirá para a Argentina. E até ao final do ano andará pelos EUA e pelo Canadá, a apresentar livros, e no México, num festival. Quem sabe encontrará mais miúdos a imitá-lo.

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