7 máximas para um verão saudável

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Não é preciso muito para que os organismos mais frágeis sintam as consequências do verão…

O fantasma das férias passadas ainda o assombra? Aqui ficam algumas dicas essenciais para este ano não ter azares de saúde e tudo correr da melhor maneira, seja na praia seja no campo.

1 ATENÇÃO AO CALOR
Não são necessários dias consecutivos de altas temperaturas para que os organismos mais frágeis sintam as consequências do verão. Embora as crianças, os idosos, os doentes crónicos ou os que tomam medicamentos como antidepressivos ou diuréticos sejam mais sensíveis à subida do termómetro, muitos outros podem ser afetados. E, às vezes, de surpresa. Por precaução, nos dias mais quentes, evite a exposição direta ao sol, descanse em locais frescos, aumente o consumo de líquidos sem açúcar ou álcool adicionados, faça refeições ligeiras e opte por roupas largas, de preferência de algodão.

2 SOL, SIM, MAS Q.B.
O sol é essencial à produção da multifuncional vitamina D e alcança o sistema nervoso para estimular as hormonas da felicidade, trazendo ainda outros benefícios, como o reforço da imunidade. Mas em excesso e sem cuidados pode fazer muito mal. Não são apenas as queimaduras que nos ameaçam. São também os danos oculares e cutâneos irreversíveis. Por cá, os cancros da pele são uma triste realidade, com a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo a estimar uns assustadores dez mil novos casos todos os anos. A pele tem uma memória infinita e agressões do passado podem ser acordadas por um único escaldão no presente. A moderação é obrigatória.

3 CUIDADO COM O QUE COME
Escolha restaurantes, cafés, esplanadas, com boas condições de higiene e em que os produtos alteráveis tenham bom aspeto e estejam em montras frigoríficas. Em caso de dúvida, não coma marisco, bolos com creme, gelados, sandes ou pratos com fiambre, ovos, maionese ou outros molhos. No farnel para a praia não coloque alimentos que possam degradar-se, como iogurtes, salgados, carnes frias, manteiga ou molhos. Sendo a época das saladas, há que lavar bem os ingredientes, sempre que possível em água corrente. O mesmo vale para os frutos.

4 HIDRATE-SE
Sabia que sentir sede é já sinal de desidratação? Sintomas como dores de cabeça, náuseas, fadiga e redução do rendimento inteletual, com perda de memória e diminuição da concentração, foram confirmados por investigadores, que pesquisaram as consequências da desidratação ligeira no organismo. Em condições normais, um adulto perde cerca de 2,5 litros de água por dia. A quantidade pode aumentar no tempo quente, quando se faz exercício, se tomam medicamentos ou se sujeita o corpo a toxinas, como açúcar, álcool ou comida processada. Uma alimentação rica em vegetais e frutos ajuda a repor quase metade desta água, mas a outra metade só se obtém com a ingestão de líquidos (pelo menos 1,5 litros diários, segundo os especialistas).

5 FUJA DOS INSETOS
Além de recorrer aos repelentes no mercado, pode usar outras estratégias. Experimente juntar duas gotas de óleo essencial de alfazema com duas de óleo essencial de árvore do chá numa colher de sopa de óleo de amêndoas doces e esfregar em pontos quentes do corpo, como a zona interna dos pulsos, a nuca ou os tornozelos. Em casa, pode usar a mesma mistura num queimador de óleos ou optar, como fazem os asiáticos, pelo aromático óleo essencial de citronela. Para limpar o ambiente de insetos, são também válidas as velas desta planta, mas opte pelas naturais, para evitar a inalação de químicos nocivos.

6 PROTEJA OS PÉS
As fissuras podem ser uma porta de entrada para infeções, as unhas mal cortadas tornarem-se abrigo de fungos e a pele quebradiça funcionar como um convite para o fungo que origina o pé de atleta ou para o vírus causador das verrugas plantares. A areia é um dos principais meios de contágio, a par das piscinas. O que fazer? Investir num hidratante podal, usar chinelos em locais húmidos, como ginásios ou piscinas, garantir uma boa higiene diária ou consultar um especialista para problemas mais sérios.

7 EXOTISMO? VÁ PREVENIDO
Segundo a Organização Mundial de Turismo, entre 2000 e 2010, houve um aumento de 50 por cento das doenças relacionadas com viagens. Diarreia e distúrbios gastrointestinais, causados por bactérias e outros microrganismos na água e na comida são os problemas mais comuns. Os mosquitos também são uma ameaça. Os episódios de malária decresceram, mas registou-se um aumento dos casos de dengue e chikungunya, duas perigosas infeções transmitidas pelas picadas. Não falte à consulta de medicina do viajante.