A aldeia alemã dos Trump

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O avô do candidato à Casa Branca foi da Alemanha para os EUA com 16 anos. Uma saga de superação, riqueza e emigração.

Está a decorrer a convenção republicana que nos próximos dias deverá nomear o candidato do partido à presidência dos EUA. Mas se hoje Donald Trump não está na Alemanhã a produzir vinho branco e bucho de porco, bem pode agradecer ao príncipe bávaro que deportou o seu avô para a América há cem anos. Da pequena aldeia de Kallstadt vieram também os Heinz, criadores do ketchup.

Quando o verão chegou, os Trump embarcaram em Nova Iorque decididos a deixar a América. Estávamos em 1904: Marconi acabara de inventar o sinal internacional de rádio, Puccini estreava a ópera Madama Butterfly em Milão e em Nova Iorque começavam as obras da Grand Central Station. Mas Friedrich Trump não queria saber disso para nada. Já tinha acumulado dinheiro suficiente para prosperar na aldeia natal, Kallstadt, no estado da Renânia-Palatinado. Além disso, a mulher, Elisabeth, suspirava de saudades pela serenidade das margens do Reno, onde poderiam dedicar-se à produção de vinho, atividade exercida pelas duas famílias, e educar a filha Elisabeth longe do frenesim industrial do Novo Mundo.

Mas havia um senão: Friedrich abandonara a Alemanha sem cumprir o serviço militar e estava em situação ilegal. A 8 de agosto desse ano, escrevia uma carta ao príncipe Leopoldo da Baviera com o propósito de evitar a deportação: «Nesta situação difícil não me resta mais nada como miserável súbdito que pedir-Lhe a Si, Sua adorada Majestade, sábio e justo, Pai dos Pais, nosso Líder (…), que através desta petição dê ao remetente desta carta a autorização para ficar no Reino da Baviera.»

O monarca não se condoeu. Emitiu uma ordem de deportação e nem os insistentes recursos de Friedrich, que durariam mais três anos, o fizeram mudar de opinião. Expulsos da sua própria terra, separados das suas famílias, impedidos de viver onde queriam, os Trump voltaram a atravessar o Atlântico para se fixarem nos EUA – a Kallstadt só podiam regressar de férias.

FRIEDRICH TRUMP MORREU EM 1918, VÍTIMA DA GRIPE espanhola, não sem antes ter deixado aos três filhos as sementes de um império imobiliário e de ter sido alvo de xenofobia por ser alemão em solo americano durante a Primeira Guerra Mundial. «Com esse histórico, é provável que o avô de Donald Trump não gostasse de ouvi-lo anunciar a deportação de imigrantes e a construção de um muro entre os EUA e o México», diz Thomas Jaworek, presidente da Câmara de Kallstadt, eleito pelos democratas-cristãos da CDU. «Os habitantes da nossa aldeia são humildes, hospitaleiros e abertos a todo o mundo, por isso a maioria não simpatiza com a visão política de Trump, embora tenham algum orgulho por verem um filho da terra candidatar-se ao cargo mais influente do mundo.»

Donald Trump deverá ser nomeado nos próximos dias, durante a convenção anual do Partido Republicano, em Cleveland, no estado do Ohio, como candidato à presidência dos EUA. Mas, a milhares de quilómetros do número 1600 da Pennsylvania Avenue, morada da Casa Branca, em frente ao número 20 da Freinsheimer Strasse, a antiga casa da família Trump – com um portão celeste a indicar o caminho para uma vivenda simples caiada de branco e com as telhas vermelhas a precipitarem-se a pique num telhado pontiagudo – hoje habitada por um casal que já não consegue ouvir falar do milionário nova-iorquino, Thomas Jaworek fala sobre Donald. «Desde que se soube que ele era de Kallstadt, muitos turistas americanos visitam a aldeia só para fotografarem a casa», diz Tobias Mansel, que adquiriu a moradia sem saber do seu passado.

Do outro lado da rua, com dois duendes de louça no parapeito da janela, está o antigo lar dos Christ, de onde Friedrich viu sair Elisabeth poucos meses antes de a pedir em casamento. Seria ela, a avó de Donald Trump, a fundar a Elisabeth Trump and Sons, a empresa que iria acumular terrenos e empreendimentos em Nova Iorque. O político republicano conviveu com a avó alemã até aos 20 anos. «Ela era muito poderosa. Tinha convicções muito fortes e não entrava em joguinhos», diz o agora político no documentário Kings of Kallstadt, realizado por Simone Wendel.
«Lembro-me de sair com ela e com o meu pai aos domingos e de ela beber soda e estar perfeita. Era fantástica.»

Mais de cem anos (112) após a deportação dos Trump, Kallstadt pouco mudou. A velha torre da igreja continua a impor-se no centro, observando o extenso vinhedo que se espraia pelas colinas e as casinhas que parecem saídas do conto Hansel e Gretel, com molduras de madeira na fachada. De vez em quando, passa um carro. Mais raramente, um transeunte. A aldeia tem 1200 habitantes, quatro milhões de litros de vinho por ano nas caves e 27 clubes e associações, com mais de 1600 membros inscritos. «As pessoas gostam tanto de fazer coisas juntas que há mais sócios de clubes do que moradores, pois os familiares que vivem noutras partes da Alemanha também estão inscritos», diz Jaworek. E também há oitocentas cadeiras de restaurantes. Comer e beber são verbos identitários nesta região da Alemanha. «Isto é a Toscana alemã», dizem.

A RENÂNIA-PALATINADO, NA MARGEM OCIDENTAL DO RIO RENO, foi ocupada pelo Império Romano, que trouxe consigo o seu bem mais precioso: a uva. Todas as famílias de Kallstadt estão de alguma forma ligadas à produção de vinho. Não só os Trump, cujo letreiro das caves permanece, desgastado, numa das saídas da aldeia, mas também os Heinz, que dali saíram para dar ao mundo o mais famoso dos molhos: o ketchup. «Acho que não é uma coincidência que dois dos mais ilustres empreendedores americanos tenham raízes em Kallstadt», diz Simone Wendel, autora do documentário exibido pelo canal ARTE. «É uma aldeia com uma tradição de negócios vinícolas e de comércio agrícola. Trump e Heinz nasceram com essa veia de negociantes, gente astuta e propensa ao risco, mas de trabalho árduo.» Friedrich Trump deixou Kallstadt de um dia para o outro. Há muito que a região empobrecera devido à explosão demográfica e ao consequente encolhimento das parcelas agrícolas e ele, que tinha dez irmãos, já não aguentava ver a mãe viver na pobreza. «Em minha casa contava-se que deixou um bilhete em cima da mesa e partiu de madrugada para se juntar às duas irmãs mais velhas em Nova Iorque», diz Fritz Geisel, caçador de 51 anos, primo afastado do candidato republicano. «As nossas avós eram irmãs mas eu nunca o vi porque ele nunca veio a Kallstadt.»

Para trás ficava o negócio vinícola da família, existente desde o século XVII, os estudos em Frankenthal para se tornar cabeleireiro e as últimas poupanças. Desembarcou em Nova Iorque a 19 de outubro de 1885, com 16 anos, num barco chamado Eider. No dia seguinte, arranjou trabalho como ajudante de um barbeiro de origem alemã e manteve-se no ofício durante seis anos, complementando-o com alguns biscates como barman. Até que, em 1891, começou a corrida ao ouro. E Friedrich estava na grelha de partida. Foi primeiro para Seattle, depois para Monte Cristo, no estado de Washington, finalmente para o gélido Yukon, na fronteira entre o Canadá e o Alasca. «Como tinha uma fraca constituição física não podia garimpar. Decidiu abrir restaurantes e hotéis para os mineiros e assim foi enriquecendo», diz o primo alemão de Donald.

Comida, álcool, jogo e prostituição passaram a ser os nichos de mercado dos estabelecimentos de Trump. No seu restaurante Diary, de Seattle, além dos pratos e das bebidas alcoólicas, eram anunciados «quartos para meninas». Mais tarde, no Yukon, abriu uma tenda de restauração na «Estrada do Cavalo Morto», um eixo da corrida ao ouro em que os viajantes chicoteavam os cavalos com tal força que estes caíam mortos no meio da via – o bife de cavalo passou a ser a especialidade da casa. Em Bennett, abriu o Artic, o maior hotel e restaurante da região, com capacidade para três mil pessoas. Em 1898, o jornal Yukon Sun descrevia assim o espaço: «O Artic tem excelentes condições para homens solteiros, bem como o melhor restaurante da cidade, mas não aconselhamos as mulheres respeitáveis a dormirem lá porque são capazes de ouvir coisas repugnantes para os seus sentimentos.» Trump recebia em ouro. Aceitava pagamentos em pepitas, que depois transferia para as irmãs em Nova Iorque. «Estas, por sua vez, começaram a investir em terrenos baratos em NY, inclusive aqueles em que hoje assenta a Torre Trump. Foi assim que começou a nascer a fortuna da família», explica Fritz.

Depois de sair de Monte Cristo, a localidade sofreu terríveis avalanches e cheias. O avô Trump abandonou o Yukon mesmo antes da proibição do jogo e do álcool. «Nas situações que originaram muitos perdedores, Friedrich Trump conseguiu sair vencedor», escreveu a sua biógrafa Gwenda Blair. Foi nesta última década do século xix que Friedrich adquiriu a sua primeira propriedade – um terreno de 40 hectares em Everett, também no estado de Washington –, recebeu a nacionalidade norte-americana e votou pela primeira vez nas presidenciais. Também foi eleito para um cargo político, júri da paz, como democrata.

Friedrich visitava Kallstadt sempre que podia. Em 1896 e 1897 compareceu aos casamentos das irmãs Elisabeth e Barbara e, em 1902, numa estada mais longa, conheceu a sua noiva Elisabeth, 11 anos mais nova e milhares de dólares mais pobre. «A mãe de Trump opôs-se ao casamento por ela ser de uma classe mais baixa mas Friedrich estava tão apaixonado que desrespeitou a sua decisão», escreve Roland Paul, no artigo De Kallstadt para a América, publicado no Instituto de História e Folclore, em Kaiserslautern.

O sogro impôs-lhe como condição que o casal vivesse na Alemanha. Trump pediu-lhe dois anos para resolver os negócios pendentes nos EUA e recuperar a cidadania alemã. Mas o príncipe Leopoldo nunca deixou. Magoado, Trump estabeleceu-se em Nova Iorque e nunca mais quis visitar a terra, ao contrário da mulher, que manteve a ligação ao ponto de enviar encomendas com remédios durante a Segunda Guerra Mundial e visitar o Palatinado já nos anos 1960, pouco tempo antes de morrer. «A minha mãe lembrava-se de vê-la por cá, já velha e milionária. E o pai de Donald Trump, Fred, também chegou a vir com a mãe», diz Gerda Bender, cujos antepassados Trump se cruzaram com uma família local ainda mais famosa: os Heinz. Quando os avós do político norte-americano foram recambiados para os EUA, já os Heinz, também originários de Kallstadt, tinham lançado o ketchup desde Pittsburgh para os quatro cantos do mundo.

Johann Heinrich Heinz, pai de Henry John Heinz, inventor do ketchup, nasceu em Kallstadt em 1811 e emigrou para a costa leste dos EUA em 1840, num ano em que 2801 pessoas trocaram o Palatinado pelo sonho americano. Empregou-se numa pedreira, foi construtor e fabricante de telhas, mas o filho, aos 8 anos, já distribuía pelo bairro os legumes que a família semeava. Com 15 anos, era famoso na zona pela qualidade do rábano picante engarrafado que vendia e, em 1869, fez nascer a Heinz, uma das maiores companhias alimentares do mundo. «Começou com os pickles, um produto muito apreciado aqui em Kallstadt», diz Albert Heinz, que gere com o irmão uma cooperativa vínicola em Kallstadt. «O tomate é também uma das maiores produções da nossa região. Há muito da nossa aldeia naquele produto. E tudo foi possível porque o pai dele era um visionário, tinha grandes planos mas não os podia concretizar daqui, porque era uma zona pobre.» Günther e Albert Heinz têm orgulho em apresentar à entrada da adega uma montra com garrafas de ketchup e algumas campanhas publicitárias da marca criada pelos antepassados. «Ele também foi pioneiro na publicidade. Foi o primeiro a ter um reclame luminoso em Time Square.»

HJ HEINZ ERA UM HOMEM EXTRAVAGANTE, ao ponto de levar da Florida um crocodilo para colocar no terraço da sua fábrica em Pittsburgh. Era também invulgarmente solidário – atribuiu aos operários seguros de saúde e programas de tempos livres. E nunca esqueceu as raízes. Em 1868, viajou à Alemanha para conhecer a aldeia do seu pai e, em 1886, empreendeu com a família um périplo de três semanas pela Europa, com especial atenção para Kallstadt. «O objetivo era levar os filhos aos médicos alemães, que gozavam de excelente reputação, dar-lhes a conhecer as suas origens e visitar a família», escreve Bernhard Kukatzki numa reportagem do jornal Die Rheinpfaltz, de 1996. A família alojou-se num hotel da cidade vizinha de Bad Dürkheim e alugou uma carroça para ir a Kallstadt. Ficaram impressionados com as montanhas, com as florestas e com as vinhas. «Há 74 anos, o meu pai nasceu nesta grande casa, construída no século xvi. Tem um quintal que dá acesso às caves de vinho. Dormi bem aqui, acordei feliz e a recordar os velhos tempos com a minha família. Contei mais de cem familiares diretos em Kallstadt», escreveu o criador do molho de tomate mais célebre do mundo no diário.

Os habitantes de Kallstadt estão desnorteados com a atenção súbita que o seu pacato lugarejo passou a ter desde que Donald Trump se destacou na corrida à Casa Branca. Ainda há uns anos, poucos eram os que sabiam que a família do magnata tinha vindo dali. «Agora eles podem culpar os alemães se aquele ignorante se tornar presidente», diz Uli Meyer, produtor de vinho branco. «Na verdade, não vejo grande interesse em estarmos associados a Donald Trump, a não ser o crescimento do turismo.» Simone Wendel, a cineasta, acredita que os seus conterrâneos têm mais dificuldade em reconhecer mérito a Trump, um empresário ligado ao imobiliário, do que aos Heinz. «As pessoas entendem o que Heinz fez para enriquecer: criou um produto e engarrafou-o, que é o que nós fazemos aqui há séculos. Já a alta finança e a política são conceitos quase abstratos para quase toda a população.» Que o diga Veronika Schrram, de 59 anos, que nos tempos deixados livres pelos ensaios do teatro e pelas aulas de Pilates, faz um molho de tomate parecido com o que Heinz globalizou. «As nossas mães e avós ensinaram-nos esta receita, que fazemos com o tomate local e outros ingredientes e especiarias. Fica parecido com o ketchup, mas mais fino e amargo.»

Nenhum dos parentes americanos é, todavia, o filho pródigo de Kallstadt, nem mesmo depois de os Heinz terem doado cinquenta mil euros para a recuperação do órgão da igreja, há 15 anos. É mais fácil arrancar um sorriso a um aldeão quando se elogiam as ruínas romanas no meio do vinhedo ou quando se relembra que o Riesling da região foi bebido durante a coroação da rainha Isabel II. Ou mesmo quando se conta que o motorista do chanceler Helmut Kohl vinha propositadamente a Kallstadt para comprar Saumagen, uma espécie de maranho, um estômago de porco recheado com carne, batatas e especiarias.

No cemitério de Kallstadt, abundam lápides com relevos de uvas, inscritas com os apelidos que vingaram na América: Helene Trump, 1926-1994, Hans Trump, 1925-2010, Karl-Georg Heinz, 1920-1990. Ambas as famílias têm registos na igreja da localidade desde os finais de 1500, embora dos Trump constem várias derivações provocadas pelas alterações fonéticas ao longo dos séculos; há Trump, Drumb, Tromb, Tromb, Trum, Trumpff e Dromb.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Fred Trump, pai de Donald, tentou aproveitar-se da variedade fonética para amenizar a hostilidade de que os alemães eram alvo nos EUA: alegou ascendência numa povoação sueca chamada Karlstad, com o sobrenome Drumpf. A mentira alastrou-se e os suecos de Karlstad estiveram prestes a iniciar a construção de um museu em sua homenagem, enquanto nos EUA o apresentador John Oliver estreou um programa chamado Make Donald Drumpf again.

APESAR DE NUNCA TER VISITADO A COMUNIDADE DE ORIGEM, Donald Trump revelou a Simone Wendel a sua satisfação por ter genes alemães: «As pessoas em Kallstadt são muito confiáveis, fortes, e eu sinto isso em relação a mim. Eu sou forte, sou de confiança, chego a horas, faço as coisas bem, e isso é o legado alemão que recebi. Tenho orgulho em ter sangue alemão.» Contudo, Donald, ao contrário do seu primo e diretor financeiro da Organização Trump, John W. Walter, nunca visitou as vinhas do Reno, nunca experimentou o maranho local nem sequer toca em álcool. A sua relação com a Alemanha foi sempre complicada: até 1990 tentou esconder as suas raízes, ainda influenciado pelo pós-guerra, em que os judeus de Nova Iorque se recusavam a alugar casas a um senhorio alemão. E nesse mesmo ano, aquando do divórcio com Ivana Trump, esta acusou-o de ter um livro de discursos de Adolf Hitler na mesa-de-cabeceira. Em Kings of Kallstadt, o candidato republicano é confrontado com a hipótese de ter nascido em Kallstadt e de nunca ter conhecido Nova Iorque. O que seria hoje? «Começámos agora a trabalhar também no sector dos vinhos, voltámos às raízes, o que é muito entusiasmante. Acho que se tivesse nascido em Kallstadt estaria nesse negócio. E acho que seria bem-sucedido.»

O IMPÉRIO HEINZ
Quando H.J. Heinz morreu, em 1919, deixou uma empresa com 6500 empregados e 25 fábricas, que já produziam centenas de variedades de molhos e condimentos. A empresa manteve-se dentro do controlo da família até 1966, quando R. Burt Gookin se tornou no primeiro CEO de outro sangue. Howard, filho do fundador, combateu a Grande Depressão com o lançamento de sopas e papas para bebés que se tornaram líderes de mercado. Na década de 1940, Jack, o neto, foi o responsável pela expansão da empresa no pós-guerra. E ainda houve John Heinz, um dos senadores republicanos mais ricos da história americana, que morreu num acidente de aviação em 1991, deixando viúva Teresa Heinz, a empresária portuguesa nascida em Moçambique, que voltaria a casar em 1995 com John Kerry, ex-candidato democrata à Casa Branca e atual secretário de Estado de Barack Obama. Em 2010, a HJ Heinz foi adquirida por 28 mil milhões de dólares. A empresa tem quase quatro mil produtos diferentes (vendidos em mais de duzentos países), desde ketchup a comida para cão, passando por programas de dieta.

O IMPÉRIO TRUMP
Após a morte de Friedrich Trump, a mulher liderou os negócios imobiliários com a ajuda do segundo filho, Fred. Este iria tornar-se num dos maiores construtores de Nova Iorque, edificando e alugando cerca de 3700 prédios, maioritariamente em Brooklyn, Queens e também Nova Jérsia. Os projetos da Elisabeth Trump and Son eram sobretudo dedicados à classe média, com vários bairros de habitação social. Quando morreu, em 1999, Fred Trump tinha atingido uma fortuna de 250 a 400 milhões de dólares. Dos seus cinco filhos, apenas Donald quis seguir o negócio do pai, mas com muito mais ambição. Em 1971, tomou as rédeas da empresa e mudou-lhe o nome para Trump Organization. Ao contrário do pai, apostou em empreendimentos luxuosos, com arquitetura de autor, como a famosa Torre Trump, o edifício de habitação em Manhattan com 58 andares e uma cascata interior com 24 metros. Donald investiu ainda em hotéis e casinos, além de ter sido estrela de reality shows televisivos. Em 2015, quando anunciou que estava na corrida para a presidência dos EUA, tinha uma fortuna avaliada em 4,1 mil milhões de dólares.

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