A segunda vida do BMW X1

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Qualidade e conforto definem a nova versão do BMW X1.

Há sempre uma segunda oportunidade. No caso do SUV compacto X1, a BMW agarrou-a. O novo modelo tem pouco que ver com a versão de 2010. Qualidade e conforto são palavras de ordem. E muito espaço. Para ocupantes e para bagagem.

O que torna apetecível esta segunda geração do BMW X1 é a sensação de conduzirmos um veículo premium – sendo na verdade um SUV compacto. Por fora, o que tem de muito bom são as dimensões mais reduzidas – o que facilita a condução em cidade. Por dentro, o bastante espaço disponível, superando os rivais (ver caixa).

A bagageira tem enorme capacidade (505 litros) e pode vir equipada com um mecanismo de mola que rebate os bancos automaticamente, com grande flexibilidade – crescendo até aos 1550 litros). No banco de trás há muito espaço para pernas – só o ocupante do meio é que perde um pouco, o que é natural neste tipo de veículo – e é possível transportar uma cadeirinha de bebé sem comprometer o conforto a bordo. Mais: como opcional, este banco pode ser puxado para a frente até 13 centímetros. Além disso, a nova posição de colocação do motor e o facto de ter tração à frente (ou total) permite um grande ganho de espaço interior em relação à primeira geração.

A versão ensaiada – sDrive 20d, com 184 cavalos, equipada com transmissão automática desportiva Steptronic de oito velocidades – revelou-se ágil na estrada – e estamos a falar de um 4×4 – e com bastante aderência, permitindo curvar a velocidades relativamente elevadas. E vinha equipada com jantes de 19 polegadas e controlo dinâmico do amortecimento, extras da versão desportiva M, adaptando-se a qualquer tipo de piso e condições de condução. Sobre os consumos, a marca revela médias de 4,7 litros/100 km, embora neste ensaio não tenha sido possível ficar abaixo dos seis litros.

Com excelente posição de condução – quatro centímetros mais elevada do que a anterior geração –, o X1 ganha em visibilidade. E acaba por agradar mais aos clientes que procuram um SUV. O tablier foi renovado, aproximando-se mais dos irmãos premium X5 e X6. O protagonista é a consola central, com um ecrã LCD de 8,8 polegadas controlado através do comando circular colocado pouco abaixo do seletor de velocidades. Destaque ainda para o Head-Up Display, que projeta junto ao para-brisas todas as informações relevantes ao condutor, bem como as indicações de GPS, sem que seja preciso desviar os olhos da estrada.
A versão ensaiada custa 65 232 euros. Mas é possível comprar um X1sDrive 16d a partir de 35 373 euros.

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