Mia Wasikowska

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A atriz que não leva nada disto a sério.

Diz-se fora de moda, mas a sua beleza invulgar e o talento tornam-na atriz fetiche de vários cineastas.

Na próxima quinta-feira uma das mulheres com a beleza mais invulgar de Hollywood chega aos cinemas portugueses com Crimson Peak – A Colina Vermelha, de Guillermo del Toro. A australiana Mia Wasikowska é venerada pelos cineastas mais excêntricos, de David Cronenberg (Mapas para as Estrelas) a Richard Ayoade (O Duplo), Gus van Sant (Inquietos) ou Tim Burton (Alice no País das Maravilhas). Atriz de rosto encantado, figura frágil e olhar atrevido, ao vivo é de uma simplicidade desarmante.

Apesar de estar obrigada às passadeiras vermelhas de festivais e estreias dos seus filmes, evita vestidos de alta-costura e grandes produções. É um statement?
Gosto de moda, mas sou incapaz de vestir alta-costura no dia-a-dia. Claro que, quando estou a promover os filmes, aceito roupa emprestada. Mas, sim, sou uma rapariga muito fora de moda.

Sente pressão dos estúdios de Hollywood para estar glamorosa nas passadeiras vermelhas?
Talvez… Mas não levo isso muito a sério. E penso que é saudável estar desligada. Em termos de look, o mais importante para mim é estar confortável. Escolho as roupas em função do conforto e não do estilo. Sei que isso pode ser um problema…

Ao contrário de outros atores australianos, prefere viver em Sydney e viajar apenas para filmar. É uma declaração de independência?
As pessoas podem achar estranho não estar em Los Angeles mas eu gosto de Sydney, vivo junto ao mar e é lá a minha casa. É lá também que consigo alguma distância do mundo do cinema. Prefiro mergulhar a fundo quando estou em filmagens e depois voltar para casa e estar isolada. Para mim é importante ter amigos que não estão no negócio dos filmes. Gosto de poder ter esse equilíbrio. Sou, de alguma forma, uma outsider.

Quer poder aspirar a uma vida normal…
Sim, basicamente é isso.

Quando está na Austrália nunca é para trabalhar.
Nunca, Sydney é para estar em casa.

Desde Alice no País das Maravilhas conquistou Hollywood. Mas sucesso, para si, o que é?
O sucesso é aquela coisa de se conseguir ser feliz, não é? Para além do dinheiro, das conquistas e do resto. Obviamente, são as coisas mais simples que nos fazem mais felizes.

Falou em dinheiro. Cada vez há mais atrizes a insurgirem-se contra o facto de os seus colegas homens ganharem muito mais. Tem alguma ideia de por que razão essa injustiça continua a ser uma realidade em Hollywood?
Não faço ideia! Talvez tenha que ver com o facto de as mulheres serem fãs mais entusiastas. Dou um exemplo: no caso de Crimson Peak – A Colina Vermelha, as fãs colaram-se ao Tom Hiddleston. Não vi fãs masculinos a gritarem por mim ou pela Jessica Chastain. Nenhum fã quis saber de nós… Na verdade, o que acho é que esta indústria é ditada pelos homens, eles é que decidem.

Em Crimson Peak volta a interpretar uma heroína romântica de época, depois de Madame Bovary e Jane Eyre. Crê que os realizadores olham para a sua beleza como representação de um encanto mais intemporal?
Isso aconteceu meio por acaso. Ainda assim considero-as todas muito diferentes. Aqui interpreto uma heroína gótica num tom muito elevado e operático.